M1 nas lojas: novo Chevrolet Sonic 2027 é mais Onix do que Tracker
SUV de entrada da marca usa muitas soluções do hatch mas com visual mais aventureiro
Principal lançamento da Chevrolet no País neste ano, o Sonic 2027 enfim está nas concessionárias. O SUV, maior que o Onix e menor que o Tracker, terá a missão de conquistar um público mais jovem e que, até então, não encontrava nada do tipo dentro da norte-americana. Conseguirá?
Neste M1 nas lojas, vimos de perto o novo Sonic 1.0 turbo em sua versão topo de linha, a RS. Oferecida - ao menos inicialmente - com preço de R$ 135.990, a mira do modelo vai bem além dos VW Nivus e Fiat Fastback, elencados pela montadora como seus principais rivais, mas também VW Tera, Fiat Pulse e Renault Kardian.
Base de Onix, motor de Tracker
Apesar de a marca reforçar que o modelo é inédito, é inegável que ele aproveita muito de seus irmãos mais velhos. Do Onix, ele utiliza a plataforma GEM com os mesmos 2.551 mm de distância entre os eixos, mas com comprimento e largura levemente maiores.
São 4.230 mm de comprimento e 1.770 mm de largura no Sonic, enquanto o Onix conta com 4.169 mm e1.746 mm. O tamanho adicional fez bem ao porta-malas, que subiu de 303 litros para 392 litros. Já na altura, destaque para o Sonic, com 1.530 mm.
| Dimensões | Chevrolet Sonic 2027 |
| Comprimento | 4.230 mm |
| Largura | 1.770 mm |
| Altura | 1.530 mm |
| Entre-eixos | 2.551 mm |
| Porta-malas | 392 litros |
Nas laterais, as portas são as mesmas, bem como o pisca nos para-lamas dianteiros. As molduras pretas nas caixas de roda ajudam a dar volume, mas a sensação de SUV cupê que a marca reforçou em seus comunicados não é muito evidente pessoalmente.
Na dianteira, ele entra na moda dos faróis divididos, tal como no Tracker reestilizado e a picape Montana. Entre os DRLs acima, há uma pequena grade com a nova gravata da Chevrolet, que está um pouco maior. Gostou da grade iluminada nas fotos de apresentação? É um acessório de concessionária vendido a parte por R$ 426.
Na saída de ar inferior, destaque para o acabamento com elementos colmeia, bem como o emblema RS, em vermelho, posicionado ao lado esquerdo. O bloco principal dos faróis fica logo ao lado, e é de LEDs.
Nesta versão RS, em específico, a Chevrolet segue sua receita de adereços visuais escurecidos, caso das capas dos retrovisores, do teto e das rodas de liga leve, sempre de aro 17'' com pneus 205/50 da marca Bridgstone. Não há freios a disco nas rodas traseiras, nem freio de estacionamento eletrônico.
Partindo para o interior, novamente temos a sensação de já ter visto tudo em outro lugar. Ele traz bancos dianteiros com encosto inteiriço e a escrita RS bordada - como no Onix - bem como o painel de instrumentos com cluster digital de 8'' e a central multimídia de 11''.
Há conexão sem fio para Apple Carplay e Android Auto, além do sistema de concierge da marca, o OnStar. As tecnologias contrastam com as luzes internas halógenas da luz de cortesia e também do porta-malas. No geral, o acabamento é simples, com uso de muito plástico rígido, algo comum em sua faixa de peço e não tão discrepante de seus concorrentes.
A decoração é predominantemente preta, com alguns pequenos detalhes em vermelho. É o caso dos cintos de segurança tanto da frente quanto de trás, bem como os difusores de ar. Há ar condicionado digital de uma zona, com os muito cômodos botões físicos, bem como o carregador por indução presente no console. Não há modos de condução, nem opção de condução manual.
Falando de equipamentos, o Sonic traz desde a versão Premier seis airbags, direção elétrica, revestimento em couro cinza Storm Sky e sensor de estacionamento traseiro, entre outros. Na RS, além dos elementos estéticos em preto, são adicionados acendimento automático de faróis altos, sensores de estacionamento dianteiros e assistente de estacionamento automático (Easy Park).
Ao contrário do que se imaginava, nenhuma versão do Sonic trouxe o sistema de piloto automático adaptativo (ACC), permanecendo com o sistema comum ao Tracker. Há, no entanto, frenagem autônoma de emergência e sensor de ponto cego.
Sob o capô, a principal novidade é que a Chevrolet passa a oferecer pela primeira vez em um carro menor que o Tracker o 1.0 turbo da família CSS Prime - com a polêmica correia banhada a óleo - em configuração com injeção direta. São 115 cv e 18,9 kgfm de torque. Na transmissão, tanto a versão RS quanto a Premier trazem o câmbio automático de seis marchas.
Com ele, o Sonic consegue médias de consumo de 12,1 km/l (gasolina) e 8,4 km/l (etanol) quando em circuito urbano. Já no rodoviário, dados do Inmetro falam em 14,8 km/l (g) e 10,4 km/l (e). A tração é sempre dianteira, e o tempo de aceleração, segundo a Chevrolet, é na casa dos 10 segundos.
Já nas cores, a versão RS dispõe de quatro tons diferentes, sendo o Preto Ouro Negro a única sem custos adicionais. Na Branco Summit, são mais R$ 950, enquanto o Vermelho Scarlet e o Cinza Urbano (como no carro que vimos na loja) custa R$ 1.800.
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