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Renault Duster: compare a nova geração indiana com o SUV brasileiro

Com uma nova encarnação do modelo estreando na Ásia, confira como ele se difere do carro feito no Brasil

Renault Duster indiano e o brasileiro
Foto de: Motor1 Brasil

A Renault indiana reservou o mês de janeiro para revelar a nova geração do Duster para quele mercado. Vale lembrar que o SUV é essencialmente um produto Dacia, marca de baixo custo do grupo francês, e é com esta marca que ele é vendido na Europa. Duster via Renault aparece apenas em mercados como o turco, o indiano e o brasileiro.

Ainda que tenha passado por atualizações ao longo dos anos, o atual Renault Duster fabricado no Brasil se encontra mais uma vez em descompasso com o Brasil. Separamos aqui as principais diferenças entre o nosso SUV e o que foi revelado na Índia para ver se há mudança na prática ou se estamos apenas reclamando porque o nosso não está escrito Duster na grade.

Galeria: Novo Renault Duster 2027 ganha visual exclusivo na Índia

Motorização

O novo Renault Duster indiano usa o 1.3 turbo a gasolina com 163 cv e 28,5 kgfm com câmbio automatizado de dupla embreagem de 6 marchas - sim, mesmo conjunto do Boreal. O diferencial é a opção do sistema híbrido HEV, com motor 1.8 aspirado, bateria de 1,4 kWh e câmbio de oito marchas com dois motores elétricos. Seus números ainda não foram divulgados, já que chegará ao mercado indiano em um segundo momento, mas em outros mercados tem 160 cv. 

Já o Renault Duster brasileiro também pode ser equipado com o motor 1.3 turbo. Aqui é flex, entregando até 163 cv com etanol (156 cv com gasolina) e o torque fica em 27,5 kgfm. Além de um pouco menos potente, o carro nacional é vendido com câmbio automático do tipo CVT, com 8 velocidades pré-programadas. Essa opção, no entanto, é reservada apenas à configuração topo de linha Iconic Plus. As demais ainda seguem com o 1.6 16V aspirado com até 112 cv e 15,6 kgfm acoplado a um câmbio CVT com 7 posições.

Galeria: Teste Renault Duster Iconic Plus 1.3 TCe 2026

Visual

Enquanto o Renault Duster brasileiro tem uma silhueta conhecida, o SUV de nova geração que foi revelado na Índia mostra estar mais à frente na linguagem visual, mais alinhado com o que a Dacia oferece na Europa. O capô é mais longo, enquanto os faróis são mais afilados que os do nosso. A traseira ainda traz linhas mais complexas que as do brasileiro, ainda que compartilhem a assinatura visual de Y deitado.

Novo Renault Duster 2027 ganha visual exclusivo na Índia
Teste Renault Duster Iconic Plus 1.3 TCe 2026 - lateral

A dianteira ainda traz a nomenclatura Duster em grandes letras na grade, eliminando a necessidade de haver uma peça com emblema Renault e outra com o da Dacia. Outra diferença nessa parte do carro está no simulacro de quebra-mato. O SUV indiano tem uma peça em prata acetinado mais integrado à grade inferior, enquanto o nacional tem uma barra plástica bem pronunciada abrigando os faróis de milha.

Mas os Duster indiano e brasileiro guardam uma semelhança. Linha de cintura elevada, quadrada e pronunciada, aumentando a impressão de porte horizontal e a de robustez. Nas laterais, as portas dianteiras do indiano trazem nomenclaturas e o emblema da Renault. O nacional tem algo similar, mas nos para-lamas frontais e abrigando somente os repetidores de seta.

Painel do Renault Duster indiano de nova geração
Teste Renault Duster Iconic Plus 1.3 TCe 2026 - painel

Interior


O que você pensa sobre isso?

Talvez aqui apareçam as maiores diferenças entre o Duster nacional e o de nova geração que a Renault apresentou na Índia. O SUV revelado na Ásia tem uma cabine bem mais moderna, com painel de instrumentos digital e uma central multimídia maior e destacada no painel, formando uma tela dupla integrada. Neste ponto, está muito mais linha com o Renault Boreal e os produtos da francesa oferecidos na Europa atualmente do que o Duster que sai de São José dos Pinhais (PR).

Enquanto isso, o Renault Duster brasileiro entrega facilmente a idade do projeto. O visual do painel remete claramente aos produtos Dacia de uma geração anterior. Isso fica evidenciado pela multimídia com tela pequena e integrado ao painel em posição mais baixa. Outra questão é que o SUV nacional não oferece painel de instrumentos digital nem como opcional, cumprindo a função ainda com relógios analógicos.

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