Avaliação Fiat Strada Volcano 1.3 CVT: a liderança na flexibilidade
Versão intermediária entrega bom pacote para um público que precisa de conforto e trabalho
Lançada em 1998 e líder de vendas entre as picapes compactas desde o ano 2000, a Fiat Strada acumula conquistas impressionantes. Combinando praticidade para o trabalho e conforto para o lazer, a Strada oferece diversas versões o que amplia sua versatilidade, fórmula de sucesso que tem garantido à picape o título de veículo leve mais vendido do país nos últimos quatro anos consecutivos.
Com sete versões disponíveis, entre cabine simples e dupla, diferentes motorizações e opções de câmbio manual e automático, a versão Volcano cabine dupla com motor 1.3 e câmbio automático CVT se destaca por oferecer um pacote completo voltado tanto para o conforto quanto para a segurança. Essa configuração reúne diversos equipamentos que a tornam uma das mais atraentes da linha, especialmente para quem busca uma picape versátil para o uso urbano e rural.
Segurança, interatividade e conforto
Entre os itens de série, a Strada Volcano oferece airbags frontais e laterais, direção elétrica, computador de bordo, sensor de estacionamento traseiro, indicador de pressão dos pneus, controle de estabilidade, controle de tração, freios ABS e assistente de partida em rampa (Hill Holder). Esses recursos tornam a condução mais segura e confortável, mesmo em condições adversas ou com o veículo carregado.
No seu interior, a versão conta com os acabamentos internos em preto, como as colunas, o forro do teto e os painéis das portas com detalhes em prata e preto brilhante que valorizam o interior, mesmo sendo predominantemente em plástico. O modelo oferece uma central multimídia com tela de 7", que se destaca pela boa fluidez e rápida conectividade.
Os comandos de áudio estão posicionados na parte traseira do volante, enquanto os botões para atendimento telefônico e acesso às funções do computador de bordo ficam na parte frontal, facilitando a operação durante a condução. No entanto, quando se trata da regulagem do volante, há apenas a opção de ajuste de altura, não sendo possível regular a profundidade.
O console central conta com carregamento por indução para smartphones, porta-copos e apoio de braço retrátil fixado ao banco do motorista. Para os passageiros do banco traseiro, embora o espaço para as pernas seja um pouco limitado, há comodidades como vidros elétricos, uma tomada USB e porta-copos localizado entre os bancos dianteiros.
Visual externo e compartimento de cargas
A Fiat Strada vem equipada com rodas de liga leve de 16", calçadas com pneus 205/55, garantindo boa estabilidade. Já no visual, as molduras nos para-lamas, maçanetas na cor do veículo e retrovisores em preto brilhante conferem um toque de sofisticação. O seu sistema de iluminação é completo, com faróis em LED, luzes de posição diurna (DRL) e faróis de neblina no para-choque, que aumentam a segurança em diferentes condições de visibilidade.
Na traseira conta com para-choque com estribo integrado, barra protetora do vidro traseiro, santantonio e rack de teto, deixando o visual mais robusto e com apelo aventureiro. Já na caçamba, elemento essencial em uma picape de perfil utilitário, conta com uma capacidade de carga na versão equipada com câmbio CVT de até 600 kg e um volume de 844 litros. Entre os destaques do compartimento de cargas, estão a luz interna com acionamento por botão no painel, protetor de caçamba, ganchos para fixação e capota marítima, que proporcionam praticidade e proteção no transporte de cargas.
Desempenho, consumo e suspensão
A Fiat Strada conta com o já conhecido motor 1.3 Firefly flex de quatro cilindros aspirado, aliado ao câmbio automático CVT. Com etanol, o conjunto entrega 107 cv de potência e 14,2 kgfm de torque. Já com gasolina, a potência cai para 98 cv, com torque de 13,2 kgfm.
Durante nosso teste de consumo, abastecido com gasolina e ar-condicionado ligado, obtivemos 11,9 km/l em nosso circuito urbano, um número inferior ao declarado pelo Inmetro, que é de 12,6 km/l. No percurso rodoviário, mantendo velocidades entre 100 e 120 km/h, o consumo foi de 14 km/l, superando os 13,5 km/l divulgados oficialmente. Com etanol, o Inmetro informa o consumo urbano de 8,9 km/l e rodoviário de 9,7 km/l.
Em outro teste com quatro ocupantes, em uma viagem de aproximadamente 360km com trechos de serra e subidas, o consumo ficou em 12,5 km/l, um resultado satisfatório, considerando o relevo e os quatro ocupantes. No entanto, o desempenho do motor 1.3 aspirado mostrou-se limitado em retomadas de velocidade e ultrapassagens, mesmo com a função Sport ativada, que faz o câmbio CVT simular trocas de marchas em rotações mais elevadas.
Após finalizar os testes com 560 km rodados, sendo cerca de 70% em estrada e 30% em área urbana, a média geral de consumo ficou em 12,4 km/l. Seu tanque com capacidade de 55 litros, ainda indicava no painel uma autonomia de 140km, estimando uma autonomia de cerca de 700km com um tanque cheio de gasolina. Para um veículo equipado com motor aspirado e transmissão CVT, o seu consumo surpreendeu nas diversas condições dos testes.
Contando com os pneus radiais que colaboram para um rodar mais suave e aliado com o conjunto de suspensão, com sistema McPherson e molas helicoidais na dianteira e eixo rígido com molas parabólicas longitudinais na traseira, o bom acerto e altura elevada em relação ao solo, proporcionam uma condução estável, garantindo firmeza e bom desempenho em diferentes tipos de terreno.
Preço e pacote de acessórios
O preço divulgado para a versão avaliada parte de R$ 135.990 na cor sólida Preto Volcano. As demais cores sólidas disponíveis como o Branco Banchisa e Vermelho Monte Carlo (cor do modelo avaliado) acrescentam R$ 990 ao valor. Já as cores metálicas, como Cinza Silverstone e Prata Bari, têm acréscimo de R$ 2.290.
A versão avaliada estava equipada com o pacote “Pack Volcano Plus”, que custa R$ 3.900 e inclui bancos com revestimento mesclado de couro e tecido, volante revestido em couro, apoio de braço central, ar-condicionado digital e automático, câmera de ré e paddle-shifters. Somando o valor da cor sólida Vermelho Monte Carlo e o pacote citado, o total chega a R$ 140.880.
Sucesso e líder de vendas
A disputa pelo título de veículo mais vendido do Brasil em 2025 segue intensa. Em julho, o Volkswagen Polo levou a melhor, superando a Strada por apenas 45 unidades. No entanto, no acumulado do ano, a picape compacta da Fiat ainda mantém uma folgada liderança, com mais de 5.000 veículos vendidos a mais. Apesar da leve desvantagem no mês, a Fiat Strada se destacou em nível regional: foi o modelo mais vendido em 15 estados brasileiros, dominando nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Esse desempenho reforça sua popularidade fora dos grandes centros urbanos do Sul e Sudeste, onde o Polo tradicionalmente tem uma presença mais forte.
Seu sucesso se deve a uma combinação de versatilidade e custo-benefício, além de uma linha completa com sete versões. Com isso consegue atender tanto o pequeno comerciante que precisa de um veículo de carga confiável quanto o consumidor que busca um carro para o dia a dia, com visual moderno e conforto de um veículo de passeio e é justamente essa flexibilidade que sustenta sua liderança no mercado nacional em 2025.
Fiat Strada 1.3 CVT
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