Em pesquisa recente, SUV ocupou segundo lugar em índice que mede insatisfação dos proprietários

Depois de sair de linha no Brasil, o Ford EcoSport parece enfrentar dificuldades para manter-se vivo em outro importante mercado: os Estados Unidos. Em pesquisa recente, a Consumer Reports identificou que o SUV compacto é um dos veículos mais mal avaliados pelos proprietários no país. No ranking que mede o grau de insatisfação, o modelo ficou em segundo lugar, atrás apenas do Toyota C-HR (da mesma categoria).

Realizada anualmente, a pesquisa pergunta aos proprietários se eles comprariam o mesmo veículo novamente caso tivessem a oportunidade. Além disso, questiona separadamente sobre pontos específicos como conforto, dirigibilidade e componentes eletrônicos. O EcoSport foi mal avaliado em todas as categorias, recebendo feedback negativo para comportamento na estrada, direção e espaço interno. O design, tanto exterior quanto interior, também foi criticado.

Galeria: Avaliação Ford EcoSport - EUA

Apesar disso, o desempenho comercial do modelo não chega a ser exatamente ruim no mercado norte-americano. Importado da Índia, o SUV vendeu no ano passado 60.545 unidades e ocupou em 5º lugar no segmento. No ranking, ficou atrás de Chevrolet Tracker (106.642), Honda HR-V (84.027), Hyundai Kona (76.253) e Jeep Renegade (62.847), mas à frente de Nissan Kicks (58.858), Kia Seltos (46.280) e Toyota C-HR (42.936).

O que pesa contra o EcoSport é o fator idade, que acaba o deixando para trás diante de concorrentes mais modernos. A solução seria o lançamento de uma nova geração, mas as perspectivas são controversas diante do fechamento de fábricas no Brasil (onde uma nova linhagem estava sendo desenvolvida) e o fim da parceria da Ford com a Mahindra na Índia (onde também havia projetos em curso).

Ford Puma ST 2021
Ford Puma ST 2021

Para não sair perdendo e acompanhar o ritmo competitivo do segmento, a Ford poderá levar para os Estados Unidos o Puma, produzido na Europa com base na plataforma do novo Fiesta. Não por acaso, o próprio CEO da marca, Jim Farley, já manifestou nas redes sociais o desejo de ter o modelo por lá.