O Salão de Detroit 2026 se apresentou como a sombra do que, por décadas, foi um dos compromissos-chave da indústria automobilística mundial. Realizado em apenas um pavilhão, o evento teve dimensões reduzidas e uma atmosfera mais parecida com uma feira local do que com um salão internacional. A participação das montadoras foi limitada, com poucas marcas presentes oficialmente e outras representadas apenas por meio das redes de concessionárias. A ausência total de estreias mundiais e de coletivas de imprensa deixou evidente a perda de centralidade do evento. Em um mercado enorme como o dos Estados Unidos, o Salão de Detroit acabou refletindo as dificuldades estruturais do automóvel americano: pouca inovação visível, estratégia defensiva e um papel cada vez mais marginal no cenário global.

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