Picape totalmente renovada chegará ao mercado em 2022 ao lado da VW Amarok

Guardar informações sobre o desenvolvimento da nova geração da Ranger parece que não está sendo uma tarefa fácil para o pessoal da Ford. Prova disso é que, depois do vazamento de imagens no início do ano, acabam de surgir uma série de detalhes sobre as opções de motorização que estão sendo pensadas para o modelo.

De acordo com reportagem do site australiano whichcar.com.au (o mesmo que revelou as imagens secretas em fevereiro), os engenheiros trabalham para equipar a picape com dois potentes motores de 6 cilindros, sendo um biturbo movido a gasolina e um turbodiesel. Na prática, são exatamente os mesmos propulsores que atualmente equipam a grandalhona F-150 no mercado norte-americano.

Galeria: Nova geração da Ford Ranger - Imagens vazadas

No primeiro caso, trata-de de uma versão atualizada do 2.7 V6 Ecoboost, com sobrenome Nano, e equipada com dois dois turbos. Na F-150, a potência é de 330 cv e o torque de 55,3 kgfm. Já no segundo, a publicação aponta para o 3.0 V6 turbodiesel da família Power Stroke, que na picape grande americana rende 253 cv e 60,9 kgfm de torque, além de permitir rebocar até 5.189 kg. No caso da nova Ranger, fica a expectativa para que os números se repitam ou fiquem muito próximos disso. Também não há certeza sobre quais mercados receberão a picape com estes propulsores, tendo em vista que a geração atual possui powertrains endêmicos, como o conjunto que equipa a versão americana (motor 2.3 EcoBoost e câmbio de 10 marchas).

O mais provável é que os V6 sejam usados nas versões topo de linha e, no caso do turbodiesel, as chances de globalização são maiores. A manutenção dos atuais 3.2 e 2.0 turbodiesel na próxima geração também é incerta. O lançamento está programado para 2022 e do mesmo projeto sairá também a próxima encarnação da Volkswagen Amarok, fruto de um acordo de cooperação firmado entre os alemães e a Ford. Ambas serão oferecidas nos principais mercados da Europa, África, Oriente Médio, Ásia Pacífico e América do Sul (que terá produção concentrada na Argentina, como já acontece hoje).

Fonte: whichcar.com.au