Comparativo Geely EX2 vs Hyundai i20: elétrico ou turbo, qual levar por R$ 140 mil?
Com preços próximos, i20 Ultimate e EX2 Max mostram vantagens e limitações de caminhos diferentes
Comparar um carro elétrico com outro flex talvez parecesse sem sentido até algum tempo atrás. Mas as vendas de modelos novos em 2026 já derrubaram essa tese: sim, tem muita gente trocando o carro tradicional, a combustão, por um a bateria. É uma tendência que ganhou força no Brasil e que está acelerando principalmente entre os modelos compactos, uma das faixas de preço de maior volume do mercado.
Esse é o segmento que as marcas chinesas estão atacando com mais apetite, e onde vêm colhendo seus maiores frutos. A mudança é cada vez mais evidente no ranking de vendas e também nas ruas e garagens pelo País: marcas como BYD e Geely já começam a se popularizar com modelos como Dolphin Mini, Dolphin e EX2. Colocar um hatch elétrico contra um flex, portanto, deixou de ser um exercício teórico e passou a refletir uma dúvida real do consumidor.
Hyundai i20 Ultimate e Geely EX2 Max custam praticamente a mesma coisa, têm dimensões externas semelhantes e podem perfeitamente entrar na lista de compras de um mesmo cliente, embora entreguem experiências completamente diferentes. Basta passar algum tempo ao volante dos dois para perceber que essa escolha vai muito além de decidir entre gasolina, etanol ou uma tomada na garagem.
Elétrico muda a rotina e vai exigir adaptação
O novo i20 é equipado com motor 1.0 turbo flex de 115 cv e 17,5 kgfm, combinado ao câmbio automático de seis marchas. Já Geely EX2 traz motor elétrico traseiro de 116 cv e 15,3 kgfm, bateria LFP de 40,2 kWh brutos (39,4 kWh úteis) e autonomia oficial de 289 km pelo Inmetro.
O i20 Ultimate custa R$ 139.990, enquanto o EX2 Max sai por R$ 135.100. Ou seja, a diferença é de apenas R$ 4.890. Mas o comparativo mostra que escolher entre os dois envolve bem mais do que colocar equipamentos, potência e desempenho numa tabela: é preciso considerar onde o carro será usado, quanto vai rodar, a possibilidade de recarga doméstica e até o prazer que o motorista espera encontrar ao volante.
Galeria: Geely EX2 Max vs Hyundai i20 Ultimate
A primeira diferença aparece antes mesmo de ligar os carros. O i20 segue a rotina que todos conhecemos: basta parar em um posto, completar os 50 litros do tanque com gasolina ou etanol e continuar a viagem. Em menos de cinco minutos, o hatch está pronto para rodar outras centenas de quilômetros, algo que faz enorme diferença sobretudo para quem pega estrada com frequência.
No EX2, abastecer dá lugar à recarga e exige outro tipo de planejamento, principalmente de quem não tem onde conectar o carro em casa. O Geely aceita até 6,6 kW em corrente alternada (AC) e 70 kW em corrente contínua (DC). Nas condições mais favoráveis, a fabricante informa que é possível passar de 30% para 80% da bateria em 21 minutos em uma estação rápida.
Esse, porém, é o cenário mais otimista. Em carregadores de menor potência, o tempo cresce rapidamente, e uma parada que levaria poucos minutos no i20 pode facilmente virar uma espera considerável no EX2. Isso não torna o elétrico pior, mas mostra como sua utilização precisa ser encarada de outra maneira: em vez de abastecer quando o tanque chega à reserva, o ideal é incorporar a recarga à rotina.
Quem possui garagem e pode instalar um Wallbox provavelmente encontrará no EX2 uma experiência bastante tranquila. O carro pode ficar conectado durante a noite e sair de casa pela manhã praticamente com a bateria completa, sem a necessidade de visitar postos ou eletropostos. Quem depender exclusivamente de carregadores públicos terá outra realidade, normalmente mais cara e sujeita a disponibilidade, potência da estação e eventuais filas.
Por isso, se você está interessado no EX2, a existência de uma estrutura de recarga doméstica deveria ter peso considerável na decisão. É ela que permite extrair o melhor do elétrico tanto em praticidade quanto em custo. Sem isso, parte importante das vantagens econômicas e do conforto de uso começa a diminuir.
Rodar de elétrico custa consideravelmente menos
É também nesse ponto que aparece uma das principais vantagens do Geely. O custo por quilômetro de um carro elétrico carregado em casa é muito inferior ao de um automóvel abastecido com gasolina ou etanol. A diferença real depende da tarifa de energia, preço do combustível e perfil de uso, mas quanto maior a quilometragem mensal, maior tende a ser o impacto na conta.
No teste padronizado do Motor1.com Brasil, o EX2 registrou 10,1 km/kWh, e 7,6 km/kWh. Já o i20, abastecido com gasolina, marcou 10,8 km/l na cidade e 16,2 km/l no trecho rodoviário. São unidades diferentes e, portanto, os números não devem ser comparados diretamente, mas deixam clara a eficiência do elétrico no uso urbano.
A Geely estima uma economia anual na ordem de R$ 5.000 a R$ 15.000 para quem roda entre aproximadamente 1.000 km e 3.000 km por mês em comparação com um carro a combustão (cerca de R$ 0,09/km). São projeções teóricas e dependem diretamente da tarifa de energia usada no cálculo, mas servem para dimensionar o potencial de economia. Recargas rápidas na rua, por exemplo, normalmente custam muito mais do que a eletricidade residencial e mudam completamente a conta.
A manutenção também trabalha a favor do EX2. O conjunto elétrico elimina uma série de componentes presentes em um automóvel convencional, como óleo do motor, velas, sistema de escape e vários elementos associados ao motor e à transmissão. Não significa custo zero, naturalmente, mas há menos itens sujeitos a manutenção periódica.
EX2 é mais rápido no trânsito
Os dois hatches têm praticamente a mesma potência. O i20 entrega 115 cv e 17,5 kgfm, enquanto o EX2 oferece 116 cv e 15,3 kgfm. Mas a semelhança termina aí. O Hyundai tem motor dianteiro, câmbio automático convencional de seis marchas e tração dianteira; o Geely usa um motor elétrico instalado no eixo traseiro, que também recebe a tração.
Essa arquitetura muda completamente a resposta ao acelerador. No EX2, não há troca de marchas nem aquele pequeno intervalo necessário para o turbo do i20 ganhar pressão. O torque chega imediatamente às rodas e faz com que o Geely pareça mais disposto do que seus números de potência sugerem, principalmente nas arrancadas e acelerações de baixa e média velocidades.
No trânsito, essa característica é muito perceptível. O EX2 sai dos semáforos com mais facilidade, responde rapidamente ao surgir um espaço numa avenida e transmite uma sensação de agilidade que combina perfeitamente com o ambiente urbano. Não é um elétrico esportivo, mas consegue ser genuinamente divertido em situações corriqueiras sem precisar de números extravagantes.
O i20 tem outra personalidade. Há um pequeno atraso antes da atuação mais efetiva do turbo e a transmissão precisa reduzir marchas quando o motorista pede mais desempenho, mas o conjunto cresce à medida que o motor sobe de giro. A diferença fica evidente nos números medidos pelo Motor1.com Brasil.
| MEDIÇÕES MOTOR1 BR | ||
|---|---|---|
| Geely EX2 Max (elétrico) | Hyundai i20 Ultimate (gasolina) | |
| Aceleração | ||
| 0 a 60 km/h | 4,7 s | 5 s |
| 0 a 80 km/h | 6,7 s | 7,7 s |
| 0 a 100 km/h | 9,7 s em 153,88 m | 10,8 s em 176,73 m |
| 201 metros | 10,94 s a 106,94 km/h | 11,34 s a 102,96 km/h |
| Retomada | ||
| 40 a 100 km/h em S | 6,6 s em 136,48 m | 7,7 s em 157,01 m |
| 80 a 120 km/h em S | 7,2 s em 204,99 m | 7,4 s em 209,45 m |
| Consumo | ||
| Ciclo cidade | 10,1 km/kWh | 10,8 km/l |
| Ciclo estrada | 7,6 km/kWh | 16,2 km/l |
O EX2 foi mais rápido em todos os testes realizados. A vantagem chega a 1,1 segundo no 0 a 100 km/h e também na retomada de 40 a 100 km/h, diferenças consideráveis quando traduzidas para a sensação ao volante. Nos 201 metros, o Geely também chegou ao final do percurso mais rápido e com quase 4 km/h a mais de velocidade.
Quando a velocidade aumenta, porém, a vantagem praticamente desaparece. Na retomada de 80 a 120 km/h, foram 7,2 segundos para o EX2 e 7,4 s para o i20. O elétrico também está limitado a 140 km/h, enquanto o Hyundai chega oficialmente a 184 km/h, número que obviamente vai muito além das velocidades permitidas nas rodovias brasileiras, mas ajuda a mostrar a maior disposição do motor turbo em altas velocidades.
Na estrada, essa diferença é perceptível mesmo sem chegar perto da velocidade máxima. O 1.0 turbo flex da Hyundai ganha força quando enche os cilindros e entrega acelerações mais vigorosas conforme o giro sobe, enquanto o EX2 parece encontra seu limite bem mais cedo. Quem gosta da sensação de um motor a combustão trabalhando em rotações mais altas provavelmente encontrará no i20 uma experiência mais envolvente.
Na dinâmica, o i20 abre vantagem
É nas curvas e frenagens que a distância entre os dois aumenta. O i20 usa uma plataforma mais moderna, maior e mais bem construída que a conhecida do HB20, e os ganhos aparecem de forma muito clara no comportamento dinâmico. A carroceria responde bem às mudanças de direção, os movimentos são controlados e a direção transmite confiança mesmo quando o ritmo aumenta.
O acerto da suspensão também consegue equilibrar conforto e controle sem transformar o hatch em um carro excessivamente duro. Nas curvas, a carroceria inclina pouco para a proposta do modelo, e a dianteira obedece aos comandos com naturalidade. É um daqueles conjuntos que permitem ao motorista aumentar progressivamente o ritmo sem provocar reações inesperadas.
Em frenagens mais fortes, o Hyundai permanece mais assentado e exige poucas correções de volante. O pedal transmite confiança, e o comportamento do carro se mantém previsível mesmo quando a transferência de peso para a dianteira é mais intensa. É uma qualidade que se percebe tanto no uso urbano quanto em estradas sinuosas e que coloca o i20 entre os compactos mais interessantes de dirigir da atualidade.
O EX2 segue uma filosofia muito diferente. A suspensão é bastante macia e claramente prioriza o conforto dos ocupantes, uma característica agradável em pisos ruins e no trânsito urbano. Só que esse acerto cobra seu preço quando o carro é exigido: a carroceria movimenta-se mais, sobretudo nas transferências rápidas de peso, e transmite menos confiança numa tocada mais forte.
Essa diferença fica particularmente evidente nas frenagens intensas. A dianteira mergulha mais, a carroceria se movimenta e o motorista precisa segurar o volante com maior firmeza para manter a trajetória. Há ainda o peso adicional: o EX2 tem 1.300 kg, contra 1.205 kg do i20, uma diferença de 95 kg que inevitavelmente também influencia o comportamento.
Curiosamente, o Geely tem uma arquitetura mais sofisticada no papel, com suspensão traseira multilink, enquanto o Hyundai utiliza eixo de torção. Na prática, porém, calibração vale tanto quanto desenho de suspensão. O i20 é o carro mais interessante de conduzir dos dois e transmite uma segurança superior quando o motorista decide aumentar o ritmo.
EX2 leva vantagem sobre o i20 a bordo
Se o i20 abre distância no comportamento dinâmico, o EX2 recupera terreno assim que as portas são abertas. E não apenas pela quantidade de equipamentos. Há uma diferença perceptível na apresentação da cabine, nos materiais empregados e na própria sensação de tecnologia embarcada.
O EX2 Max tem central multimídia de 14,6 polegadas com tela de LED Full HD, quadro de instrumentos digital de 8,8", banco do motorista com regulagens elétricas, iluminação ambiente multicolorida e câmera com visão de 540 graus. Esta última inclui uma câmera frontal extremamente útil em manobras e aproximações de obstáculos, recurso que durante o teste rapidamente deixou de parecer mero chamariz de ficha técnica.
A visualização das câmeras ajuda não apenas em vagas apertadas, mas também na aproximação de meio-fio, entradas de garagem e obstáculos baixos. É o tipo de equipamento ao qual o motorista se acostuma rapidamente e sente falta quando volta para um carro sem o recurso. O EX2 também oferece modos Eco, Comfort e Sport, permitindo alterar a resposta do acelerador conforme o tipo de condução.
O Hyundai responde com rodas de 17", contra 16" do EX2, borboletas atrás do volante e alertas de ponto cego nos retrovisores, ausentes no Geely. Também leva um estepe temporário, enquanto o chinês oferece somente um kit de reparo. Dependendo do perfil de uso e das estradas percorridas, este último detalhe pode pesar bastante na decisão.
Acabamento mostra diferenças importantes
No acabamento, entretanto, a vantagem é toda do EX2. O Geely utiliza superfícies macias ao toque nas portas e no painel, apoio de braço central revestido e diferentes elementos decorativos que misturam acabamento metálico com preto brilhante. A iluminação ambiente multicolorida completa uma cabine visualmente mais sofisticada que a encontrada no rival.
A central multimídia também contribui bastante para essa percepção. Além de maior, a tela tem ótima definição, imagens nítidas e respostas rápidas aos comandos. O quadro de instrumentos digital acompanha essa apresentação tecnológica e dá ao EX2 uma atmosfera mais moderna, principalmente considerando que estamos falando de um carro de aproximadamente R$ 135 mil.
O i20 é mais simples nesse aspecto. A cabine utiliza predominantemente plásticos rígidos, inclusive na versão Ultimate deste comparativo, e o quadro de instrumentos poderia ser mais elaborado para um carro de R$ 140 mil. A Hyundai fala em duas telas de 12,3 polegadas combinadas, mas, na prática, velocímetro e conta-giros têm grafismos fixos e somente a pequena área central efetivamente muda as informações exibidas.
Nem tudo, porém, é melhor resolvido no Geely. O ar-condicionado, por exemplo, trabalha com uma representação gráfica que vai do azul ao âmbar, mas não exibe claramente a temperatura em graus. Também não há regulagem de profundidade da coluna de direção nem retrovisor interno eletrocrômico, economias perceptíveis num carro que em outros aspectos tenta entregar conteúdo de categoria superior.
Há ainda uma vantagem importante do Hyundai na integração com smartphones. O i20 oferece Android Auto e Apple CarPlay sem fio, enquanto o EX2 exige o uso do cabo USB-A para o espelhamento. É uma solução pouco prática e especialmente destoante num carro que depende tanto da tecnologia para construir sua experiência a bordo.
Praticamente do mesmo tamanho, mas o Geely é maior
Outra curiosidade aparece na fita métrica. O i20 tem 4.130 mm de comprimento e o EX2, 4.135 mm. Os cinco milímetros são irrelevantes na prática e permitem dizer que os dois ocupam praticamente o mesmo espaço na garagem. A forma como cada arquitetura aproveita essas dimensões, porém, é bastante diferente.
São 2,65 metros de entre-eixos no Geely, 7 cm a mais que os 2,58 m do Hyundai. A diferença aparece principalmente no banco traseiro, onde o EX2 oferece significativamente mais espaço para as pernas. O assoalho também é totalmente plano, facilitando a acomodação de quem viaja no centro e criando uma sensação de amplitude pouco comum em um hatch compacto.
Sentado atrás, o Geely parece pertencer a uma categoria maior. Há espaço suficiente para que adultos viajem sem a sensação típica de aperto encontrada em muitos hatches desta faixa de tamanho, vantagem diretamente relacionada à arquitetura elétrica e à possibilidade de posicionar os componentes de maneira diferente de um carro com motor dianteiro.
O hatch chinês também é 7,5 cm mais alto e 25 mm mais largo. O porta-malas leva 375 litros, contra 346 litros do i20, e ainda existe um compartimento dianteiro de 70 litros no espaço onde estaria o motor de um automóvel convencional. Esse “frunk” é particularmente conveniente para guardar cabos de carregamento e objetos menores sem ocupar a área principal de bagagem.
Visual divide opiniões
Em relação ao visual, a escolha entra inevitavelmente num território subjetivo. O i20 segue a linguagem recente da Hyundai, com linhas angulosas e elementos que conversam diretamente com outros modelos da marca sul-coreana. A dianteira tem personalidade, mas a traseira minimalista é o ponto de maior controvérsia do desenho.
Dependendo do ângulo, a sensação é de que faltou algum elemento para finalizar a composição traseira. Não chega a ser um problema funcional, evidentemente, mas é uma característica que pode determinar rapidamente se alguém gosta ou não do carro. O desenho das rodas ajuda a dar mais presença ao Ultimate e combina com a proposta mais dinâmica do modelo.
O EX2 tem linhas mais arredondadas, proporções que o fazem parecer mais encorpado e uma aparência que, pessoalmente, considero mais simpática e autoral. A carroceria parece visualmente mais harmoniosa apesar de ter praticamente o mesmo comprimento do i20. O desenho das rodas não é um dos seus pontos fortes, mas o conjunto é facilmente reconhecível.
Afinal, Hyundai i20 ou Geely EX2?
Colocar Hyundai i20 Ultimate e Geely EX2 Max lado a lado ajuda a entender como o mercado brasileiro mudou. Eles custam praticamente a mesma coisa e ocupam espaço semelhante na garagem, mas chegam ao mesmo consumidor por caminhos completamente diferentes e obrigam a analisar aspectos que sequer fariam parte de um comparativo entre dois hatches tradicionais há poucos anos.
Para quem pode carregar o carro em casa e concentra grande parte da utilização na cidade, o EX2 reúne argumentos difíceis de ignorar. Custa R$ 4.890 menos, é mais rápido nas acelerações, oferece mais espaço para passageiros e bagagens, tem acabamento superior, traz uma lista maior de equipamentos e tende a custar significativamente menos por quilômetro rodado.
Durante a avaliação, recursos como a câmera de visão 540 graus e o banco do motorista com ajuste elétrico mostraram utilidade real. A resposta instantânea ao acelerador e o rodar silencioso também tornam o trânsito urbano mais agradável, enquanto a ampla cabine e o conforto da suspensão reforçam a sensação de estar em um carro maior e mais sofisticado do que seu preço sugere.
O i20 responde onde o elétrico ainda encontra algumas das suas limitações. Não exige planejamento para abastecer, oferece autonomia maior e pode atravessar longas distâncias sem depender da disponibilidade ou da potência de carregadores. Mais do que isso, é dinamicamente muito superior: direção, suspensão, estabilidade e frenagens formam um conjunto mais equilibrado e melhor acertado.
O motor 1.0 turbo também mostra maior elasticidade em velocidades elevadas, enquanto o comportamento do chassi permite explorar mais o carro em uma estrada sinuosa. Para quem gosta de dirigir e presta atenção à qualidade das respostas do automóvel nas curvas e frenagens, a vantagem do Hyundai é grande e difícil de ignorar.
O vencedor do comparativo
Ainda assim, considerando o conjunto completo, o Geely EX2 Max é o vencedor deste comparativo. Não porque a eletrificação determine automaticamente o resultado, mas porque o modelo chinês consegue reunir mais argumentos objetivos dentro da mesma faixa de preço: custa menos, anda mais nas situações mais comuns do dia a dia, oferece mais espaço, tem acabamento superior e entrega uma quantidade maior de equipamentos.
Para quem pode carregar em casa, soma-se ainda um custo de utilização muito inferior ao de um carro a combustão. A combinação de economia, espaço interno, tecnologia e desempenho urbano faz do EX2 um competidor difícil de superar por R$ 135.100. É também esse equilíbrio que ajuda a explicar por que o modelo conquistou tanta atenção em mercados onde os elétricos já têm participação relevante.
Isso não significa que o i20 seja uma escolha inferior para todo mundo. Pelo contrário: para quem viaja frequentemente, não dispõe de estrutura de recarga ou valoriza mais o prazer ao volante, o Hyundai é a decisão mais coerente. Seu conjunto dinâmico é muito melhor resolvido e a facilidade de simplesmente parar num posto continua sendo uma vantagem considerável em determinadas rotinas.
Mas um comparativo precisa considerar o conjunto e declarar um vencedor. Neste duelo de aproximadamente R$ 140 mil, o Geely EX2 Max entrega mais pelo dinheiro e fica com o primeiro lugar. O i20 Ultimate termina logo atrás, com argumentos suficientemente fortes para mostrar que, entre um elétrico e um turbo flex, a melhor escolha individual continuará dependendo muito de como cada motorista realmente usa o automóvel.
Fichas técnicas
| Geely EX2 | Hyundai i20 1.0T AT6 | |
| MOTOR | Motor elétrico síncrono de ímã permanente (PMSM) no eixo traseiro |
dianteiro, transversal, 3 cilindros, 16 válvulas, 998 cm3, duplo comando de válvulas com variador na admissão e escape, injeção direta, turbo, flex
|
| POTÊNCIA/TORQUE |
116 cv e 15,3 kgfm
|
115 cv a 6.000 rpm e 17,5 kgfm a partir de 1.500 rpm
|
| TRANSMISSÃO |
câmbio de 1 marcha; tração traseira
|
câmbio automático de 6 marchas, tração dianteira
|
| SUSPENSÃO E RODAS |
McPherson na dianteira, eixo de torção na traseira; rodas aro 16" com pneus 205/60
|
McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira; rodas aro 17" com pneus 205/50
|
| PESO | 1.300 kg em ordem de marcha |
1.205 kg em ordem de marcha
|
| DIMENSÕES | comprimento 4.135 mm, largura 1.805 mm, altura 1.580 mm, entre-eixos 2.650 mm; | comprimento 4.130 mm, largura 1.780 mm, altura 1.505 mm, entre-eixos 2.580 mm |
| CAPACIDADES | bateria: 40,2 kWh (39,4 kWh úteis)/porta-malas: 375 litros + 70 litros frontal | tanque 50 litros; porta-malas 346 litros |
| PREÇO | R$ 136.800 (Max) | R$ 139.990 (Ultimate) |
| MEDIÇÕES MOTOR1 BR (gasolina e BEV) | ||
|---|---|---|
| Geely EX2 BEV | Hyundai i20 1.0T AT6 | |
| Aceleração | ||
| 0 a 60 km/h | 4,7 s | 5,0 s |
| 0 a 80 km/h | 6,7 s | 7,7 s |
| 0 a 100 km/h | 9,7 s em 153,9 m | 10,8 s em 176,7 m |
| 201 metros | 10,9 s a 106,9 km/h | 11,3 s a 103 km/h |
| Retomada | ||
| 40 a 100 km/h em S | 6,6 s em 136,5 m | 7,7 s em 157,0 m |
| 80 a 120 km/h em S | 7,2 s em 205 m | 7,4 s em 209,5 m |
| Consumo | ||
| Ciclo cidade | 10,2 km/kWh | 10,8 km/l |
| Ciclo estrada | 7,6 km/kWh | 16,2 km/l |
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