Carros para sempre: Honda Civic VTi, a lenda de 100 cv por litro!

Carros para sempre: Honda Civic VTi, a lenda de 100 cv por litro!
Um carro com motor aspirado que rende 100 cv por litro chama a atenção até nos dias de hoje. Pois imagine nos anos 1990! É por isso que o espevitado Civic VTi, versão esportiva do hatch da Honda, era considerado uma verdadeira lenda em sua época. O motor 1.6 16V com a tecnologia de comando de válvulas variável V-TEC entregava nada menos que 160 cv. O Civic desembarcava no Brasil em 1992, surfando o começo da onda dos importados após a reabertura do nosso mercado. O visual desta quinta geração agradava bastante. O carro tinha ficado maior, graças ao entre-eixos que passou a 2,57 e 2,62 metros (hatch e sedã, respectivamente) e as linhas ficaram mais arrendondadas do que na geração anterior, se destacando ainda pela grade dianteira fechada.
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O Civic veio nas versões DX, Si e VTi (hatch), LX e EX (sedã) e EX-S (cupê), trazendo uma ampla de motores. O médio da Honda agradava pela confiabilidade, qualidade de construção e boa mecânica, mas o VTi definitivamente caiu no gosto dos entusiastas e acabou se tornando uma referência com o passar dos anos. Civic VTi Alguns anos antes do filme Velozes e Furiosos, o Civic VTi já fazia a alegria dos fãs graças ao famoso motor B16A2 1.6 16V de expressivos 160 cv de potência e 15,8 kgfm de torque máximo a altas 7.500 rpm. Esse motor foi lançado em 1989, ainda na geração anterior, trazendo inovações como comando variável na admissão e no escape. Além disso, ele se tornou o motor aspirado de produção mais potente do mundo à época. Só para constar, nos dias de hoje, os melhores 1.6 aspirados disponíveis por aqui têm potência entre 120 e 135 cv.
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O VTi chegou ao Brasil em 1993, pouco antes da fase áurea de alguns esportivos importados que se tornariam mitos por aqui (Mitsubishi Eclipse e Golf GTi, por exemplo). Trazia de série airbag duplo, ABS, ar-condicionado, trio elétrico e teto solar. Com 160 cv a 7.600 rpm, o VTi tinha duas personalidades. Até a metade do conta-giros era um carro normal, pacato, mas acima dos 5.000 rpm, quando a maioria dos motores já começava a chegar ao limite, o japonês colocava em ação seu comando "bravo" e girava bonito até 8.200 rpm - o conta-giros tinha faixa vermelha nas 8.500 rpm!
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Apesar das credenciais mecânicas, o VTi não tinha design chamativo. Pelo contrário: não fossem suas rodas com desenho exclusivo, poderia até passar despercebido no trânsito. Mas definitivamente ele não era um Civic comum: de acordo com a Honda, acelerava de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos e alcançava velocidade máxima de 220 km/h.
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Os freios eram a discos ventilados com ABS e, para a suspensão, a Honda aplicava uma receita semelhante a de muitos de carros de corrida: totalmente independente e com duplos braços triangulares nas quatro rodas. Somada aos pneus 195/55 aro 15", garantia um comportamento dinâmico impecável para seu tempo.
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O Civic VTi de quinta geração deixou de ser importado em 1995, mas em pouco tempo a Honda já começava a trazer a sexta geração, que modificou ligeiramente o visual e ainda havia disponível uma nova configuração para o motor 1.6 16V com impressionantes 170 cv de potência. Assim que a fábrica da Honda em Sumaré (SP) ficou pronta, em 1997, a marca mudava o portfólio, produzindo apenas o Civic Sedan e interrompendo a importação do cupê e do VTi. Os fãs do Civic esportivo ficaram órfãos até 2007, quando Honda lançou o sedã Si com motor 2.0 16V de 192 cv e o mesmo conceito de alto giro do saudoso VTi. Mas a história do Si, que deve retornar em 2015 como cupê vindo dos EUA, a gente conta numa próxima oportunidade. Relembre a história do Civic hatch na galeria abaixo:

Carros para sempre: Honda Civic VTi, a lenda de 100 cv por litro!

Foto de: Julio Cesar