Fábrica será ampliada para aumentar produção para 330 mil carros por ano

A General Motors anuncia a expansão do complexo em São Caetano do Sul (SP), sua primeira fábrica no Brasil e que serve de sede para a empresa. Com investimento de R$ 1,2 bilhão na ampliação, aumentará a área construída para 432.000 m² e também a capacidade de produção anual de 250 mil unidades para 330 mil carros por ano.

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Além disso, também promete novos veículos para esta linha de produção a partir do final de 2020 – embora ainda não digam que modelos serão. Atualmente, o complexo produz Cobalt, Montana, Onix Joy e Spin.

"Idade não significa falta de atualização", diz Marcos Munhoz, vice-presidente da GM Mercosul. O complexo em São Caetano é o mais antigo da marca, com 88 anos e que, com o novo investimento, torna-se uma das fábricas mais desenvolvidas do mundo. Recebe tecnologias de manufatura 4.0, como máquinas de estamparia que fazem 4 peças por vez, novo sistema de acoplamento de sistema mecânico, nova linha de pintura e mais.

General Motors - Fábrica em São Caetano do Sul (SP)

A expansão da fábrica em São Caetano é apenas um passo do investimento bilionário da General Motors no país. A estratégia atual começou em 2014 e prevê uma aplicação de R$ 13 bilhões no Brasil até 2020. Estes investimentos farão com que a GM Mercosul torne-se uma plataforma de exportação global, além de preparar a marca para o crescimento do mercado nacional. Para a fabricante, a indústria irá crescer 20% neste ano.

Rota 2030

Assim como outras marcas, a General Motors entra no coro que cobra uma definição do governo sobre o novo regime automotivo. Segundo Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul, é necessário ter alguma previsibilidade para conseguir investir em um mercado. Marcos Jorge de Lima, secretário-executivo do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), afirma que o governo trabalha em uma política de estratégias para a modernização da indústria e preve mais um recorde de exportações neste ano.

Porém, ainda há incerteza sobre a assinatura do Rota 2030. O Ministério da Fazenda não aceitava dar os benefícios a indústria, por medo da queda na arrecadação. O presidente Michel Temer havia prometido às fabricantes e à Anfavea que iria resolver o assunto no final de fevereiro, após a votação da reforma da previdência.

Galeria: General Motors - Fábrica em São Caetano do Sul (SP)