Terceira geração do crossover irá trocar de plataforma e receberá versão híbrida

A segunda geração do Renault Duster mal chegou ao Brasil e já aparecem notícias sobre a próxima versão do crossover. De acordo com o site francês L’Argus, o modelo atual terá uma vida mais curta, de apenas seis anos (foi lançado na Europa em janeiro de 2018 como Dacia Duster). A razão é a troca de plataforma, abandonando a base B0 pela nova arquitetura modular CMF-B, o que irá reduzir custos de produção e permitirá que tenha uma versão híbrida.

A informação teria sido revelada ao L’Argus em uma entrevista com Marc Suss, diretor de programa de acesso global do Grupo Renault, durante a apresentação do novo Sandero. O executivo revelou que a Dacia irá antecipar a mudança de geração do Duster, durante seis anos no mercado ao invés dos usuais oito anos, começando a ser produzido em 2024.

Galeria: Renault Duster Iconic 2020 (lançamento)

Esta vida mais curta tem uma boa razão. O Duster finalmente trocará de plataforma completamente, deixando de lado a B0 atual. Vale lembrar que esta arquitetura recebeu uma grande quantidade de modificações para a geração atual, mas não será o suficiente para o próximo modelo. Seguirá o que aconteceu com o Sandero, adotando a base modular CMF-B, em uma versão mais barata do que a usada pela Renault na Europa.

Apesar da CMF-B ser mais cara de fabricar, Suss explica que a diferença será amortizada com um volume de produção maior, pois é usada por Sandero e Logan, além do SUV-Cupê Arkana para a Europa. Embora o executivo não tenha comentado, isso será importante também para a Nissan, já que a fabricante também usará a CMF-B em muitos de seus modelos no futuro – inclusive no Brasil, como já confirmado em um anúncio da Aliança Renault-Nissan.

Além de aproveitar a produção dos novos Sandero e Logan para reduzir os custos das peças, a troca de plataforma do Duster terá um outro objetivo: oferecer uma versão híbrida. A União Europeia prepara o Euro 7, um pacote de novas regulações que será ainda mais restritivo e que deve ser implementado em 2025. Isso significa que as fabricantes terão que fazer ainda mais alterações para atingir a meta.

No caso do Duster, isso será feito com a substituição do 1.5 diesel pelo 1.6 E-Tech, motorização híbrida plug-in usada pelo Captur europeu, mas em uma versão mais simples. Também é esperada a adoção de uma nova geração de motores turbo, com o 1.2 TCe e 1.5 TCe, derivada do 1.0 e 1.3 TCe atuais, ambos com um sistema híbrido-leve de 48V.