Stellantis quer rival francesa para Bentley e Rolls-Royce
Pelo menos na teoria, novos planos da DS estão com mira em marcas de luxo consagradas. Vai conseguir?
O próximo rival da Bentley e da Rolls-Royce poderá ser um DS. Ou, pelo menos, essas são as intenções da marca francesa que, a partir de seu atual posicionamento premium, pretende chegar aos segmentos mais luxuosos do mercado.
Os planos da marca foram expostos por Thierry Métroz, diretor de design da DS, durante uma entrevista à Autocar no Salão do Automóvel de Bruxelas, onde o carro-chefe elétrico topo de linha da fabricante francesa, o N°8, foi apresentado.
DS3 foi um dos primeiros carros da marca, hoje virou SUV
Para quem não se lembra, o passado da DS (como marca) é relativamente recente: Antes representante dos modelos premium da marca Citroën, que passou a focar em modelos de baixo custo, a jovem marca premium foi emancipada em 2014, tendo alguns modelos famosos como o pequeno DS3, o DS4 e o DS5, que chegaram a ser vendidos no Brasil até meados de 2017. Lá fora, seu portfólio foi renovado e agora foca principalmente em SUVs e sedãs elétricos.
Objetivo de longo prazo
Sem medir palavras, o diretor admitiu que "a missão é se tornar uma marca de luxo". No entanto, o mesmo executivo admitiu que essa meta de longo prazo talvez nunca seja alcançada. Certamente, acrescentou Métroz, é "um trabalho muito desafiador, pois a marca nasceu em 2014 e pode levar 10, 20 ou mais anos para mudar seu posicionamento".
O interior do DS N°8
Esse "sonho" (como DS o definiu) baseia-se acima de tudo na qualidade dos detalhes, com o N°8 - novamente de acordo com Métroz - já inspirado pela Bentley, pelo menos em termos de escolha de materiais e sua aplicação.
Um novo rumo
Perguntado sobre como a DS pode dar a seus carros um verdadeiro senso de luxo utilizando plataformas compartilhadas com outros Stellantis (das quais nascem principalmente modelos produzidos em massa que são protagonistas em tantos segmentos diferentes), Métroz respondeu que é "difícil", embora a marca tenha a opção de modificar partes importantes da estrutura, como baixar a linha do teto e retrair o para-brisa para obter proporções diferentes.
De acordo com a DS, nenhuma meta de volume de vendas foi definida para seu futuro topo de linha, o Nº8, mas o objetivo é "fazer um carro de qualidade muito boa com um design agradável, focado na qualidade do interior".
Ao mesmo tempo, Métroz confirmou que as novas versões do DS 7 e do DS 4 (que serão renomeadas como N°7 e N°4) terão "o mesmo espírito" do N°8. Resta saber se a estratégia da marca dará certo.
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