Primeiras impressões Jaguar E-Pace - Laços de família

Com a Land Rover dentro do mesmo grupo (JLR), a Jaguar nunca se preocupou em ter utilitários esportivos em sua linha, já que a sua marca-irmã é uma das referências no segmento. Porém, com a proliferação de SUVs de todos os tipos e tamanhos no mundo, ela se viu obrigada a entrar nesta briga. Começou com o F-Pace, um médio de luxo que deu certo e vende bem inclusive no Brasil (760 unidades emplacadas em 2017), e segue agora com o E-Pace, o irmão menor que quer ser visto como alguém quase independente. 

Jaguar E-Pace (Brasil)

O que é?

Esta independência começa pelo desenho. Na dianteira, ele se inspirou mais no esportivo F-Type que no F-Pace. Apesar da dianteira com corte reto, como no SUV maior, os faróis adotam formato bem próximo aos do coupé, mais esticados para cima. A traseira segue a identidade do utilitário maior (e, particularmente, é a parte que menos me agrada no compacto). No interior, mais uma vez, há uma certa inspiração no F-Type, com um ambiente voltado ao motorista e uma barra perto do passageiro, como encontrado no esportivo. Este é um reflexo da proposta do E-Pace, mais urbano e divertido que o SUV de luxo. 

Jaguar E-Pace (Brasil)

No Brasil, o E-Pace será vendido sempre com motor 2.0 turbo a gasolina da família Ingenium, a mais moderna da Jaguar-Land Rover, ligado ao câmbio automático de 9 marchas e com sistema de tração integral inteligente. As versões P250 têm 249 cv e 37,2 kgfm de torque, enquanto as P300 têm 300 cv e 40,8 kgfm de torque, adição conseguida por um turbocompressor de duplo fluxo e maio...