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Semana Motor1.com: Novidades de Omoda e Jetour, Lepas no Brasil, Jeep Compass 2027 e mais

Semana teve estreia do MG IM6, Chevrolet Captiva PHEV com montagem nacional, Honda CG 2027 e BYD Dolphin Mini com recarga ultrarrápida

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10:00
Thiago Moreno Thiago Moreno

Nesta edição do Semana Motor1.com Brasil, o Chery Group International confirmou, em uma única semana, a chegada de três nomes ao Brasil em 2027: o Omoda 4, de entrada, até agosto; o Omoda 7, renovado na China; e a Lepas, marca premium também vem em 2027. Somou-se a isso o Jetour G700, SUV de 904 cv que chega ainda em outubro — mais um capítulo da expansão chinesa no País.

Nesta semana também estreou o MG IM6, SUV elétrico premium de R$ 368.990, e o Jeep Compass 2027 recebeu o sistema híbrido leve de 48 volts sem mudar de preço. Ainda entraram o Chevrolet Captiva PHEV, que será montada no Ceará, a linha CG 160 2027 da Honda, a moto elétrica da Chery e o novo BYD Dolphin Mini com recarga ultrarrápida.

Omoda 4 chega até agosto de 2027, mas sem híbrido flex

O Omoda 4 já está no Brasil praticamente sem camuflagem, mas o lançamento ficará para o começo do segundo semestre de 2027 — mais provavelmente até agosto. A informação adia a previsão inicial, feita em abril, de estreia no último trimestre de 2026.

Quem esperava o híbrido flex também vai ter de esperar: a expectativa é que o SUV estreie por aqui, ao menos inicialmente, como híbrido pleno a gasolina, com o conjunto 1.5 TGDI de 224 cv e 30,1 kgfm dos Omoda 5 e Jaecoo 5. Com 4,40 metros de comprimento, o carro deve disputar o território de Kicks e Creta — e há até a possibilidade, ventilada por executivos, de uma versão apenas a combustão, mais barata.

Omoda 7 é renovado e chega em 2027 com bateria de 5 kWh

Apresentado no International User Summit, em Wuhu, na China, o Omoda 7 será o primeiro modelo mundial com a nova tecnologia híbrida plena da marca, equipada com bateria de 5 kWh — quase três vezes maior que a de 1,83 kWh do Omoda 5. O sistema traz o Super Quiet Mode, com comportamento de elétrico em partidas, acelerações e velocidades elevadas.

A bateria ampliada habilita o V2L, que fornece energia de até 2,2 kW para equipamentos externos. A proposta é oferecer autonomia e experiência de carro elétrico sem a necessidade de recarga na tomada. O SUV renovado chega ao Brasil em 2027, no mesmo ano do Omoda 4 e da Lepas.

Lepas L6 PHEV - foto de abre
Foto de: Jason Vogel

Lepas virá ao Brasil em 2027

A Chery terá mais uma marca nas concessionárias brasileiras em 2027: a Lepas, posicionada no segmento premium e de estilo de vida. A confirmação veio no International User Summit, em Wuhu, onde a fabricante reuniu os SUVs L4, L6 e L8 — que formam a linha inicial global, embora a marca ainda não tenha anunciado quais deles virão ao País nem a ordem de chegada.

Na base está o L4, com cerca de 4,40 metros e versão elétrica de 218 cv. Acima dele vem o L6, já avaliado pelo Motor1 Brasil na China, com porte próximo ao do Tiggo 7 e PHEV de 279 cv com bateria de 18,4 kWh. No topo, o L8 tem 4,69 metros e o mesmo conjunto híbrido, com 0 a 100 km/h em 7,9 segundos e até 90 km de autonomia elétrica pelo ciclo WLTP.

Jetour G700 de 904 cv chega ainda em outubro

A Jetour vai lançar no Brasil, ainda em outubro, o G700, seu maior e mais potente SUV. O PHEV combina motor 2.0 turbo a gasolina com dois motores elétricos, um em cada eixo, entregando 904 cv e 115,7 kgfm, com tração integral XWD e 0 a 100 km/h em 4,6 segundos. A bateria de 34,13 kWh promete até 100 km de autonomia elétrica pelo ciclo WLTP e 1.000 km combinados.

Com 5.198 mm de comprimento, seis lugares e suspensão a ar, o G700 terá preços acima de R$ 500 mil, podendo se aproximar dos R$ 600 mil — valores ainda não confirmados. A apresentação comercial está prevista para o fim do mês, com as primeiras entregas entre o fim de outubro e o início de novembro.

MG IM6 chega por R$ 368.990 como estreia da IM Motors

A MG Motor abriu as vendas do IM6 no Brasil, primeiro modelo da divisão premium IM Motors no país. O SUV elétrico chega em duas versões: Signature, de R$ 368.990, com motor traseiro de 295 cv e bateria de 75 kWh; e Performance, de R$ 439.990, com dois motores, tração integral, 752 cv e bateria de 100 kWh — que permite 0 a 100 km/h em 3,5 segundos.

A gama diferencia-se ainda pela arquitetura elétrica: 800V na Performance, com recarga de 10% a 80% em cerca de 18 minutos, e 400V na Signature, que cumpre o mesmo percurso em 26 minutos. A autonomia homologada pelo Inmetro é de 348 km na de entrada e 400 km na topo de linha. Entre os diferenciais, estão a direção nas quatro rodas com esterçamento de até 12 graus e o Modo Caranguejo.

Compass 2027 ganha híbrido leve sem mudar de preço

A linha 2027 do Jeep Compass estreou o sistema híbrido leve de 48 volts do grupo Stellantis. A novidade, porém, fica restrita às versões Longitude Night Eagle e Série S — Sport e Longitude seguem com o 1.3 turbo flex de 176 cv sem assistência elétrica. O preço de entrada permanece em R$ 174.990.

A Longitude Night Eagle, que antes era um pacote opcional, passa a ser versão própria com o MHEV por R$ 206.990 — R$ 7 mil a mais que a Longitude convencional. O Blackhawk continua com o 2.0 Hurricane de 272 cv, câmbio automático de nove marchas e tração integral, por R$ 278.990. A linha também ganha a nova pintura Slash Gold, e a Longitude Night Eagle traz emblemas escurecidos.

Primeiro híbrido da Chevrolet, Captiva PHEV será montado no Brasil

Depois de confirmar a produção no Ceará, a Chevrolet anunciou que o Captiva PHEV — primeiro híbrido da marca no Brasil — terá mais de 1.000 km de autonomia combinada. A montagem nacional começa em novembro, mas a chegada às lojas ainda não tem data.

O conjunto repete o da versão argentina: motor 1.5 aspirado a gasolina com elétrico, somando 204 cv e 31,6 kgfm, com bateria LFP de 20,5 kWh e até 90 km de rodagem elétrica pelo ciclo NEDC. O Captiva nasceu como Wuling Starlight S na China, dentro da parceria SAIC-GM-Wuling, e compartilha carroceria e cabine com o Captiva EV já vendido por aqui — que tem 403 litros de porta-malas e 304 km de autonomia pelo Inmetro.

Semana Moto

Honda CG 160 2027 estreia USB-C, lampejador e Start flex

A moto mais vendida do Brasil foi renovada para a linha 2027. A Honda CG 160 — que completa 50 anos de produção ininterrupta no País — estreia entrada USB-C e comando com função lampejador em todas as quatro versões: Start, Cargo, Fan e Titan. As vendas começam em novembro, com preços entre R$ 17.778 e R$ 21.098 e garantia de três anos sem limite de quilometragem.

A mudança mais relevante está na Start: ela abandona o motor a gasolina e adota o sistema FlexOne, tornando toda a família flexfuel — o que permite às versões entrar no programa Move Brasil Moto. O motor de 162,7 cm³ entrega 14,5 cv com gasolina e 14,7 cv com etanol. A Titan, topo de linha, estreia o ESS, que aciona as setas automaticamente em frenagens bruscas, e segue como a única com ABS.

Cinnox Grow C3, da Chery
Foto de: Reprodução

Chery exibe moto elétrica com extensor de autonomia

A Chery deu um passo inédito nas duas rodas: obteve aprovação do governo chinês para produzir a Grow C3, apresentada como a primeira moto elétrica de autonomia estendida (EREV) do mundo, sob a submarca Cinnox. O modelo é posicionado como companheira de camping, com V2L para substituir geradores portáteis — e recarga completa em 3 minutos.

A submarca também exibiu um scooter elétrico de aventura, com autonomia declarada de 150 a 200 km e recarga compatível com carregadores automotivos. Na esteira, a Chery teve aprovado um ciclomotor elétrico de baixo custo — uma "clone bike" inspirada na Yamaha Vino, vendida por cerca de 2.000 yuans (R$ 1.600) na China. O mercado automotivo saturado explica o salto: nas duas rodas ainda há espaço para crescer.

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InsideEVs: novo BYD Dolphin Mini promete recarregar em 9 minutos

A nova geração do Seagull, vendido no Brasil como Dolphin Mini, terá o sistema Flash Charging, que leva a bateria de 10% a 97% em cerca de nove minutos — o tempo de um cafezinho — em carregadores compatíveis. A tecnologia aparece nos vídeos oficiais da BYD na China, indicando a adoção das células Blade de segunda geração.

O carro também cresceu: 42,5 cm a mais de comprimento, chegando a 4,20 m, com entre-eixos de 2,65 m, motor traseiro de 129 cv (contra 75 cv do atual) e frunk de 94 litros. O novo modelo deve chegar ao Brasil por volta de 2028 e será vendido ao lado do hatch atual, produzido em Camaçari (BA) — que seguirá como opção de entrada.

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