Dodge Charger com V8 de novo? Veja o que já sabemos
HEMI 5.7 adaptado à plataforma STLA Large indica mudança de rota; V8 pode conviver com outros motores
É um fato: o Charger elétrico não pegou. A proposta de transformar um muscle car tradicional em um cupê silencioso e movido a bateria simplesmente não agradou os fãs mais fiéis. É difícil mudar a mentalidade de um público que, por anos, escolheu esse carro justamente por ele ser barulhento, bruto e visceral. De uma hora para outra, o modelo virou algo completamente diferente, e a Dodge vem sofrendo com essa escolha.
Com a demanda abaixo do esperado e a recepção morna à nova fase do Charger, a marca precisou reagir. A primeira tentativa de reconciliação veio com a introdução do motor Hurricane 6 biturbo, um seis cilindros potente que ajudou a amenizar, ao menos em parte, a insatisfação dos entusiastas. Ainda assim, a ausência do lendário V8 continuava sendo o grande problema.
Agora, os sinais de que o Charger V8 está voltando se tornaram bem mais evidentes. O Hustle Stuff Drag Pack, revelado na última semana, foi o primeiro passo concreto nessa direção. Ainda restrito às pistas, o modelo marcou o retorno do HEMI sob o capô do esportivo da Dodge. Com isso, o que antes era só especulação começa a se transformar em realidade. O V8 vai voltar — a única dúvida que resta é qual forma ele terá. Aqui está tudo o que já sabemos sobre o novo HEMI Charger até agora.
Como ele vai se chamar?
Com a nova geração do Charger, a Dodge acabou fundindo as funções dos dois modelos anteriores em um só produto. O Challenger deixou de existir como modelo separado e agora o Charger pode ser adquirido com carroceria cupê ou sedã, dependendo da versão. Não há nenhum sinal de que isso vá mudar no futuro. Dessa forma, é bem provável que todas as futuras configurações do muscle car continuem usando o nome Charger.
A Dodge já reservou as designações Scat Pack e R/T para as versões equipadas com o seis-cilindros Hurricane, enquanto o elétrico atende por Daytona. Se a marca realmente decidir usar o HEMI 5.7 no modelo, há um cenário em que ele apareça como a configuração menos potente da linha, por mais curioso que pareça. Nesse caso, o antigo nome de entrada SXT não se encaixa tão bem nesta geração.
Ao longo da vida do Charger, a fabricante alternou vários emblemas e é possível que vejamos o retorno de siglas como SRT8 ou até Super Bee, embora esta última deva ficar reservada a algo mais especial. Com o cancelamento do EV Banshee, esse nome também ficou livre, mas é improvável que seja aplicado aqui.
O que os fãs realmente querem ver é a volta do Hellcat, e não seria surpresa se a Dodge o trouxesse em algum momento. Como os nomes tradicionais já foram usados nos seis cilindros, faz sentido que o futuro V8 reintroduza a sigla SRT na era atual da Stellantis, possivelmente como o primeiro SRT de rua desta nova fase.
Renderização do Dodge Charger Hemi V-8 por Motor1
Como será o visual?
O visual do eventual Charger V8 deve seguir a linha do Sixpack atual, que traz grade convencional e capô redesenhado em vez do conjunto aerodinâmico R-Wing do Daytona elétrico. As projeções indicam dianteira mais agressiva, com para-choque específico voltado a maximizar o arrefecimento.
Na traseira, a leitura esperada inclui difusor pronunciado, para-choque exclusivo e duas saídas de escape circulares de grande diâmetro, tudo remetendo ao universo SRT. Em outras palavras, a Dodge não precisaria alterar muito para diferenciar um V8 dos Sixpack e Daytona já existentes.
O supercharger V8 presente nos Dodge Hellcat
O que ele trará de série?
Embora o CEO da Dodge Matt McAlear tenha dito que um motor Hellcat caberia, é improvável que o 6.2 V8 superalimentado estreie de imediato. O cenário mais plausível é o retorno do HEMI 5.7, o mesmo resgatado recentemente pela Ram 1500. Como a plataforma STLA Large não havia sido concebida originalmente para o HEMI, a Stellantis precisou adaptar o conjunto, em um trabalho liderado por Daryl Smith, ex-engenheiro-chefe da SRT.
Se for o 5.7, a referência atual é de aproximadamente 400 cv e 56,7 kgfm. Hoje, o Charger R/T Sixpack 3.0 turbo de seis cilindros rende 426 cv e 64,7 kgfm com o seis cilindros biturbo, a versão de alta potência chega a 557 cv e o elétrico entrega até 679 cv. Se o V8 voltar, é natural esperar também uma variação de maior desempenho em algum momento. Não está descartado, ainda, que a família Hurricane cresça dentro da gama com um 4-cilindros turbo no futuro, já que a Stellantis vem ampliando seu portfólio a combustão.
Quanto vai custar?
O Charger Sixpack R/T cupê parte de US$ 51.990, cerca de R$ 280.700, e o sedã começa em US$ 53.990, cerca de R$ 291.500. Se a diferença seguir a lógica aplicada na Ram com o HEMI, o acréscimo do V8 poderia girar em torno de US$ 1.200, aproximadamente R$ 6.480.
Ainda assim, é possível que a Dodge restrinja o V8 a versões mais caras, em vez de oferecê-lo como item de série nas configurações de entrada. Também não dá para excluir completamente o movimento oposto, com o V8 assumindo o papel de oferta-base, embora isso soe menos provável.
Dodge Charger Daytona 2024
Quando será lançado?
Oficialmente, a Dodge ainda não confirmou um Charger V8 de rua, mas o assunto já saiu do “e se” e entrou no “quando”. Ao ser questionado sobre o Hellcat, McAlear disse para não se surpreender se ele couber e afirmou que não é segredo que a marca está investindo novamente em produção a combustão.
Isso sugere que veremos o V8 em breve, possivelmente acompanhado de novas versões esportivas SRT. Até lá, o Hustle Stuff Drag Pack nas pistas já funciona como um aceno claro do caminho que a Dodge escolheu seguir.
RECOMENDADO PARA VOCÊ
Após fracasso de elétrico, Dodge vai voltar com Charger Hemi em 2028
Após perder para BYD King, Toyota Corolla volta às lojas com linha completa
Fiuk põe Dodge Viper V10 1993 à venda: "Negociando sonhos"
Vammo de longa duração Parte 1: você já viu essa moto, mas não sabe o que é
Segredo: nova geração do VW Taos pode ter sido revelada pelos chineses
Projeção: próximo Audi A3 terá frente de esportivo e interior raiz
Jetour F700: picape híbrida PHEV de 904 cv é registrada no Brasil