Fabricante confirma que “avalia a viabilidade” de oferecer o crossover na região

O Hyundai Venue foi um dos modelo que iniciou o segmento dos crossovers de entrada com menos de 4 metros, sendo vendido em diversos lugares do mundo, da Índia aos EUA. No entanto, por aqui ele sempre foi apenas uma possibilidade remota. Isso pode mudar já que a marca sul-coreana importou duas unidades para a Argentina e, segundo o site Argentina Autoblog, a fabricante está avaliando se é viável vender o modelo na região.

Para quem não conhece, o Hyundai Venue é um "SUVinho" de 3,99 metros de comprimento. Ele foi desenvolvido na Índia com foco em ser um produto global – ao contrário do Creta que é feito somente para os países emergentes e que tem o Kona em seu lugar nos outros mercados. É oferecido com motores 1.0 turbo de 120 cv e 1.6 aspirado de 123 cv, dependendo do país, além de ter uma variante 1.5 diesel de 100 cv.

Galeria: Hyundai Venue 2020

O Argentina Autoblog notou que duas unidades do Venue foram emplacadas no último mês e entrou em contato com a Hyundai Motor Argentina. A fabricante confirmou que trouxe as duas unidades do crossover compacto e que o objetivo é “avaliar a viabilidade” de sua comercialização por lá. A importadora oficial da marca no país vizinho já havia comentado antes que queria vender o modelo, mas ele acabou ficando esquecido no meio de toda a confusão causada pela pandemia.

Não é só a Argentina que está de olho no Venue. Kyoo Bok Lee, vice-presidente e chefe de operações da Hyundai na América e Europa, disse ao Motor1.com Brasil que a fabricante não descartava oferecer o SUV compacto no Brasil. Na época, o executivo dizia que tudo dependia da recuperação do mercado nacional. “Assim que o mercado passar das 3 milhões de unidades, a chance aumenta”, explicou Bok Lee. Claro, isso foi em 2019, muito antes da pandemia derrubar as vendas de todo o setor automotivo.

Outro entrave para a oferta do Hyundai Venue no Brasil é que ele precisa ser produzido aqui, enquanto a Argentina pode importá-lo e ainda manter um preço competitivo. Como ele é feito na Índia e na Coreia do Sul, dois lugares onde não há acordo comercial para veículos, o crossover teria que pagar todos os impostos, além de lidar com a cotação alta do dólar. E, até então, a marca ainda estudava um investimento para expandir a fábrica em Piracicaba (SP), já que não há espaço para montar mais um modelo. Como o mercado está bem longe das 3 milhões de unidades, as chances diminuem... Mas será que a chegada do rival Nissan Magnite em 2022 não pode mexer com esses planos?

Fotos: divulgação