Por que o Jeep Renegade perdeu equipamentos que hoje estão no Tracker?
Alerta de ponto-cego e estacionamento automático já estiveram no compacto da Jeep, além de outros itens exclusivos
O novo Chevrolet Tracker usa armas semelhantes às dos irmãos Onix e Onix Plus para atrair compradores. O novo SUV aposta em um pacote de equipamentos bastante completo, principalmente na versão Premier, que já vem de série com teto-solar panorâmico, alerta de ponto-cego, sistema de frenagem automática e assistente de estacionamento automático, entre outros itens. Mas o Jeep Renegade, lá em 2015, já trazia muitos desses equipamentos.
O Jeep Renegade foi lançado em abril de 2015 e chamou a atenção por alguns itens que trazia como opcionais para as versões mais caras, na época Longitude e Trailhawk (a Limited surgiu em 2017), até então presentes em modelos de segmentos mais caros. Na época, seus concorrentes se resumiam a Ford EcoSport, Renault Duster e o também recém-lançado Honda HR-V.
Para o Jeep Renegade Longitude (R$ 80.990 com o motor 1.8 flex e R$ 109.990 com o motor 2.0 turbodiesel na época), o Pacote Tecnológico I (R$ 8.000) adicionava alerta de ponto-cego, assistente de estacionamento automático, tomada de 127 V no banco traseiro (residencial), retrovisor com rebatimento elétrico e até uma lanterna removível no porta-malas. O mesmo valia para o Trailhawk, que tinha a lanterna como item de série.
Se hoje o teto-solar panorâmico ainda é um opcional para o Renegade, a linha 2015 oferecia ainda um curioso teto-solar de duas partes em fibra. Além da abertura tradicional, as peças podiam ser removidas e guardadas no porta-malas, abrindo bastante área para ventilação - era o chamado MySky, vendido R$ 8.500. Sistema de som assinado pela Beats Audio também era um opcional, assim como o banco do motorista com ajustes elétricos.
Mas por que estes itens foram se perdendo com o tempo? Simples: baixa demanda e complexidade na linha de montagem. Oferecidos em caros pacotes, esses itens não tiveram boa saída - é bem difícil achar um Renegade com todos estes luxos no mercado de usados. Além disso, a chegada posterior do Compass acabou roubando os clientes das versões mais equipadas do Renegade, fazendo com que este fosse "reposicionado" como modelo de entrada da gama Jeep. Já outros equipamentos simplesmente ficaram obsoletos, como os faróis de xenônio, que eram opcionais na época, e acabaram substituídos por LEDs como item de série em quase todas as versões na reestilização de 2018.
Poderemos ter um Renegade completão novamente? Quem sabe quando ele ganhar os motores turbo e mais uma reestilização nos próximos anos? Já sabemos que sua estrutura está preparada para isso e, com os novos concorrentes, é bom se atualizar (ou resgatar velhos "hábitos").
Fotos: arquivo Motor1.com/divulgação
Galeria: Jeep Renegade 2016
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