A Tesla está atravessando uma fase complexa. A montadora americana especializada em carros elétricos precisa lidar com vendas em queda na Europa, margens de lucro mais baixas e uma concorrência cada vez mais forte, sobretudo por parte das marcas chinesas que estão ganhando participação de mercado no setor de veículos a bateria. A gama relativamente limitada também não ajuda: hoje a Tesla oferece apenas cinco modelos e alguns deles, como Model S, Model X e Cybertruck, já representam uma parcela reduzida das vendas. Enquanto isso, novos modelos aguardados, como o Roadster e a possível Model 2 mais barata, ainda não chegaram ao mercado.
Para enfrentar essa situação, a Tesla poderia considerar uma estratégia já adotada por várias montadoras chinesas, ou seja, ampliar a oferta com modelos híbridos equipados com tecnologia range extender. Segundo alguns rumores, até 2027 poderia chegar uma Tesla Model Y Range Extender, baseada no SUV mais vendido da marca e equipada com um pequeno motor a gasolina destinado a gerar energia para a bateria e para o sistema elétrico de tração.