Evento é o quarto a ser cancelado por culpa da pandemia

Durante o fim de semana, a organização do North American International Auto Show (NAIAS), que nós conhecemos como Salão de Detroit, anunciou o cancelamento do evento, pois usará o centro de convenções como um hospital temporário para ajudar no combate ao coronavírus. Nesta segunda-feira (20), foi a vez do Salão de Paris ser cancelado pela organização, mesmo que a feira estivesse agendada somente para o final de setembro.

Em um comunicado de imprensa enviado no início da tarde na Europa (manhã no Brasil), a organização explica: 

"Em vista da seriedade da crise de saúde sem precedentes que o setor automotivo enfrenta, atingida com força pela onda de choque econômico, e que hoje busca sua sobrevivência, somos obrigados a anunciar que não seremos capazes de manter em sua forma atual o Paris Motion Festival para sua edição de 2020."

 

O único pequeno consolo é que, como o Paris Motion Festival 2020 (novo nome do evento) teve que mudar de formato este ano, com uma parte acontecendo na Porte de Versailles e outras espalhadas por Paris, há uma chance de que algo seja salvo: 

"Os eventos Movin'On, Smart City e fora da cidade não estão, no momento, em questão. Estamos estudando todas as soluções alternativas em estreita colaboração com nossos principais parceiros. A profunda reinvenção do evento que iniciamos, como uma feira em torno da mobilidade inovadora, pode nos oferecer uma oportunidade."

No momento, não temos mais informações sobre o que pode ser feito, mas a organização do evento diz que continuará a nos informar sobre as decisões tomadas e se farão alguma apresentação paralela. Vale lembrar que muitas das fabricantes que deveriam ter participado do Salão de Genebra (Suíça) optaram por revelações online de seus modelos.

Com o cancelamento, o Salão de Paris 2020 é o quarto evento deste segmento a ser cancelado por conta da pandemia de Covid-19, após as mostras de Genebra, Bangcoc e Detroit. Algumas outras feiras, como Nova York e Pequim, optaram por um adiamento para o segundo semestre, o que pode mudar nas próximas semanas dependendo da situação da saúde global e também financeira das fabricantes, que estão tendo prejuízos enormes sem poder produzir.