Novas gerações do Continental GT e Flying Spur podem adotar plataforma elétrica feita por Audi e Porsche

O Grupo Volkswagen está revendo algumas de suas marcas, já que tem oito nomes sob seu comando (e isso apenas na parte de carros e comerciais leves). Rumores dizem que a Bugatti pode ser vendida para a Rimac e que Lamborghini e Ducati terão seu destino decidido no mês que vem. E agora há notícias sobre mais uma mudança dentro da empresa.

De acordo com o site Automobilwoche, versão alemã do Automotive News Europe, a Audi terá um papel mais importante, assumindo controle da Bentley no começo do ano que vem. Fontes ligadas ao assunto dizem que a marca de Ingolstadt irá supervisionar as atividades financeiras e de tecnologia da empresa britânica. É a segunda mudança importante da Audi dentro do Grupo VW, já que assumiu a liderança de Pesquisa e Desenvolvimento do conglomerado.

Galeria: Bentley Flying Spur V8

Após um plano de recuperação e um recorde de vendas, a marca britânica de luxo voltou a fazer dinheiro em 2019 ao registrar um lucro de €65 milhões (R$ 433 milhões). Porém, a situação não está tão boa neste ano por causa do impacto do coronavírus na indústria automotiva. O Brexit também é um fator preocupante para Adrian Hallmark, CEO da Bentley, que já avisou que a saída do Reino Unido da União Europeia sem um acordo pode reduzir o lucro em 25%.

A reportagem do Automobilwoche ainda menciona que a próxima geração do Continental GT e sua variante sedã Flying Spur podem adotar a arquitetura Premium Platform Electric (PPE) desenvolvida por Audi e Porsche. O que é dito que é que os próximos modelos da Bentley terão menos pompa em um esforço para promover "luxo sustentável" enquanto aposta em um design diferente o suficiente para se diferenciar do Audi, mesmo usando uma mecância semelhante.