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IPVA por quilo? Conheça a proposta que quer limitar imposto a 1% do valor do carro

Proposta de Emenda à Constituição quer alterar forma como imposto é cobrado

GWM Haval H9 (Motor1)
Foto de: Mario Villaescusa / Motor1.com

Uma nova proposta em análise na Câmara dos Deputados pode mudar de forma significativa a maneira como o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) é calculado no Brasil. A PEC 3/26 sugere substituir o atual modelo baseado no valor de mercado por um sistema que leva em conta apenas o peso do veículo.

Hoje, o imposto é definido com base na chamada Tabela Fipe, com alíquotas que variam entre 1% e 4%, dependendo do estado. Pela proposta, essa lógica seria abandonada, e o cálculo passaria a considerar características físicas do veículo — modelo semelhante ao adotado em países como Estados Unidos e Japão, segundo os autores do texto.

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Além da mudança na base de cálculo, a proposta também estabelece um limite para a cobrança: o valor do IPVA não poderá ultrapassar 1% do preço de venda do veículo. Na prática, isso cria um teto para o imposto, independentemente do peso ou de outros critérios definidos pelos estados.

Outro ponto previsto na PEC é a possibilidade de concessão de descontos para veículos menos poluentes, o que pode incentivar a adoção de tecnologias mais eficientes e sustentáveis. No entanto, os detalhes sobre como esses abatimentos seriam aplicados ainda dependeriam de regulamentação posterior por parte dos estados.

A proposta conta atualmente com o apoio de 204 deputados e ainda está em fase inicial de tramitação. O texto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), que avaliará sua admissibilidade. Caso avance, seguirá para uma comissão especial antes de ser votado em plenário.

Mas a PEC não se limita às mudanças no IPVA. O texto também propõe uma série de limites para gastos públicos, incluindo despesas com publicidade institucional e com o Poder Legislativo.

No caso da publicidade, os gastos ficariam limitados a 0,1% da Receita Corrente Líquida de cada ente federativo, abrangendo União, estados, municípios e o Ministério Público. Além disso, ficaria proibida a veiculação de campanhas com caráter promocional ou pessoal.

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Já para o Legislativo e os tribunais de contas, a proposta estabelece um teto de 0,4% da Receita Corrente Líquida para despesas totais. Caso esses limites sejam ultrapassados, os órgãos ficariam impedidos de criar novas despesas, conceder reajustes ou contratar pessoal até que retornem ao patamar permitido.


O que você pensa sobre isso?

Na justificativa, os autores argumentam que o modelo atual do IPVA é inadequado por incidir sobre um bem que naturalmente perde valor ao longo do tempo. Já em relação aos gastos públicos, defendem a criação de limites constitucionais para evitar crescimento orçamentário considerado descolado da realidade fiscal.

Se aprovada, a proposta pode trazer impactos diretos no bolso dos motoristas, especialmente dependendo do tipo de veículo. Modelos mais leves, por exemplo, tendem a ser favorecidos em um sistema baseado em peso, enquanto veículos maiores e mais pesados poderiam ser mais onerados — ainda que respeitando o teto estabelecido pela PEC.

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