VW Tera consegue isenção de IPI e tem preço reduzido
Antes vendido por R$ 108.390, SUV de entrada ficou cerca de 2,55% mais barato sem o imposto
Lembram do Programa Carro Sustentável, que zerou IPI para alguns modelos de entrada no ano passado? Cerca de seis meses após seu início A VW anuncia que Tera MPI, versão de entrada do seu SUV compacto e única a dispor do motor 1.0 aspirado, entrou no programa e será vendido a partir de agora com redução de preço.
Com o incentivo, que abateu cerca de 2,55% do valor final do carro, o VW Tera MPI 1.0 MT passa de R$ 108.390 para R$ 105.626, ou R$ 2.763 a menos. Curiosamente, o anúncio veio apenas poucos dias após a alemã promover um aumento generalizado de preços em toda a gama de versões do Tera. Logo no início do ano, todas as configurações tiveram suas tabelas atualizadas e passaram a custar R$ 2.500 a mais do que em dezembro.
A motorização é sempre a conhecida 1.0 MPI também utilizada no Polo, e que é capaz de gerar até 84 cv e 10,3 kgfm de torque quando abastecido com etanol. Sua transmissão é sempre manual de cinco marchas. O pacote de equipamentos não foi alterado, contando com ar-condicionado manual, direção elétrica, seis airbags, central multimídia VW Play, rodas de aço aro 15'' com calotas, painel de instrumentos digital e frenagem autônoma de emergência.
| Medidas | |
| Comprimento | 4.151 mm |
| Largura | 1.777 mm |
| Altura | 1.504 mm |
| Entre-eixos | 2.566 mm |
Medindo 4.151 mm de comprimento e tem entre-eixos de 2.566 mm, o VW Tera é baseado na mesma plataforma MQB A0 de seu irmão menor, o Polo. A largura de 1.777 mm e a altura de 1.504 mm reforçam o visual mais esportivo do modelo, mesmo que o porte ainda lembre mais um hatch elevado.
O que é o Programa Carro Sustentável?
Assinado em 10 de julho de 2025, o decreto que regulamenta as novas regras de tributação do setor automotivo previstas no programa MOVER (Mobilidade Verde e Inovação) passou a zerar o IPI em modelos considerados ''sustentáveis'', ou seja, cujo seu processo de fabricação seja feito em solo nacional e tenha uma cadeia de reaproveitamento.
Segundo o decreto, para que um veículo seja considerado sustentável e receba o benefício da alíquota zero de IPI, ele deverá cumprir quatro requisitos: emitir menos de 83g de CO₂ por quilômetro; utilizar ao menos 80% de materiais recicláveis ou reutilizáveis; realizar etapas essenciais de produção no Brasil, como estampagem, soldagem, pintura, fabricação do motor e montagem; e se enquadrar em uma das seguintes categorias: subcompacto, compacto, utilitário esportivo compacto ou picape compacta.
Para os demais veículos, o decreto estabelece um novo modelo de cálculo para o IPI. A tabela parte de alíquotas base de 6,3% para carros de passeio e 3,9% para comerciais leves. O sistema é descrito pelo governo como de "soma zero", ou seja, sem impacto fiscal no total arrecadado com a tributação de veículos, com validade até dezembro de 2026 — quando passa a vigorar a nova Reforma Tributária.
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