Foi lançado em 2018 e já prepara uma troca de plataforma para receber motorizações híbridas

Sabe quando as fabricantes dizem que o carro é uma nova geração, quando na verdade é uma reestilização mais forte sobre o seu predecessor? Bom, a Hyundai está fazendo exatamente o oposto. Era para o Hyundai Santa Fe 2021 ser apenas uma reestilização, mas a marca trocou a plataforma do crossover, algo que raramente acontece na indústria automotiva. A quarta geração (chamada internamente de TM) foi lançada em 2018 e já está passando por mudanças muito mais significativas.

As duas imagens divulgadas pela marca mostram a frente do Hyundai Santa Fe 2021, com uma grade com acabamento interno diferente dependendo da versão escolhida. E já fica claro que terá um design muito polêmico. Volta a usar o esquema de luzes diurnas em LED onde normalmente ficariam os faróis, mas que são seguidos por quatro linhas verticais em LED (duas de cada lado) na lateral da grade, criando um formato de "T". E, olhando de perto, podemos notar que essa parte vertical em LED está dividindo os faróis arredondados.

2021 Hyundai Santa Fe teaser

No caso da plataforma, a Hyundai fala muito pouco a respeito, para não estragar a surpresa. Segundo a marca sul-coreana, o novo Santa Fe será o primeiro modelo vendido na Europa a usar uma "plataforma totalmente nova de terceira geração." Ela permitirá que o crossover adote motorizações híbridas, tanto normal quanto plug-in, e não duvidamos que ganhe também um sistema híbrido-leve de 48V. A mudança inesperada de arquitetura compensará em termos de desempenho, segurança e dirigibilidade, pelo que diz a fabricante.

Na Europa, a Hyundai planeja lançar o Santa Fe 2021 em setembro e irá apresentar o modelo, com todos os detalhes, nas próximas semanas. Deve começar a ser vendido primeiro na Coreia do Sul, ainda na metade do ano. Já no Brasil, a mudança pode demorar um pouco, já que a geração atual foi lançada apenas em outubro do ano passado, em versão única e por R$ 297,3 mil. Espere o carro para o ano que vem, caso a cotação do dólar baixe e o estoque do modelo atual seja encerrado até lá.

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