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Cerveja sem álcool pega no bafômetro? Motor1 testou com a Polícia Militar

Podcast do Motor1 mostrou na prática se cerveja sem álcool acusa no bafômetro e como uma única long neck pode virar crime.

Podcast #320
Foto de: Motor1 Brasil

Quem dirige e gosta de cerveja já deve ter se feito essa pergunta ao menos uma vez: afinal, bebidas sem álcool realmente são seguras para quem vai enfrentar uma blitz? E mais do que isso: quantas cervejas são suficientes para transformar uma simples confraternização em multa de quase R$ 3 mil, suspensão da CNH e até processo criminal?

Para responder a essas dúvidas de forma objetiva, o Motor1 recebeu no estúdio representantes do Comando de Policiamento de Trânsito da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Durante o episódio do podcast, além de esclarecer dúvidas frequentes sobre celular ao volante, mini placa e radares, a equipe realizou um teste prático com bafômetros oficiais utilizados nas operações da Lei Seca.

A experiência começou com duas cervejas sem álcool, Corona Cero e Bud Zero. Após o consumo integral, ambos os participantes sopraram o etilômetro e o resultado foi de 0,00 mg/L, sem qualquer detecção de álcool.

O cenário mudou completamente quando a repórter do grupo consumiu apenas uma long neck de Heineken. Poucos minutos depois, o teste indicou 0,53 mg/L de álcool no ar alveolar, valor muito acima do limite de 0,34 mg/L, a partir do qual a infração administrativa passa a ser também enquadrada como crime de trânsito.

Na prática, o resultado significaria multa de R$ 2.934,70, suspensão do direito de dirigir por 12 meses, retenção do veículo até a apresentação de outro motorista habilitado e encaminhamento ao distrito policial.

O caso chamou atenção porque mostra que não é necessário consumir grandes quantidades para atingir níveis elevados no bafômetro. De acordo com os policiais, fatores como peso corporal, alimentação, metabolismo e intervalo entre o consumo e o teste podem alterar significativamente o resultado.

Outro alerta importante é que o álcool pode continuar sendo detectado no dia seguinte, especialmente após consumo elevado de bebidas destiladas. Em outras palavras, dormir algumas horas nem sempre é suficiente para garantir que o organismo esteja completamente livre da substância.

Os policiais também explicaram que o processo de fiscalização começa com um pré-teste sem contato físico com o aparelho. Caso haja indicação positiva, o condutor é submetido ao etilômetro oficial, calibrado anualmente e homologado pelo Inmetro. A recusa em realizar o teste gera a mesma penalidade administrativa prevista para quem é flagrado dirigindo sob efeito de álcool.

Além da Lei Seca, o episódio esclareceu temas que costumam gerar dúvidas entre motoristas, como o uso do celular em semáforos, a legalidade das mini placas e a tolerância dos radares de velocidade.

O principal recado, porém, continua sendo o mais simples. Se houver qualquer dúvida sobre a presença de álcool no organismo, a escolha mais segura e inteligente é não dirigir. Aplicativos de transporte, táxis e motoristas designados custam muito menos do que uma multa e, sobretudo, evitam riscos desnecessários.

O episódio completo do Motor1 Podcast está disponível no YouTube e mostra em detalhes os testes realizados e as explicações da Polícia Militar de São Paulo.

Envie seu flagra! flagra@motor1.com