Preço do diesel cai para R$ 3,27 após novo corte da Petrobras
Valor do combustível será reduzido a partir de 6 de maio nas refinarias
A Petrobras anunciou uma nova redução no preço do diesel tipo A vendido às distribuidoras. A partir desta terça-feira (6), o litro do combustível passará a custar R$ 3,27 nas refinarias, o que representa uma queda de R$ 0,16 em relação ao valor anterior de R$ 3,43.
O corte reflete diretamente na composição do diesel tipo B, comercializado nos postos, que mistura 86% de diesel A e 14% de biodiesel: com isso, a parcela da Petrobras nesse combustível final cairá para R$ 2,81 por litro — recuo de R$ 0,14.
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Essa é a segunda redução consecutiva anunciada pela estatal em pouco mais de um mês. Em 1º de abril, o preço do diesel já havia sido cortado em R$ 0,17, passando de R$ 3,72 para R$ 3,55 por litro, uma queda de até 4,6% nas refinarias. Na ocasião, o reajuste buscava aliviar a pressão inflacionária, já que o diesel tem papel central no transporte rodoviário de cargas, impactando diretamente nos preços dos alimentos e demais produtos ao consumidor final.
Com a nova diminuição, o diesel A acumula uma redução de R$ 1,22 por litro desde dezembro de 2022, equivalente a 27,2%. Quando corrigido pela inflação do período, o recuo chega a R$ 1,75, ou 34,9%. A Petrobras destaca que os preços seguem a política comercial adotada desde maio de 2023, baseada em indicadores de mercado interno e externo, concorrência e alternativas de suprimento.
Apesar da redução, o repasse integral ao consumidor nos postos pode demorar a ocorrer. Isso porque fatores como tributos estaduais (ICMS), custo do biodiesel, margem das distribuidoras e postos de revenda influenciam no preço final. O último levantamento (de 20 a 26 de abril) da ANP apontava o diesel convencional (S500) sendo vendido nos postos a cerca de R$ 6,19 em média no Brasil. Para o diesel S10, o valor médio foi de R$ 6,26 por litro.
A medida deve aliviar os custos logísticos e pode contribuir para a desaceleração da inflação nos próximos meses. Até o momento, não há previsão de alterações nos preços da gasolina ou do etanol.
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