Crossover compacto pode chegar ao país com sistema híbrido e-Power

O Nissan Kicks caminha para tornar-se o crossover de entrada da marca japonesa em praticamente todos os mercados. A revista nipônica BestCar relata que os concessionários no Japão já foram avisados que o Juke sairá de linha e que será substituído pelo Kicks, da mesma forma que nos Estados Unidos. O lançamento está previsto para meados do ano que vem e ele pode receber o sistema híbrido e-Power.

Nissan Kicks 2020

Embora o Juke tenha recebido uma nova geração na Europa, lançada em outubro deste ano, o crossover teria sido feito pensando no mercado europeu e tem poucas chances de chegar a outros países. A marca não confirma oficialmente que o substituto será o Nissan Kicks, mas um porta-voz da empresa disse que não deixarão este segmento. Os lojistas já teriam ouvido que o Kicks será o modelo para o país, ainda que sem saber se será importado do Brasil ou México, ou se terá uma fabricação local.

Embora tenham portes semelhantes, as medidas são bem diferentes. O Juke tem 4,135 m de comprimento, 1,765 m de largura, 1,565 m de altura e 2,530 m de entre-eixos. São 150 mm mais no comprimento, 25 mm mais na altura e 80 mm entre as rodas. A segunda geração do Juke é ainda maior, com 2,636 m de entre-eixos e 4,210 m de comprimento.

Galeria: Nissan Juke 2018

Um dos pontos a favor do Kicks será a motorização. O Juke atual é vendido com um 1.5 e um 1.6, ambos com câmbio CVT, mesma oferta de motores do Kicks dependendo do mercado. Por um lado, o novo Juke ganhou um 1.0 turbo e transmissão de dupla embreagem. Só que o Kicks é um dos carros cotados para receber o sistema híbrido e-Power. A publicação Response.jp afirma que o Kicks chegará ao Japão já com esta motorização, na esperança de repetir o resultado do hatch Note, que tornou-se o carro mais vendido do país após o lançamento da variante híbrida.

Caso o Nissan Kicks realmente chegue ao Japão com uma versão híbrida, isso será uma boa notícia para o Brasil, pois a marca tem planos de vender esta variante por aqui. Marco Silva, presidente da operação da empresa na América do Sul, confirmou diversas vezes que a fabricante realizava testes com o crossover equipado com o e-Power, mas não crava uma data de lançamento, por conta da falta de capacidade para atender a demanda pela motorização. Nossas fontes dizem que está previsto para daqui a dois anos.