Nova Honda CB 1000 Hornet: valeu a pena esperar?
Depois de 12 anos, o Brasil volta a ter a esportiva com um quatro-cilindros como todos amavam, e nós já andamos!
A espera acabou. Se você ficou órfão da Hornet com motor de quatro cilindros, a moto está de volta na forma da nova Honda CB 1000 Hornet com o clássico ronco que só um quatro-em-linha pode oferecer. Você pode até reclamar que, o que era a Hornet 600 em porte, está dividido nas bicilíndricas médias Hornet 500 e Hornet 750, mas pelo menos uma Hornet de quatro cilindros está de volta.
Anunciada em agosto, a nova Honda CB 1000 Hornet está chegando às concessionárias brasileiras em breve e nós já andamos. Ela é oferecida nas versões ABS e SP que custam, respectivamente, R$ 68.800 e R$ 76.750. A espera valeu a pena?
O que a Hornet oferece?
Não tem o que discutir: a grande estrela da CB 1000 Hornet é o propulsor de quatro cilindros em linha de 999 cm³ rende 147,4 cv de potência a 11.000 rpm e 10,3 kgfm de torque a 9.000 rpm. O câmbio é sempre de 6 velocidades. Desde a versão ABS, a moto já conta com garfo invertido da Showa SFF-BP para a suspensão dianteira com regulagem de pré-carga da mola, retorno e compressão.
A versão SP diferencia-se ainda pelo conjunto ciclístico aprimorado para uso em pistas e pilotagem esportiva, incorporando monoamortecedor traseiro Öhlins TTX36 com regulagem de compressão e retorno (é de uma via na ABS), garfo dianteiro Showa SFF-BP dourado totalmente ajustável, freios dianteiros com pinças monobloco Brembo Stylema e sistema de trocas rápidas de marcha Quickshifter bidirecional de série. A Honda CB 1000 Hornet SP ainda se diferencia pela pintura escura com acabamento fosco, garfo dianteiro dourado e as rodas douradas, enquanto a ABS vem nas cores branca ou vermelha, sempre com rodas pretas.
A eletrônica da CB 1000 Hornet é gerenciada pelo acelerador eletrônico Throttle-by-Wire (TBW), oferecendo três modos de pilotagem pré-programados (Standard, Sport e Rain) mais dois modos customizáveis (User 1 e User 2). O pacote de assistências conta com controle de tração HSTC configurável em três níveis, controle de freio motor e sistema anti-empinada.
O painel de instrumentos utiliza tela TFT colorida de 5" com conectividade smartphone via Honda RoadSync, permitindo navegação curva a curva e controle de chamadas por comandos no punho esquerdo. A iluminação é 100% em LED, com projetores duplos no farol dianteiro de design agressivo em formato de garras e piscas com acionamento automático de emergência ESS.
Para curtir, correndo ou não
Você pode até dizer que a Honda não ousou muito no visual. Há quem diga que a moto até lembra o visual de rivais da Kawasaki. Mas a Hornet é uma das poucas motos que não quer te impressionar pelo visual. O negócio dela é divertir. E, para isso, você não fica olhando pra ela: vai para o asfalto e curte.
Foi isso que o Motor1.com Brasil fez à convite da Honda a bordo das duas versões da nova CB 1000 Hornet, tanto na estrada nos arredores de Serra Negra (SP), quanto em pista no autódromo Velocitta. A potência, o porte e o peso da moto podem assustar, mas estamos falando da Honda, que faz uma Goldwing parecer fácil de tocar.
Creio que uma das coisas que mais me agradou nessa nova Hornet 1000 logo de cara foi a facilidade de pilotagem. A postura ainda é de esportiva, mas o guidão mais elevado e largo deixa a condução mais confortável. Afinal, nem toda esportiva passa seus dias em autódromo. Andando pelo apertado centro de Serra Negra, não foi difícil acostumar com os comandos da Hornet.
No modo padrão (Standard), o acelerador é progressivo e a embreagem, mesmo sendo operada por cabo, não cansa a mão esquerda. Se você comprar a versão SP com o Quickshifter bidirecional, só vai usar para arrancar, manobrar e parar. Ele funciona bem e não deixa a operação da alavanca de câmbio borrachuda. Os freios idem: fáceis de modular e com bastante potência de parada. É uma moto que precisa.
O que surpreendeu mesmo foi a graciosidade com a qual o 4-cilindros da Hornet trabalha em baixos regimes de rotação. Algumas motos de alto desempenho são chatas de usar na cidade. Têm motores que operam bem em alta, mas ficam dando cabeçadas em baixas velocidades. A Hornet 1000 não tem nada disso. Se você quiser engatar a quarta marcha a 50 km/h para rodar a 2.000 rpm, a moto aceita e, mesmo enrolando o cabo metafórico (o acelerador é eletrônico), ela vai desenvolver até o corte de rotação sem reclamar.
Só tome cuidado, pois você teoricamente já pode perder a CNH por excesso de velocidade antes de engatar a terceira marcha deixando o motor ir até o limite. Até mesmo a suspensão - que, lembremos: tem que funcionar a velocidades muito acima de 200 km/h - consegue filtrar buracos e lombadas sem ser excessivamente firme.
Na estrada, a Hornet 1000 faz curvas com facilidade. O limite de velocidade é muito abaixo do limite da moto. Destaco ainda a aerodinâmica da moto. Mesmo sem carenagens protuberantes, o ar que chega ao peito é limpo, sem turbulências. Junto à postura mais confortável, é uma moto de quase 150 cv que não incomoda em viagens longas. E tudo isso ao belíssimo ronco do 4-em-linha, sempre presente.
Não sou piloto, nem tenho a pretensão de ser um. As voltas no Velocitta foram feitas com bastante cautela. Ainda assim, senti-me confortável para finalmente usar o modo Sport. Quando vi que estava no final da reta dos boxes e chegando à tomada da curva 1 a mais de 200 km/h, voltei para o modo Standard. A Hornet tem muito mais habilidade do que eu. Ainda assim, foi divertido: deu para brincar e jogar o corpo para um lado e para o outro nas curvas com facilidade.
Claro que dá para reclamar de algumas coisas. A Honda não oferece a Hornet 1000 com controle de cruzeiro, algo que, com acelerador eletrônico, deveria ser simples de resolver. O preço da moto até é competitivo, mas, cá entre nós, sabemos que essa moto não sai da loja pelo preço público sugerido. Dito isso, há opções de naked de 1.000 cilindradas entre as principais marcas rivais. Porém, rivais que cumprem todas as tarefas do dia a dia sem incomodar e sem perder a capacidade na pista, são poucas. A espera valeu.
Honda CB 1000 Hornet: ficha técnica
| Especificação | Versão ABS | Versão SP |
| Preço Sugerido (PPS sem frete) | R$ 68.800 | R$ 76.750 |
| Motor | 4 cilindros em linha, DOHC, 16V, arrefecido a líquido |
4 cilindros em linha, DOHC, 16V, arrefecido a líquido
|
| Cilindrada | 999 cm³ | 999 cm³ |
| Potência Máxima | 147,4 cv a 11.000 rpm |
147,4 cv a 11.000 rpm
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| Torque Máximo | 10,3 kgfm a 9.000 rpm |
10,3 kgfm a 9.000 rpm
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| Transmissão | 6 marchas com embreagem assistida/deslizante |
6 marchas com Quickshifter bidirecional
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| Suspensão Dianteira | Garfo invertido Showa SFF-BP de 41 mm (120 mm curso) |
Garfo invertido Showa SFF-BP ajustável (120 mm curso)
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| Suspensão Traseira | Monoamortecida Showa com Pro-Link (138 mm curso) |
Monoamortecida Öhlins TTX36 ajustável (139 mm curso)
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| Freio Dianteiro | Disco duplo de 310 mm com pinças Nissin de 4 pistões |
Disco duplo de 310 mm com pinças Brembo Stylema
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| Freio Traseiro | Disco simples de 240 mm com pinça de 1 pistão |
Disco simples de 240 mm com pinça de 1 pistão
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| Pneu Dianteiro | 120/70 ZR17 M/C (58W) |
120/70 ZR17 M/C (58W)
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| Pneu Traseiro | 180/55 ZR17 M/C (73W) |
180/55 ZR17 M/C (73W)
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| Chassi | Diamond tubular em aço |
Diamond tubular em aço
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| Comprimento | 2.142 mm |
2.142 mm
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| Largura | 792 mm |
792 mm
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| Altura | 1.087 mm |
1.087 mm
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| Entre-eixos | 1.456 mm |
1.456 mm
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| Altura do Assento | 809 mm |
809 mm
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| Tanque de Combustível | 17,0 litros | 17,0 litros |
| Peso em Ordem de Marcha | 211 kg | 212 kg |
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