Propulsor desenvolvido em parceria com a Mercedes-Benz substituirá o antigo 2.0 aspirado

Aguardado desde o lançamento da nova geração no início do ano, o esperado motor 1.3 turbo da Renault está cada vez mais próximo de equipar o Duster na América do Sul. Prova disso são as imagens deste flagra, captadas nos arredores de Córdoba, na Argentina, e responsáveis por adiantar que o ritmo de testes voltou a se intensificar após algumas semanas de pausa (possivelmente devido à pandemia).

O novo motor, já oferecido na Europa (e aqui no Mercedes Classe A Sedan), foi desenvolvido em parceria com a Mercedes-Benz e possui injeção direta, turbo com intercooler, quatro válvulas por cilindro e 1,332 litro de capacidade cúbica. No Brasil, será flex e terá a missão de substituir o antigo 2.0 aspirado.

Galeria: Renault Duster 1.3 turbo - Flagra Argentina

O único mistério, porém, diz respeito aos números de potência, já que no mercado europeu há diferentes níveis de calibração - incluindo versões com até 170 cv. No Brasil, estimativas indicam que o rendimento ficará na casa dos 150 cv e 25,5 kgfm de torque - ligeiramente acima dos 148 cv e 20,9 kgfm de força do antigo Duster 2.0. O câmbio será sempre automático do tipo CVT, com opção de tração 4x4 nas versões mais caras. 

Na Argentina, o lançamento da novidade é aguardado para meados de 2021 e, por lá em particular, o novo motor estreará junto com a nova geração, já que o Duster vendido localmente ainda é do modelo antigo. No Brasil, onde a nova linhagem chegou às lojas primeiro (mas apenas com motor 1.6 aspirado), o propulsor turbo também estreará no ano que vem, logo depois de ser ofertado no Captur reestilizado

Para o mercado brasileiro, o Duster é produzido em São José dos Pinhais (PR), ao lado de modelos como Kwid, Sandero e Logan. Já na Argentina, o SUV chega importado da Colômbia, país onde a Renault mantém unidade fabril na região de Envigado.