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Omoda vai reposicionar E5 para encarar BYD Dolphin e Ora 5, diz colunista

Para encarar rivais mais baratos, versão elétrica pode cair para R$ 149.990, menos que versão híbrida

Omoda 5 EV - lançamento (BR)
Foto de: Motor1 Brasil

A Omoda & Jaecoo se prepara para mais uma grande investida no mercado brasileiro. Tendo emplacado 7.625 unidades do Omoda 5 até maio, sendo a maioria delas em sua versão híbrida plena, a marca já pensa em formas de aumentar o potencial de sua versão elétrica, o E5, oferecido hoje por R$ 209.990.

Figura rara nas ruas, o SUV cupê movido só a baterias emplacou cerca de 500 unidades durante esse período e, com a chegada de novos rivais mais baratos, como o Ora 5, a ideia da marca é reposicionar a versão. Segundo Jorge Moraes, colunista da CNN, a ideia é que ele passe a custar R$ 149.990.

Desta forma, ele ficará mais barato até que seu equivalente HEV - um movimento que já começou a aparecer também em outras marcas. Assim, concorrerá também com alguns hatchbacks elétricos nessa faixa de preço, como o BYD Dolphin GS/SE, GAC Aion UT e também o MG4 Urban, que deve chegar em breve já com previsão de ser feito no país.

Como é o Omoda E5

Com visual quase idêntico ao do Omoda 5 tradicional, a versão elétrica aposta em para-choque dianteiro mais fechado, mas mantendo o padrão de faróis divididos em dois blocos. De resto, é quase o mesmo padrão já conhecido do SUV híbrido, inclusive no caimento cupê da traseira.

Ele é equipado com um único motor elétrico alocado na dianteira, de 150 kW (equivalente a 204 cavalos de potência) e 34,6 kgfm de torque. Segundo dados oficiais, o Omoda E5 acelera de 0 a 100 km/h em 7,6 segundos e tem velocidade máxima de 172 km/h.

Omoda 5 EV - lançamento (BR)
Omoda 5 EV - lançamento (BR)
Omoda 5 EV - lançamento (BR)
Fotos de: Motor1 Brasil
Fotos de: Motor1 Brasil

Já na bateria, o conjunto de 61 kWh, formado por íons de lítio, garante autonomia real de aproximadamente 345 km por carga, com consumo estimado em 177 Wh/km. O modelo suporta recarga rápida em corrente contínua de até 80 kW, o que permite atingir 80% da carga em cerca de 30 minutos. Em corrente alternada (AC), a potência máxima de recarga é de 9,9 kW.

O interior traz duas telas de 12,3'' para o painel de instrumentos e a central multimídia, com suporte a Apple CarPlay e Android Auto sem fio. O sistema de som tem seis alto-falantes, e há carregador de celular por indução de 50 W. Traz ainda bancos revestidos em couro sintético, chave presencial, porta USB de fácil acesso e comando de voz inteligente. O porta-malas tem capacidade para 340 litros.

Galeria: Fábrica Itatiaia (RJ) - Jaguar Land Rover

Omoda & Jaecoo pode assumir fábrica da Land Rover no RJ

Parte do conglomerado de marcas da Chery, a Omoda & Jaecoo tem posicionamento levemente superior aos CAOA Chery oferecidos por aqui. Elas também não contam com representação da empresa brasileira, sendo geridas diretamente pela matriz. E, ao que tudo indica, têm grandes planos para o país. A informação também foi obtida por Moraes.

Segundo o colunista, adupla pretende adquirir o espaço hoje ocupado pela Jaguar Land Rover em Itatiaia, no Rio de Janeiro, como base para sua futura produção nacional. Corrobora com o rumor o fato de que, em sua participação no Motor1.com Podcast, Roger Corassa, Vice-Presidente da Omoda & Jaecoo no Brasil, já havia sido questionado sobre a possibilidade de algum tipo de parceria operacional envolvendo a Jaguar Land Rover no país. Na ocasião, o executivo evitou confirmações diretas, mas deixou claro que diferentes caminhos estavam sendo analisados para viabilizar a produção local.

O que você pensa sobre isso?

A produção nacional já vinha sendo tratada como prioridade pela marca. O ponto pendente era justamente definir onde ela aconteceria. Caso Itatiaia seja confirmada, a tendência natural é iniciar com produtos de maior volume e preço competitivo.

Entre os candidatos aparece o futuro Omoda 4, rival de VW Tera e Fiat Pulse que deverá atuar em um dos segmentos mais relevantes do mercado brasileiro. A expectativa envolve versões com motor 1.0 turboflex e também sistema híbrido HEV, sem necessidade de recarga externa.

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