Avaliação - Chevrolet Camaro SS 2011

Por Marcus Lauria Foi um fim de semana inesquecível, isso eu posso afirmar. O motivo de tanto entusiasmo tem um motivo, passei um sábado e domingo inteiros com a quinta geração do cupê esportivo da Chevrolet mais desejado atualmente pelos amantes de carros, o Camaro SS. Nesse período curto pude desfrutar de toda sua potência durante quatro dias e 250 km rodados. O esportivo foi usado grande parte do tempo somente na cidade do Rio de Janeiro, com passagens pelo Alto da Boa Vista e pela zona sul, na Lagoa Rodrigo de Freitas, além da orla da Barra da Tijuca. As fotos dessa matéria foram feitas em uma pequena rua, sem trânsito, atrás do Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá, local mais que apropriado para um verdadeiro esportivo de sangue quente.
Avaliação - Chevrolet Camaro SS 2011
Clique nas imagens para ver em alta resolução Quando sai de casa para buscar o Camaro SS na concessionária, durante o caminho o nervosismo aumentava cada vez mais, afinal, não esperava avaliar um carro tão caro e tão desejado pelos entusiastas. A oportunidade única também me fez pensar em ter muita cautela com o carro, aliás, foi recomendação do assessor de imprensa da Chevrolet, Ivan de Oliveira. Por isso, adianto que o Camaro SS não foi testado como devia, em uma pista controlada, mas o teste serviu para avaliar outros aspectos do carro, como receptividade das pessoas nas ruas, com ele parado ou em movimento, sempre tinha alguém fotografando ou admirando a sua beleza, ou mesmo, quando eu estacionava o carro, sempre vinha alguém me parabenizando pelo belo carro, perguntavam quanto custava, potência do motor entre outras curiosidades. Além das impressões de guiar um verdadeiro pony car nas ruas.
Avaliação - Chevrolet Camaro SS 2011
Agora vamos ao que interessa, falar do Camaro SS. O esportivo da Chevrolet foi apresentado oficialmente no dia 23 de novembro a imprensa, em um teste rápido na pista da marca em Indaiatuba, no interior de São Paulo, não estive presente na época, mas em contrapartida tive mais tempo para avaliar o carro agora. O Camaro de primeira geração foi lançado na segunda metade da década de 1960 e já entrou na lista dos pony car, carros esportivos de porte compacto e motores potentes. Entre seus principais rivais estavam o pioneiro Ford Mustang e o Dodge Challenger, que devido à crise do petróleo iniciada em 1973, esses carros sumiram do mercado, por serem beberrões. Mas atualmente a maioria das montadoras está revivendo esse passado e criando releituras de seus famosos pony cars e a concorrência voltou a ser como era antigamente.
Avaliação - Chevrolet Camaro SS 2011
No Brasil, o Chevrolet Camaro é comercializado em uma versão única, correspondente ao pacote mais completo da SS. O esportivo traz alguns itens de tecnologia que merecem destaque como o head-up display (HUD), que reproduz no parabrisa, bem em frente ao motorista, informações como velocidade, giros do motor, indicação de direção entre outros. Este recurso é muito útil para quem não quer outra distração, a não ser curtir a direção. Também tem controles de estabilidade e tração em dois níveis selecionáveis; seis airbags; quatro medidores extras no console central (incluindo temperatura e pressão de óleo); computador de bordo com sete funções; sistema de som de 245 watts com nove alto-falantes, entre muitos outros, enfim, quem está à bordo dessa máquina musculosa não tem do que reclamar em relação ao conforto oferecido.
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Para conter seu insaciável consumo por gasolina, o Camaro SS conta com o Active Fuel Management (AFM), sistema que desliga quatro dos oito cilindros em situações de condução moderada, procurando uma maior economia de combustível. Segundo a GM, o consumo combinado cidade/estrada é de 8,2 km/l, mas não foi isso o que aconteceu durante a avaliação, sendo que obtida a média foi de 4,5 km/l (lembrando que a avaliação aconteceu praticamente só na cidade). O modelo conta ainda com a opção da troca sequencial das seis marchas do câmbio automático por meio de aletas atrás do volante. Para o conforto do motorista e carona, estão lá os excelentes bancos esportivos forrados em couro (como o volante) de ótima qualidade e os assentos com regulagem elétrica. O volante possui regulagem de altura e profundidade, que nesse caso, ajudou bastante na hora de conseguir uma boa posição de “pilotar”. O painel apesar de aparentemente ser de boa qualidade, tem plásticos duros nas portas e em algumas partes do tabelier, que emitem alguns barulhos em seu interior, principalmente quando as rodas de 20 polegadas passam pelos esburacadas ruas do Rio de Janeiro.
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Suas formas são marcantes e chamam a atenção por onde passa. Para quem é tímido ou não gosta de chamar a atenção é melhor nem pensar em ter um carro desse na garagem. Suas linhas remetem às da primeira geração, fabricada entre 1967 e 1969. Na dianteira destaca-se a enorme grade preta com a gravata da Chevrolet dourada ao centro e os faróis praticamente escondidos nas extremidades em conjunto com o enorme capô elevado com uma pequena entrada de ar ao centro. O pára-choque tem formas musculosas com faróis de milhas redondos em suas extremidades e uma grande “boca” ao centro, transmitindo ainda mais esportividade ao pony car norte-americano. De lado as linhas são mais limpas, com destaque para as enormes rodas de alumínio com 20 polegadas - de tala 8' na dianteira e 9' na traseira. Por trás das rodas ainda é possível observar os enormes discos de freios (com 35,5 cm de diâmetro e 3,2 cm de espessura na dianteira e 36,5 cm de diâmetro e 2,8 de espessura na traseira) e as pinças Brembo. Nas rodas traseiras existe um ressalto da carroceria, transmitindo a sensação de músculos aparentes, que são ornamentados com uma espécie de entrada de ar falsas na borda do pára-lama. O visual é completado com as lanternas traseiras pequenas e dispostas em dois pares envolvidas por bordas cromadas, que fazem conjunto com um discreto aerofólio e a gravata dourada da Chevrolet ao centro do porta-malas. Sob o para-choque está um extrator na cor preta que envolvem as duas ponterias cromadas do escapamento, transmitindo ainda mais esportividade as linhas agressivas do Camaro SS.
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O interior é marcado por detalhes que contemplam o passado, o painel exibe um desenho futurista e os mostradores são em profundidade e envolvidos por duas molduras quadradas, ao melhor estilo anos 60. O passado se junta à modernidade com a iluminação em Ice Blue, a mesma tonalidade encontrada no Agile e no Malibu, composta por uma fileira de LED azul, que percorre parte das duas portas. A Chevrolet ainda oferece como acessório novos revestimentos de portas, feitos em um material brilhante e colorido, sendo três opções de cores: amarela, branca e prata. As portas exibem um revestimento feito em uma resina especial. No console central estão disponíveis quatro marcadores em formato retangular, que medem a pressão e a temperatura do óleo, a voltagem da bateria e a temperatura do fluido da transmissão de marchas. Esses marcadores eram mais usados na década de 60, os modelos atuais não necessitam mais desse tipo de marcadores.
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È difícil falar dos defeitos de um esportivo desse nível. Mas por incrível que pareça, o Camaro SS tem alguns problemas que podem ser mudados. Um exemplo é o volante, que apesar de muito bonito, é pequeno e atrapalha uma boa empunhadura das mãos, fator muito importante na hora de guiar um esportivo com mais de 400 cv de potência. Além disso, o volante ainda conta com os botões, nos raios, do controle de velocidade, som e telefonia. Mas fora esse detalhe, o carro é excelente de guiar, tanto no trânsito pesado, quanto na estrada. Apesar do capô ser grande e largo, não senti dificuldades para andar no trânsito pesado do Rio de Janeiro, ou mesmo manobrar, só a largura que atrapalha um pouco a visão traseira, que é bem restrita, mas com o auxílio do sensor de estacionamento, fica mais fácil colocar o musculoso carro na vaga.
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Na hora de acelerar não é preciso ficar acanhado, o Camaro SS esbanja força e potência. Seu torque de 56,7 kgfm de torque a 4.200 rpm, do motor de 6.2 litros é impressionante! Ao pisar com o pé direito no acelerador o esportivo norte-americano não se mostra tímido e chega facilmente aos 160 km/h sem pestanejar (velocidade alcançada num pequeno trecho fechado e controlado). Da mesma forma que seus freios são eficientes e deixam o motorista bem à vontade para abusar um pouquinho. Para auxiliar nas curvas, o Camaro SS conta com um controle de estabilidade, mas que pode ser desligado com um pequeno toque num botão no console central, mas claro que recomenda-se manter o controle de estabilidade ligado, ainda mais para quem não é muito hábil ao volante de um carro com 400 cavalos. Resumindo, o carro segura bem graças ao trabalho conjunto da suspensão com estrutura multibraço e o diferencial de deslizamento limitado, que são auxiliados pelas rodas de 20 polegadas calçadas com pneus 245/45 ZR20 na dianteira e 275/40 ZR 20 na traseira que grudam no chão e deixam a sensação de estar andando sobre trilhos. Em certas situações o esportivo sofre um pouco, principalmente ao passar por buracos, mas nada muito exagerado, sempre na medida certa, pois sua suspensão é bem macia e os pneus de perfil alto absorvem bem as imperfeições das ruas de aspecto lunar do Rio de Janeiro. Enfim é um esportivo gostoso de dirigir, sem muito sofrimento.
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Segundo dados enviados pela Chevrolet, foram emplacados no Brasil desde o se lançamento oficial 376 unidades em 2010 e 341 unidades no primeiro trimestre de 2011, que somados chegam a 717 unidades e menos de um ano de vendas. Na prática, a Chevrolet entende estes números como um excelente aceitação.
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Aos interessados, o Chevrolet Camaro SS está disponível no Brasil em cinco diferentes cores: vermelho, amarelo, branco, preto e prata e a montadora está estudando trazer a cor laranja, que tem tudo a ver com as linhas bem chamativas do carro. A fabricante também oferece kits de personalização, para quem quiser deixar o modelo ainda mais em evidência nas ruas. A customização pode ter na primeira lista de acessórios, sete itens: cobertura para o motor, dois tipos de faixa decorativa: tampa do tanque em aço escovado, grade frontal, apliques estéticos para o interior e capa protetora. A capa do motor pode vir pintada nas cores amarela, vermelha (cor usada no modelo avaliado) e preta. Também podem ser adicionados dois tipos de faixas decorativas, como um conjunto de três faixas (uma central, sobre o capô e a tampa traseira e outras duas na lateral) e em três diferentes cores: preta, cinza e branca, que pode ser combinada de acordo com a cor da carroceria escolhida pelo cliente. Também oferece a faixa dupla, nas cores preta, branca, prata e cinza, a qual dá o mesmo efeito já estampou a carroceria do Bumblebee, um dos robôs da trilogia Transformers. Para os mais apaixonados, a Chevrolet oferece em suas concessionárias dois modelos de capas protetoras: uma cinza com faixas pretas e a vermelha, também com faixas pretas. O esportivo chega equipado com o motor mais potente da linha Camaro, um V8, disposto longitudinalmente, de 6.2 litros e 16 válvulas, com bloco e cabeçotes feitos em alumínio. O propulsor desenvolve 406 cv de potência a 5.900 rpm e impressionantes 56,7 kgfm de torque, a 4.200 rpm, suficientes para empurrar os 1.770 kg do esportivo. Segundo a montadora, o Camaro acelera de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos e tem velocidade máxima limitada eletronicamente em 250 km/h. O esportivo é fabricado no Canadá na unidade de Oshawa. A parte triste A pior parte do teste foi ter que devolver esse carro apaixonante e inesquecível, um esportivo como esse vai estar guardado na memória de todos que tem e tiveram a oportunidade de “pilotar”, nem que seja por algumas horas ou poucos dias. Texto e Fotos: Marcus Lauria

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Foto de: Fábio Trindade