Volume muito abaixo do esperado faz fabricante repensar se vale investir no sedã esportivo

O Kia Stinger foi uma bela surpresa da marca sul-coreana, quando estreou em 2018. Ele marcou a entrada da empresa em um segmento bem competitivo e que não era habitual para ela: um sedã esportivo de tração traseira para enfrentar Audi A5 e BMW Série 4 Gran Coupé, entre outros. Só que, por mais que tenha sido bem avaliado pela imprensa, o Stinger não fez sucesso nas lojas e o site The Korean Car Blog reporta que o fracasso comercial pode levar ao fim do sedã sem sequer uma segunda geração.

A publicação cita fontes anônimas sobre o fim do Kia Stinger, mas não chega a ser uma surpresa se for verdade. As vendas caíram 21% em 2020 em comparação a 2019, enquanto o mês de março foi 40% pior do que o mesmo mês do ano passado. Isso porque o carro já havia pedido cerca de 18% dos clientes de 2018 para 2019.

A pandemia de coronavírus fez com que muitas concessionárias fechassem ao redor do mundo, o que está causando impacto financeiro em muitas fabricantes. Quanto mais tempo a pandemia durar, pior será a situação no caixa das montadoras. Antes do fim de 2018, a Kia já admitia que não sabia se haveria uma segunda geração do carro. Gregory Guillaume, então chefe de design da empresa, disse que o modelo precisaria ser "bem-sucedido economicamente", mesmo que a Kia tenha o posicionado como seu modelo mais caro.

Galeria: Kia Stinger GTS 2019

Em setembro de 2019, Guillaume revelou que o Stinger não estava indo tão bem quanto a marca esperava, embora ele tenha dito que a Kia precisava ser paciente com o sedã esportivo. O executivo também deu dicas de que o Stinger poderia tornar-se outra coisa no futuro, dando a entender que um caminho seria a eletrificação do modelo, apesar de nada estar decidido.

No momento, os rumores sugerem que a Kia está preparando uma renovação significativa de meia-vida, com uma atualização do motor 3.3 V6 biturbo. O sedã deve ganhar uma frente redesenhada, faróis renovados e novos painel de instrumentos e central multimídia. Quem sabe não seja a segunda chance que o Stinger precisa para garantir uma nova geração no futuro?