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EXCLUSIVO: Brasil terá duas JAC ao mesmo tempo, explica executivo

Apesar do mesmo nome, carros e caminhões terão redes, garantias e pós-venda separados; relação entre operações é amigável

jac-e-js1-br

A chegada da JAC Caminhões ao Brasil criará uma situação pouco comum no mercado nacional. Apesar de compartilharem nome, origem e identidade de marca, a nova divisão de veículos comerciais e a JAC Motors comandada por Sérgio Habib funcionarão como duas operações completamente independentes no país.

Em conversa exclusiva com o Motor1.com Brasil, Nicolas Habib, COO da JAC Motors Brasil, explicou que a separação vai muito além da administração. Redes de vendas, oficinas, garantias e pós-venda não serão compartilhados. Ainda assim, segundo o executivo, a convivência entre as duas empresas é amigável e a operação dos Habib vem acompanhando de perto a chegada da nova JAC.

Mesmo nome, operações diferentes

A diferença começa no controle das empresas. Presente no país desde 2011, a JAC Motors Brasil segue sob o comando de Sérgio Habib e atualmente está concentrando toda a sua estrutura física na sede do Limão, na zona norte de São Paulo, como contamos anteriormente.

Já a JAC Caminhões será uma operação controlada diretamente pela matriz chinesa, com capital 100% próprio. Anunciada oficialmente no fim de 2025, a empresa está preparando o início das vendas com uma linha formada inicialmente por quatro caminhões a diesel, com Peso Bruto Total entre 9 e 25 toneladas e, assim, bem diferentes da Hunter e dos pequenos VUCs vendidos pela operação já presente aqui.

JAC Caminhões chega ao Brasil sem Sérgio Habib

JAC Caminhões chega ao Brasil sem Sérgio Habib

Foto de: JAC Motors

Não será a primeira vez que veremos duas operações de uma mesma marca funcionando ao mesmo tempo no Brasil. Um exemplo é a relação que a CAOA teve durante anos com a Hyundai: embora fosse responsável pelos modelos importados, o grupo também controlava parte relevante da rede e comercializava e prestava assistência para veículos nacionais como HB20 e Creta. Entre as duas JAC, no entanto, isso não acontecerá.

JAC Caminhões chega ao Brasil sem Sérgio Habib
Foto de: JAC Motors

De acordo com Nicolas, os caminhões e quaisquer outros produtos oferecidos pela operação comandada diretamente pela matriz não poderão ser atendidos na concessionária do Limão nem nas cerca de 150 oficinas credenciadas pela JAC Motors.

Também não estarão cobertos pelas garantias oferecidas pela empresa dos Habib, como o plano de oito anos disponível para alguns produtos, caso da Hunter.

O caminho inverso também vale. Automóveis e picapes comercializados pela JAC Motors continuarão sendo atendidos exclusivamente pela estrutura da operação atual, sem qualquer vínculo com a nova rede de caminhões.

Apesar dessa separação total no atendimento ao consumidor, a relação entre as duas empresas é boa. Nicolas afirmou que a JAC Motors acompanha de perto a implantação da divisão de caminhões e que sua equipe chegou a ajudar a matriz chinesa em alguns pontos do processo, embora não tenha detalhado quais foram essas colaborações. Ou seja, há cooperação nos bastidores, mas isso não se transforma em integração comercial ou de pós-venda para o cliente.

Uma reduz lojas, a outra estreia com cerca de 30

Curiosamente, as duas operações também seguirão estratégias praticamente opostas no varejo. Como mostramos recentemente, a JAC Motors passou pela maior reestruturação de sua história no Brasil e hoje mantém apenas uma concessionária física, no Limão.

O que você pensa sobre isso?

As vendas de modelos como o elétrico E-JS1 e a picape Hunter passam cada vez mais pelos canais digitais da empresa. A JAC Caminhões, por outro lado, chegará apostando em uma rede física tradicional. Na primeira fase, serão 15 grupos econômicos responsáveis por cerca de 30 concessionárias, com vendas, assistência técnica, peças e demais serviços de pós-venda.

Os primeiros caminhões importados já chegaram ao país e começaram a ser distribuídos para essa rede. A estreia contará com os leves N 9.170 e N 13.210 e os pesados A 18.290 e A 25.290, todos inicialmente movidos a diesel.

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