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Novo Hyundai Tucson 2027 aposta forte nos híbridos e chega a 292 cv

Maior do que o Santa Fé da geração anterior, SUV aposta em motores eletrificados e no visual polêmico para se destacar

2027 Hyundai Tucson Limited
Foto de: Hyundai

Poucas fabricantes tradicionais parecem tão dispostas quanto a Hyundai a abandonar uma receita visual que ainda funciona quando chega a hora de trocar uma geração. Em vez de simplesmente evoluir o desenho anterior, a coreana mostra cada vez mais que não tem problema nenhum em mudar totalmente seus carros, por mais polêmico que o resultado fique. E o mais novo exemplo disso é o Tucson 2027.

Agora, pouco mais de um mês da revelação das primeiras imagens da nova geração do SUV médio, a coreana resolveu mostrar tudo o que ainda tinha ficado em aberto, caso das novas motorizações, agora com maior foco nos híbridos, além da tecnologia embarcada, grande destaque do novo carro.

Híbrido agora tem dois motores elétricos

Para a América do Norte, onde o SUV acaba de chegar, a gama começa com o motor 1.6 turbo a gasolina TGDI, bem parecido com o oferecido aqui no Creta, mas oferecido em diferentes níveis de eletrificação.

Na configuração convencional, ele entrega 187 cv, enquanto o híbrido mantém boa parte da arquitetura mecânica conhecida da geração anterior, mas passa a contar com um segundo motor elétrico integrado diretamente ao virabrequim.

Hyundai Tucson 2026
Foto de: Hyundai

Com cerca de 17 cv, esse pequeno propulsor substitui o antigo motor-gerador acionado por correia e assume funções que vão além de simplesmente ligar o motor a combustão, já que também pode ajudar a movimentar o carro durante acelerações mais fortes e recuperar energia nas desacelerações.

O motor elétrico principal, por sua vez, continua instalado entre o 1.6 turbo e o câmbio automático de seis marchas, entregando aproximadamente 65 cv e recebendo energia de uma bateria de 1,49 kWh e 270 volts.

Amostra de assento Hyundai Tucson (2026)
Foto de: Hyundai

A potência combinada sobe ligeiramente, de cerca de 234 cv para 236 cv, enquanto o torque passa de aproximadamente 37,5 para 38,7 kgfm. A diferença mais perceptível aparece no consumo, já que, com tração dianteira e rodas de 17", a Hyundai estima até 17,9 km/l, contra cerca de 16,2 km/l do Tucson híbrido anterior, enquanto as versões com tração integral ficam entre aproximadamente 17 e 17,9 km/l.

PHEV ganha bateria maior e chega aos 292 cv

A versão híbrida plug-in segue praticamente a mesma arquitetura, mas trabalha com um motor elétrico principal mais potente e uma bateria de maior capacidade, combinação que aumenta bastante a participação da eletricidade no conjunto. O propulsor elétrico passa de aproximadamente 98 para 107 cv e ajuda a levar a potência combinada aos 292 cv, cerca de 20 cv a mais que na geração anterior.

A bateria, por sua vez, cresce de 13,8 para 17,1 kWh e permite, segundo a Hyundai, percorrer aproximadamente 80 km sem ligar o motor a combustão. A fabricante não informou, porém, em qual ciclo essa autonomia foi calculada, portanto não é possível compará-la diretamente aos cerca de 51 km homologados pela EPA no Tucson PHEV anterior.

Mesmo com o aumento da capacidade, não haverá recarga rápida em corrente contínua, enquanto o carregador embarcado em corrente alternada trabalha com potência máxima de 7,2 kW. Todas as motorizações passam ainda a utilizar uma bomba d'água elétrica integrada, e o híbrido convencional ganha o chamado Stay Mode, que mantém climatização e sistema de áudio funcionando mesmo com o motor a combustão desligado.

2027 Hyundai Tucson XRT

2027 Hyundai Tucson XRT

Foto de: Hyundai

Quase um SUV grande

Se a mecânica ficou mais sofisticada, a carroceria também cresceu bastante para acompanhar a mudança de geração. Como mostramos durante a apresentação global em agosto, o novo Tucson ganhou cerca de 6 cm no comprimento e agora chega aos 4,70 metros. Apenas como referência, é basicamente a mesma dimensão do Santa Fé de terceira geração (4,69 metros), vendido entre 2014 e 2020.

Nas outras dimensões, como a largura, o SUV aumentou aproximadamente 4 cm, para 1,91 m, enquanto na altura cresceu 2 cm, chegando aos 1,68 m. A distância entre-eixos também ficou maior, passando aos 2,78 metros, e até o acesso à segunda fileira melhorou, com as portas traseiras abrindo agora em até 83°, dez graus a mais que anteriormente. Nas configurações convencionais, o vão livre do solo é de 180 mm, enquanto a XRT Pro, de proposta mais aventureira, vai aos 210 mm.

As proporções maiores ajudam justamente a reforçar a ruptura com as gerações anteriores já vista no desenho. O modelo vendido até o início deste ano — e que nunca chegou oficialmente ao Brasil — ficou marcado pela carroceria cheia de vincos e pelos faróis praticamente escondidos na grade, enquanto o Tucson 2027 adotou superfícies mais planas, linhas horizontais e uma carroceria muito mais quadrada, repetindo a nova direção visual que a Hyundai começou a mostrar também em modelos como o i20.

Amostra de assento Hyundai Tucson (2026)
Foto de: Hyundai

Multimídia é quase uma TV

A transformação continua dentro da cabine, onde o Tucson estreia a nova geração do sistema Pleos Connect. Dependendo da configuração, a central multimídia pode ter 12,9" ou chegar a enormes 17", enquanto o quadro de instrumentos digital usa uma tela mais fina de 9,9", posicionada diretamente no campo de visão do motorista.

Baseado no Android Automotive OS, o sistema permite instalar aplicativos como Spotify e Waze diretamente no carro, além de receber atualizações remotas de software e oferecer o Gleo AI, novo assistente de voz da marca desenvolvido para interpretar comandos mais complexos em linguagem natural.

Mesmo com a tela assumindo um papel muito maior no painel, a Hyundai fez a lição de casa e não levou a digitalização ao extremo, mantendo uma fileira de controles físicos logo abaixo da multimídia para funções de uso frequente, evitando assim que o motorista seja obrigado a navegar por vários menus para realizar ajustes simples durante a condução.

As versões a gasolina e híbrida começam a chegar às concessionárias dos Estados Unidos no início de 2027, enquanto o híbrido plug-in deve aparecer posteriormente, caso sua comercialização por lá seja confirmada.

Hyundai Tucson 2026
Foto de: Hyundai

E o Brasil?

Por aqui, como se sabe, a Hyundai já não oferece o Tucson há algum tempo. Durante o primeiro boom da marca no país, ocorrido em meados dos anos 2000 e na virada para a década de 2010, foi justamente o Tucson a grande menina dos olhos da marca e também do grupo brasileiro CAOA, que comandava a operação por aqui.

O que você pensa sobre isso?

Desde 2012, no entanto, a matriz da marca coreana resolveu assumir as rédeas da operação brasileira, criando a fábrica que hoje faz HB20, Creta, i20 e, muito em breve, também o Bayon. Nessa, o Tucson foi perdendo cada vez mais espaço e ficando desatualizado, até que saiu definitivamente de linha em meados de 2025.

Caso volte, será pelas mãos da própria marca, provavelmente como importado e apenas em suas versões eletrificadas. Como a Hyundai já citou em outras ocasiões que pretende aumentar seu volume por aqui, a chegada da quinta geração do SUV não está descartada, mas não está nas primeiras prioridades da coreana no momento.

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