Além de Escort e Maverick, Ford pode reviver mais nomes clássicos
Será que veremos um novo Escort para o mercado global ou a volta do Galaxie?
O retorno de grandes nomes dentro da Ford, como Escort e Maverick (que virou uma picape abaixo da Ranger) não aconteceu por acaso. De acordo com Murat Gueler, chefe de design da Ford Europa, a fabricante planeja seguir esta tendência e voltar a usar alguns batismos que foram famosos no passado, mesmo que em outra carroceria.
"Eu acho que temos uma vantagem única de ter nomes do passado que podemos usar para deixar nosso produto mais emocionante e contar histórias que nenhuma outra marca pode contar”, afirma Gueler, em entrevista à revista britânica Autocar. “Há uma oportunidade com batismos que você pode atualizar e executar da forma certa para se distinguir dos outros.” Infelizmente, o designer não comenta sobre quais os nomes que podem ser usados no futuro.
Para Gueler, essa é uma forma da Ford se diferenciar dos seus rivais, citando como a China tornou-se competitiva e como as marcas sul-coreanas apostam em um “lindo design e tecnologia forte”, enquanto a fabricante norte-americana precisava encontrar uma forma de se posicionar. Isto é ainda mais importante em um momento em que a eletrificação está tomando conta da indústria automotiva, como o executivo aponta – sugerindo que o próximo nome clássico pode retornar para um veículo elétrico.
A partir daí, podemos pensar em nomes que fariam sentido retornar. A Ford já tem usado o Escort na China, como um sedã vendido somente por lá, mas foi um batismo muito forte não só no Brasil como também na Europa. Outro bom nome lembrado por nossos colegas do Motor1.com EUA é Galaxie, que se encaixaria bem em um carro elétrico. Já o Autocar lembra de Capri, Probe, Cortina, Sierra e Escort, modelos que tiveram uma boa carreira no Velho Continente.
Um carro que pode seguir esta estratégia é o futuro modelo elétrico da Ford com a plataforma MEB da Volkswagen. Será um SUV compacto e a produção deve acontecer em Colônia (Alemanha), na mesma fábrica que hoje monta o Fiesta para a Europa. E, como o compacto ainda seguirá nas lojas por mais alguns anos e o crossover é previsto para 2023, deve adotar um nome diferente ao invés de servir de nova geração do Fiesta.
Reviver um nome clássico pode gerar muita briga entre os entusiastas, mas parece não afetar o público em geral, principalmente por adotar uma proposta totalmente diferente. Tanto é que o Ford Puma virou o carro mais vendido da marca na Europa e a picape Maverick já contabiliza mais de 100 mil reservas nos EUA. Até o Mustang Mach-E tem tido bom resultado, vendendo mais do que o cupê a gasolina.
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