Denza D9: van de alto luxo da BYD chega no segundo semestre de 2026
Modelo de sete lugares e acabamento de primeira é apresentado no Salão de SP
Agora é oficial: a BYD venderá aqui a van de luxo D9, de sua divisão premium Denza. O modelo está sendo apresentado ao público brasileiro no Salão do Automóvel, juntamente com o todo-terreno B5 e a shooting brake Z9 GT. Mas nada de pressa: as vendas da D9 só começarão no segundo semestre do ano que vem.
Na China, porém, tivemos a oportunidade de conhecer a D9 de perto. Esse tipo de van de luxo é uma febre por lá, em especial no transporte executivo, e faz parte do cenário das grandes cidades do país. Uma D9, aliás, é o carro de uso pessoal da toda-poderosa Stella Li, vice-presidente executiva da BYD e CEO da companhia nas Américas e Europa.
São sete lugares distribuídos em três fileiras de bancos (2+2+3). Com 5,25 m de comprimento, 3,11 m de entre-eixos e 1,92 m de altura, a D9 tem dimensões ligeiramente menores que as das nossas conhecidas Citroën Jumpy e Peugeot Expert. As semelhanças param por aí, já que a Denza traz de série acabamento caprichado e muita tecnologia embarcada, como piloto automático (ACC), assistências de condução de nível 2 e nove airbags.
Híbrida plug-in ou elétrica
Por enquanto, a BYD não adianta as características das D9 que serão vendidas no Brasil. Entre combinações de um ou dois motores elétricos (tração dianteira ou integral), capacidades de bateria e níveis de acabamento, são cinco versões híbridas plug-in (D9 DM-i) e outras três totalmente elétricas (D9 EV).
É fácil saber qual é qual: as híbridas têm elementos horizontais na grade, enquanto as D9 100% elétricas trazem frisos verticais na dianteira. Nas versões topo de linha de ambas, LEDs substituem os cromados nas molduras laterais da grade. As duas seguem aquele estilo meio Jaspion — futurista e exagerado — que vem dominando as vans asiáticas nos últimos anos. Pode não ser bonito, mas impressiona.
As híbridas combinam um 1.5 turbo Miller de 138 cv e 23,5 kgfm com motor elétrico dianteiro de 231 cv e 34,6 kgfm, entregando 300 cv e 58,2 kgfm no total. A autonomia chega a 965 km (CLTC), com até 103 km no modo elétrico, graças à bateria de 20,4 kWh.
As D9 elétricas usam sempre bateria de 103 kWh. A de um motor gera 312 cv e roda 620 km; a de dois motores tem 374 cv, 600 km de alcance e acelera de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos.
Interior dominado por telas
O interior traz duas telas principais — quadro de 10,2” e multimídia de 15,6” — além de head-up display. Há madeira e alumínio reais no acabamento, e o console concentra teclas sensíveis ao toque para portas, porta-malas, modos e estacionamento automático.
Primeira classe na segunda fileira
As duas poltronas centrais são o destaque: reclinam, têm massagem, regulagens elétricas, aquecimento e ventilação, tudo controlado por telas de 5,5” nos apoios de braço. Outras telas, de 12,8”, permitem ajustar climatização traseira, teto solar e até funcionam como espelho.
A van ainda oferece porta-objetos elétricos e compartimento térmico que vai de –6 °C a 50 °C e funciona por até 12 horas mesmo com o carro desligado.
Terceira fileira e preços
A terceira fileira acomoda três passageiros e tem saídas de ar e tomadas. Os bancos correm sobre trilhos e são reclináveis.
Na China, a D9 parte de 330 mil yuans (híbrida) e chega a 460 mil yuans (elétrica de dois motores) — o equivalente a R$ 247 mil a R$ 345 mil. Para o Brasil, a conta deve dobrar, posicionando a minivan como rival direta da Kia Carnival, hoje a R$ 650 mil.
Antes da D9, a Denza lança o B5 ainda este ano e a Z9 GT no primeiro semestre de 2026.
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