Novo VW Tiguan 2026 volta aos bons tempos em nova era; veja impressões
Agora com 272 cv, proposta é ser potente e "mais alemão" diante dos híbridos
Depois de anos, podemos celebrar a chegada de um VW Tiguan como realmente o conhecemos. A nova geração do SUV desembarcou no Brasil com motor 2.0 turbo, 272 cv e sistema de tração integral 4Motion, bem diferente daquele Allspace reestilizado com tração dianteira e 186 cv que estavam longe de agradar os verdadeiros clientes do Tiguan.
Em um contato de horas, conhecemos o novo Volkswagen Tiguan, que aposenta o nome Allspace, em sua versão única, R-Line, de R$ 299.990 e pacote (quase) completão. Diante de uma concorrência que carrega bons números, mas dependem de eletrificação e nem sempre a mesma precisão ao volante que conhecemos de carros alemães, é uma boa opção?
O que é?
Como na segunda geração, o nosso Tiguan é diferente do europeu principalmente em suas dimensões. Para a produção no México e vendas nos Estados Unidos e alguns países das Américas, temos na verdade do VW Tayron, ou um Tiguan maior e com foco maior em espaço interno, principalmente pelo entre-eixos mais longo que o carro europeu.
Alguns detalhes estéticos os diferem, mas o principal são suas medidas: temos 4.695 mm de comprimento e 2.792 mm de entre-eixos, enquanto o europeu tem 4.539 mm e 2.677 mm, respectivamente. Isso pois, tanto aqui quanto no México e EUA, temos o Taos e, com isso, o Tiguan se afasta com uma proposta maior e mais refinada.
Com a versão R-Line, veio o bodykit mais esportivo e rodas de 19". Por dentro, uma grande tela central de 15" com espelhamentos sem fios, mas que nos EUA tem um som assinado pela Harman Kardon que não desembarcou aqui, assim como as rodas de 20" do R-Line norte-americano e o HeadUp Display. O painel de instrumentos tem 10,25" com uma interface que ainda veremos nos futuros VW nacionais e pode começar com a Tukan em 2027.
A plataforma MQB Evo sustenta o Tiguan. Com ela, o SUV tem um pacote de sistema ADAS bastante completo, além da preparação para uma eletrificação futura, que depende mais de decisões de produção no México que de algo no Brasil.
Enquanto isso, temos o 2.0 turbo da família EA888 em sua geração Evo5. É a mais recente aplicada e, para nosso mercado, conseguimos a potência que está no carro norte-americano, com 272 cv e 35,7 kgfm. Curiosamente, o câmbio automático de 8 marchas é o AQ451, da Aisin e produzido nos Estados Unidos pela...Hyundai. O sistema 4Motion é por demanda, prioritariamente dianteiro.
Como anda?
Boa parte dos compradores deste novo Tiguan serão donos dos anteriores, que foram em busca do desempenho do conjunto 2.0 turbo com o espaço interno de um SUV - e, no mundo real, não quiseram o que estava nas lojas até recente. A eles, a boa notícia é que estão bem cobertos com esta nova geração em diversos sentidos.
Parece clichê, mas temos a boa dinâmica de um carro alemão. Direção direta, responsiva e com peso correto, posição de dirigir centralizada e relativamente baixa, freios com boa calibração e suspensão que consegue viver na linha de conforto e da dinâmica fazem parte do pacote que ainda não encontramos nos chineses mesmo mais potentes.
A entrega do 2.0 turbo é boa. Há o seletor de modos de condução, mas fora do mais eficiente, ele acorda logo, mas com a crescente de um motor turbo, assim como o câmbio faz as trocas relativamente rápidas para uma caixa automática tradicional. Apesar da potência, a VW é bem conservadora no 0 a 100 km/h em 7,4 segundos. O consumo é de 8,9 km/litro na cidade e 12,1 km/litro na estrada, segundo o Inmetro.
Pelas suas dimensões, há um bom espaço no banco traseiro e porta-malas de 423 litros (VDA), condizente com o que o mercado oferece nesta faixa do segmento tanto em valores quanto em dimensões.
Vale a pena?
Se um dia o VW Tiguan se destacava no segmento pela potência, hoje o mercado está lotado de híbridos chineses. Ao mesmo tempo, este SUV vai cativar ao volante quem realmente gosta de dirigir e está mais acostumado a carros alemães que chineses sem precisar pisar em marcas premium, como BMW e Audi. O pacote é bom e o carro idem, mas ao mesmo tempo tem uma concorrência eletrificada que pode entrar na cabeça dos mais racionais. O jogo aqui é um pouco mais emocional e sensorial.
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