Volta rápida: Maserati Levante - De onde vem o dinheiro para os superesportivos

Há alguma razão lógica para a Maserati construir o Levante, o primeiro utilitário esportivo a surgir vindo de um fabricante italiano de carros de alto desempenho? Pergunte isso para algum contador de Modena e a resposta é clara: as fabricantes precisam de capital para continuar a construir os superesportivos, e os SUVs são o caminho.

Quando testo SUVs de marcas que normalmente não os teriam (leia-se marcas de esportivos), minhas expectativas tendem a ser baixas. O desafio não é fazer um "jipão", mas uma bela e natural extensão da marca. E a Maserati, como a Rolls-Royce e a Lamborghini, provavelmente pensou em como fazer isso e calar quem pergunta o tempo todo o motivo destas marcas insistirem em utilitários esportivos. 

Pensando assim, fui com o Levante para uma estreita estrada cheia de curvas na serra de Monterey, a Nürburgring da Califórnia (Estados Unidos). Na primeira curva, em subida e com raio negativo, reduzi as marchas e deixei o motor de origem Ferrari cantar, com a melodia invadindo o interior enquanto evito o precipício que me ameaça sem nenhuma proteção. O Levante contorna as curvas da mesma forma que um sedã do mesmo tamanho, e não se abala com as mudanças de elevação, curvas abertas e fechadas. Tudo isso enquanto eu estou cercado de couro com toque suave, como os de bolsas e luvas carissímas, e com 20 centímetros de distância do solo. 

Estradas como esta são feitas para levar esportivos ao limite, o que a faz perfeita para a primeira volta do Levante. Assim que...