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Novo BMW Série 3 2027: muda tudo por fora, mantém tração traseira e chega a 443 cv

Sedã herda visual do i3, mantém seis-cilindros no M350 e estreia em 2027 até com modo drift

BMW M350 xDrive 2027
Foto de: BMW

A BMW criou polêmica ao apresentar ao mundo, no início do ano, um Série 3 100% movido a baterias. Com nova base e visual herdado do iX3, ele criou uma ruptura com quase tudo pelo qual o modelo médio da alemã ficou conhecido em seus mais de cinquenta anos de história. Mas os fãs mais puristas podem ficar tranquilos, já que a marca não se esqueceu da versão a combustão.

Revelado agora, o novo Série 3 tradicional até ganhou a mesma cara inspirada na Neue Klasse e boa parte da tecnologia do irmão elétrico, mas preservou a arquitetura do modelo atual, incluindo motores montados longitudinalmente e tração traseira nas versões sem xDrive. A gama estreia em 2027 com opções 330 e M350, esta última equipada com o conhecido seis-cilindros em linha e exatos 443 cv.

Parece um i3, mas continua o Série 3 que conhecemos

A transformação visual é grande o suficiente para fazer o novo Série 3 parecer uma geração completamente diferente do carro vendido atualmente, especialmente quando observado de frente.

Os faróis ficaram bem mais estreitos e passaram a se integrar visualmente aos rins, que ganharam formato mais horizontal, enquanto capô, para-choque e superfícies mais limpas aproximam o sedã diretamente da linguagem inaugurada pela Neue Klasse no iX3 e levada depois ao i3 elétrico.

2027 BMW Série 3
Foto de: BMW

Nem tudo, porém, pôde ser simplesmente copiado do irmão movido a baterias, já que a versão a combustão continua precisando alimentar e refrigerar seus motores. Por isso, a dianteira mantém entradas de ar funcionais e uma grade efetivamente aberta, além de poder receber, nas versões M Performance, elementos amarelos na iluminação dos faróis, recurso que ajuda a diferenciar os modelos mais esportivos dentro da nova identidade visual da marca.

De perfil, a manutenção da arquitetura atual fica bem mais evidente, com capô longo, cabine recuada e proporções que continuam seguindo a receita clássica de um sedã com motor instalado longitudinalmente e tração traseira.

BMW 320d (G20)
BMW 320 (G50)

O desenho ficou mais limpo com a adoção de maçanetas embutidas e superfícies menos carregadas, enquanto as rodas de liga leve terão 19" de série e poderão chegar a 20" como opcional nas configurações mais caras.

A traseira volta a se aproximar bastante do i3, especialmente pelo formato mais fino e horizontal das lanternas, acompanhado por uma tampa com menos recortes e linhas que fazem o carro parecer mais largo.

2027 BMW Série 3
Foto de: BMW

No M350 xDrive, essa mesma carroceria ganha spoiler, detalhes externos em preto, para-choques e saias próprios, freios M Sport azuis e quatro saídas de escapamento, deixando claro que, apesar da aparência inspirada em um elétrico, ainda existe um seis-cilindros trabalhando ali.

Por dentro, a influência da Neue Klasse é igualmente grande, com a adoção do Panoramic iDrive, que concentra informações ao longo da base do para-brisa e muda completamente a maneira como o motorista consulta os principais dados do carro.

BMW M340i xDrive (G20)
BMW M350i xDrive (G50)

A tela central trapezoidal tem 17,9", usa a nova geração do iDrive e trabalha em conjunto com um assistente de inteligência artificial baseado na Alexa, da Amazon, enquanto o sistema My Modes permite alterar iluminação e elementos gráficos conforme o modo escolhido.

O volante também segue a solução apresentada no i3, com desenho de raios centrais e comandos hápticos, embora o M350 receba uma peça própria com atalhos para funções como M Mode e Boost. A BMW ainda disponibilizará head-up display e aplicativos capazes de reproduzir filmes e programas com o veículo parado, mas, diferentemente de modelos maiores como X5 e i7, não haverá uma tela dedicada exclusivamente ao passageiro dianteiro.

BMW M350i xDrive (G50)
Foto de: BMW

M350 terá 443 cv e modo drift

Ao menos nos Estados Unidos, o novo Série 3 começará a carreira nas versões 330, 330 xDrive e M350 xDrive, abandonando também a letra "i" nos nomes dos modelos a combustão para evitar confusão com a nova família elétrica. O 330 continua equipado com um quatro-cilindros 2.0 turbo, agora com 259 cv e 40,8 kgfm de torque, sempre acompanhado pelo câmbio automático Steptronic de oito marchas e podendo ter tração traseira ou integral.

A principal novidade mecânica aparece no M350 xDrive, que passa a ocupar o posto de Série 3 M Performance mais potente já produzido ao combinar o conhecido seis-cilindros em linha 3.0 turbo a um sistema híbrido-leve de 48 V, entregando ao todo 443 cv e 59,1 kgfm.

BMW M350i xDrive (G50)
Foto de: BMW

O câmbio continua sendo o automático Steptronic de oito marchas, enquanto a tração integral xDrive ajuda o sedã a acelerar de 0 a 100 km/h em 4,1 segundos, com velocidade máxima limitada eletronicamente a 250 km/h.

Mesmo com tração integral, a BMW não esqueceu o comportamento de tração traseira historicamente associado ao modelo e criou para o M350 uma função chamada Drift Moment, capaz de direcionar toda a força para as rodas traseiras quando ativada pelo motorista.

O recurso não estará disponível desde o lançamento e será liberado por atualização de software ao longo de 2027, inclusive para unidades já entregues, tornando-se também a primeira aplicação desse tipo em um modelo da linha M Performance.

BMW M350i xDrive (G50)
Foto de: BMW
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Chega em 2027; e o Brasil?

O novo Série 3 começará a chegar às lojas no início de 2027, inicialmente nas versões 330, 330 xDrive e M350 xDrive. Apesar de dividir aparência, interior e boa parte da nova arquitetura eletrônica com o i3, a marca deixa bem clara a separação entre os dois produtos, mantendo no modelo a combustão características como motor longitudinal, câmbio automático convencional e a possibilidade de tração traseira.

Como é um modelo de extrema importância dentro da BMW também no Brasil, não deve demorar a chegar por aqui também, respeitando o prazo de homologação e tropicalização comum aos modelos da marca alemã. Resta saber se ele continuará a ser feito em Araquari, em Santa Catarina, de onde sai desde meados de 2014.

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