Nova Toyota Hilux híbrida 2026: já dirigimos a nova geração da picape que chegará ao Brasil
Picape japonesa muda por dentro e por fora: veja como é a versão com motor diesel hibrido-leve
A Toyota Hilux é um dos carros mais famosos do mundo, com quase 60 anos de história (58, para ser mais preciso), durante os quais tem sido muito apreciada por sua robustez, solidez e, consequentemente, confiabilidade.
Desde 1968, foram vendidas mais de 27 milhões de unidades ao redor do mundo, frequentemente utilizadas em condições climáticas extremas e em terrenos difíceis — situações nem sempre ideais para a manutenção da mecânica ou da carroceria. E agora essa picape japonesa chegou à nona geração com motorização híbrida a diesel de 48 volts, uma versão 100% elétrica e com uma variante a hidrogênio prevista para 2028. Veja a seguir como é e como se comporta a nova Toyota Hilux 2026.
Um novo visual, mas não cresceu
Para a nova geração da Toyota Hilux, os designers introduziram uma nova identidade, sem alterar substancialmente as dimensões. Estamos falando de 5,32 metros de comprimento, 1,87 metro de altura, 1,86 a 1,89 metro de largura (dependendo das versões) e 3,09 metros de distância entre eixos, com a única configuração disponível sendo a de cabine dupla.
A distância ao solo é de 31 cm, com um ângulo de ataque de 29°, um ângulo de saída de 24° e uma profundidade de submersão de 70 cm. O peso declarado em vazio varia, dependendo das versões, entre 2.175 kg e 2.345 kg, totalizando 3.210 a 3.250 kg em ordem de marcha, com 1.025 a 1.065 kg de carga útil e com a capacidade de rebocar uma carga freada de 3.500 kg (ou 750 kg sem freio).
Na dianteira, há novos faróis, mais finos do que antes, com uma faixa escura que abriga o nome TOYOTA por extenso. Logo abaixo, a grade pintada na cor da carroceria foi redesenhada com um padrão hexagonal que remete às geometrias mais marcantes da nova Hilux.
De fato, há mais arestas e ângulos, inclusive nas laterais, nos arcos dos para-choques, no design das rodas de liga leve (que podem ter 17" ou 18"), que também foram aliviadas em cerca de 1 kg por roda, combinadas com pneus mais silenciosos. Os estribos laterais são mais largos e os degraus traseiros facilitam o acesso à área de carga.
Por dentro, sensação de luxo
O interior da nova Hilux 2026 segue o do Toyota Land Cruiser, criando assim uma sensação de família entre os dois veículos da Toyota mais especializados para off-road e para usos mais exigentes. A qualidade percebida aumentou, sem deixar de lado as exigências de robustez e praticidade na limpeza dos materiais de revestimento, que alternam superfícies rígidas com outras mais macias.
Os bancos são mais acolchoados, têm a seção de assento mais longa, novos encostos de cabeça e, nas versões mais bem equipadas, são ajustáveis eletricamente em 8 posições. O painel de instrumentos e o painel de controle apresentam um desenho horizontal mais linear do que no passado e, assim como a tela central do sistema de multimídia, agora também o painel de instrumentos é digital, em ambos os casos com dimensões que chegam a 12,3".
A personalização do sistema de multimídia permite escolher entre os temas Casual, Smart, Tough ou Sporty, e atrás do volante é possível ter uma configuração com um, dois ou três mostradores. Tem a compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto, além da visualização em 360° das câmeras, recriando também uma visão virtual das rodas e do terreno sob o capô.
O volante foi redesenhado, com raios mais finos e comandos que agrupam as funções de entretenimento à esquerda e de assistência à direção à direita.
O console central foi ampliado e abriga os botões físicos para o ar-condicionado, os para alternar entre tração traseira e tração nas quatro rodas — inclusive ao engatar as marchas reduzidas — e os para selecionar a potência do motor e o gerenciamento eletrônico da tração. No túnel central, há também um seletor tradicional, do tipo alavanca, para a transmissão automática, além de botões para o freio de mão elétrico e o sistema de auto hold.
Há mais espaço para objetos no compartimento sob o apoio de braço central, no compartimento refrigerado no painel e nos novos porta-copos laterais, equipados com tampa. Não faltam entradas USB, inclusive para os passageiros nas versões mais bem equipadas, que também contam com estação de recarga sem fio para o celular.
Ao volante
Este primeiro test drive foi organizado pela Toyota na Bulgária, para testar as capacidades da nova Hilux em terrenos off-road. Os comandos — botões, alavancas e seletores físicos — da tração integral 4WD ficam no meio do painel central, facilmente acessíveis logo abaixo dos botões de controle do ar-condicionado. Assim, é possível utilizar o sistema Multi-Terrain Select, com a ajuda também das imagens do Panoramic View Monitor, que mostram o posicionamento das rodas no terreno por meio de uma visão virtual através do capô.
Existem 3 modos de potência do motor, enquanto para o gerenciamento da tração é possível escolher entre os programas areia, terra, lama, rochas, estrada de terra, neve e o modo automático, que ajusta os parâmetros com base nos sensores do veículo.
Mesmo deixando tudo no modo “auto” e contando apenas com a tração traseira, nas trilhas em meio às florestas da Bulgária, a nova Hilux se saiu muito bem até mesmo em terrenos com sulcos já cavados, alguns trechos pedregosos e áreas sombreadas com algumas poças, seguidas por estradas enlameadas.
Quando não consegui mais avançar em uma subida, com as rodas traseiras patinando, engatei a tração nas quatro rodas e, sem nenhum esforço, voltei a andar. E ainda poderia ter bloqueado o diferencial traseiro e engatado as “marchas reduzidas”. O que tentei fazer em algumas descidas íngremes, onde até mesmo o sistema de controle eletrônico de velocidade funcionou perfeitamente.
As suspensões absorveram muito bem até mesmo as solicitações mais exigentes, com um excelente amortecimento hidráulico dos amortecedores, combinados com as molas helicoidais na dianteira e as molas de lâmina na traseira.
É verdade que, na condução em estrada, o ajuste da suspensão transmite alguns solavancos, mas isso se justifica pela eficácia do Hilux 2026 em uso fora da estrada. Lá, aliás, nas curvas, a direção oferece uma resposta mais precisa do que o esperado, com uma boa consistência mesmo nos pequenos movimentos do volante. E o pedal do freio também é linear; nas acelerações subsequentes, os 500 Nm de torque do motor a diesel (às vezes com a ajuda dos 65 Nm do híbrido) sustentam bem a marcha em baixas rotações do motor turbo diesel de 4 cilindros e 2,8 litros.
A alavanca da transmissão automática de 6 marchas tem a lógica de uso manual invertida; especialmente nas descidas, eu teria preferido empurrar para reduzir a marcha e puxar para aumentar a marcha. A reatividade da transmissão com conversor de torque, no restante, é adequada para uma picape. Por outro lado, melhoraria a velocidade com que os painéis do painel de instrumentos e do sistema de entretenimento exibem os diferentes modos de direção selecionados na condução off-road, assim como as imagens das câmeras ou dos sensores, que apresentam um certo atraso quando, por exemplo, se passa por trechos com arbustos ou rochas.
E o Brasil?
A produção da nova Toyota Hilux não deve demorar para começar na Argentina. A nova geração já foi flagrada em testes na nossa região e deve estrear esse mesmo conjunto híbrido-leve em 2027 também no mercado brasileiro. Chegará em um momento onde boa parte de suas concorrentes também estarão em eletrificação, como a Ford Ranger com um sistema PHEV também produzido na Argentina.
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