A falta de componentes eletrônicos deve ser um dos principais fatores para a movimentação

A falta de peças para a produção de veículos que vem causando adversidades na indústria automotiva ganha mais um episódio na Fiat. A montadora, que já havia pausado parcialmente suas atividades na planta de Betim (MG) por 15 dias, agora avalia uma nova paralisação pelo mesmo motivo, segundo foi reportado pela Automotive Business.

Os componentes que estão escassos são, em sua maioria, eletrônicos. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da cidade, a equipe que recebeu as férias coletivas trabalhava na produção do Mobi e Argo. Este é um agravante que não tem afetado apenas a marca italiana, mas também outras fabricantes como Honda, General Motors e Renault que tiveram que tomar medidas semelhantes pela falta de peças de seus fornecedores. 

Fiat - Fábrica de motores turbo em Betim (MG)

O grupo Stellantis, dono da Fiat, confirmou que já comunicou ao Sindicato que estuda conceder férias coletivas a uma parte dos funcionários nos próximos dias. Por mais que não tenham anunciado nada oficialmente, o sindicato deve ser avisado com antecedência sobre esta possibilidade. 

Não se sabe exatamente quais são os veículos afetados desta vez pela falta de componentes, entretanto, podemos afirmar que a Fiat Toro não é um dos prejudicados, pois sua fabricação se concentra apenas na fábrica de Goiana (PE).

Já havíamos comentado por aqui anteriormente, mas nenhum fabricante admite abertamente que o fato é sobre quando e por quanto tempo todas as fábricas de veículos no país vão ter de parar por falta de componentes eletrônicos.

Nesse cenário, a Anfavea avalia que a falta de insumos e componentes é atualmente a maior ameaça de paralisação de fábricas, bem mais do que o agravamento da pandemia, que no ano passado que parou linhas por mais de um mês entre março e maio. A entidade considera uma vitória a produção de 396,7 mil veículos no primeiro bimestre de 2021, praticamente o mesmo volume do mesmo período de 2020.

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