A fabricante inglesa continuará a investir somente em esportivos, embora admita estar estudando um modelo elétrico

Todas as fabricantes estão se rendendo aos crossovers e SUVs, inclusive as marchas de luxo e de alta performance. Lamborghini e Rolls-Royce, duas que entraram tarde no segmento, estão rindo à toa da alta demanda (e que nem conseguem atender) pelo Urus e Cullinan - o Urus quase dobrou as vendas da Lamborghini. Empresas como Ferrari e Aston Martin também lançarão modelos no segmento - embora a Ferrari diga que não pode chamar de utilitário.

Mas tem uma empresa que continua firme e forte na oposição aos SUVs: McLaren. A fabricante britânica de supercarros já disse diversas vezes que não irá produzir um crossover, não importa o quanto os clientes peçam ou quanto dinheiro possam ganhar. Um executivo da marca deixou isso bem claro em uma entrevista recente. Darren Goddard, diretor da divisão Sports Series da McLaren, disse que SUVs são totalmente chatos.

"Não há nada legal em um SUV", disse Goddard ao site CarSales. "Eles estão apenas procurando volume. Isso não é puro. Pensar na diferença entre produção em massa e um produto exclusivo é bem diferente."

No entanto, enquanto a McLaren sempre fala sobre "exclusividade", a marca está em um bom momento em volume de vendas. Em 2018, a fabricante vendeu 43,9% mais do que no ano anterior, totalizando 4.806 veículos. É mais do que a Rolls-Royce, que comercializou 4.107 unidades em seu melhor ano, e pouco menos do que os 5.750 carros vendidos pela Lamborghini em 2018 (seu recorde).

Galeria: McLaren GT 2019

Embora um SUV não esteja nos planos, Goddard admite que a McLaren está desenvolvendo um carro elétrico. O executivo comenta que não será fácil fazer um veículo EV que tenha a mesma sensação que um de seus carros a combustão. "Ainda é sobre a experiência ao dirigir. É onde estamos agora", diz Goddard. "Estamos mais na fase de avaliação do projeto do que desenvolvimento."

"Estamos esperando pela tecnologia certa que nos permitirá ter uma experiência McLaren", explica o executivo. "Sabemos que não é o momento e nem temos certeza de quando [a tecnologia] estará pronta".

Fonte: CarSales