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Só 50 cm! Carro mais fino do mundo entra para o Guinness Book

Com 50,2 cm de largura, Fiat Panda 1993 criado por construtor italiano entra para o Livro dos Recordes

Fiat Panda 1993 é o carro mais estreito do mundo pelo Guinness
Foto de: Divulgação
Diogo De Oliveira Diogo De Oliveira

Um Fiat Panda de 1993 literalmente cortado ao meio acaba de garantir lugar no Guinness World Records. Construído pelo italiano Andrea Marazzi, o veículo tem somente 50,2 centímetros de largura e foi reconhecido oficialmente como o "carro dirigível mais estreito do mundo".

Para colocar a medida em perspectiva, o Panda é mais fino que uma Honda CG 160, cuja largura declarada é de aproximadamente 74 cm. O recordista também tem menos da metade da largura do modelo original, mas preserva o comprimento de cerca de 3,40 metros e a altura próxima de 1,42 m.

 

Um Panda feito sob medida

A transformação foi realizada durante aproximadamente um ano na oficina de Marazzi, localizada em Bagnolo Cremasco, na Itália. O projeto nasceu a partir de um Panda 1993 que seria descartado e exigiu a reconstrução das chapas da carroceria, do assoalho e de praticamente toda a suspensão.

Apesar das proporções incomuns, o construtor procurou conservar a identidade do Fiat. Portas, colunas, rodas, lanternas e partes dos faróis foram aproveitadas e adaptadas à carroceria estreita. Segundo o próprio Marazzi, mais de 90% dos componentes usados no projeto vieram do modelo original.

O Fiat Panda ocupa um espaço importante na história da fabricante italiana. Desenhada por Giorgetto Giugiaro, sua primeira geração foi apresentada em 1980 e serviu como ponto de partida para o projeto do Uno, lançado na Europa em 1983 e produzido no Brasil a partir do ano seguinte. As linhas retas e a proposta essencial explicam por que o Panda costuma ser tratado como o “irmão europeu” do nosso Uno.

Fiat Panda 1993 transformado por italiano é o carro mais estreito do mundo

Fiat Panda 1993 transformado por italiano é o carro mais estreito do mundo (Guinness World Record)

Foto de: Divulgação

Elétrico com bateria de 12 volts

As limitações de espaço impediram a manutenção do motor 0.8 a gasolina de 34 cv que equipava o Panda de 1993. O conjunto foi substituído por um pequeno propulsor elétrico, semelhante aos utilizados em scooters e alimentado por uma bateria de apenas 12 volts.

O desempenho, naturalmente, é bastante modesto. O Panda elétrico alcança aproximadamente 15 km/h e pode percorrer até 25 km por carga. São números suficientes para apresentações e deslocamentos curtos, especialmente porque o veículo pesa somente 246 kg.

A escolha da eletrificação também combina, ainda que de maneira quase acidental, com a própria história do modelo. O Panda recebeu uma versão elétrica de fábrica ainda em 1990. Chamado de Elettra, aquele carro chegava a 70 km/h e oferecia autonomia próxima de 100 km, como já mostrou o InsideEVs Brasil.

 

Só há espaço para o motorista

O interior foi dimensionado de acordo com o corpo do próprio Andrea Marazzi. Há somente um assento, com volante, pedais e comandos instalados no centro da cabine. O acesso exige certa habilidade, já que o espaço disponível está muito mais próximo do cockpit de um veículo experimental do que do habitáculo de um carro convencional.

Mesmo assim, o Panda consegue acelerar, frear, esterçar e se movimentar para a frente e para trás. Adaptar direção, transmissão, suspensão e freios a uma bitola tão reduzida foi justamente uma das etapas mais complexas do projeto.

A estabilidade lateral, por outro lado, é mínima. Por isso, o carro precisa contornar curvas praticamente em ritmo de caminhada e só chega à velocidade máxima em linha reta. Ele também não possui homologação para circular normalmente pelas ruas e é destinado a eventos e exibições.

Recorde reconhecido oficialmente

Embora o projeto tenha viralizado depois de aparecer em público, a marca foi registrada oficialmente em 21 de junho de 2025. Agora, o Panda ganhou projeção internacional ao integrar a nova edição do Guinness World Records. A organização certificou os exatos 50,20 cm de largura como o novo recorde mundial entre carros dirigíveis.

O que você pensa sobre isso?

Marazzi diz que a principal recompensa é observar a reação das pessoas diante do veículo. Mais do que uma tentativa de entrar para o livro dos recordes, o italiano considera o Panda uma demonstração de criatividade e um projeto capaz de provocar surpresa e arrancar sorrisos.

O resultado também preserva a vocação popular de um carro que permanece relevante na Europa. Décadas depois da estreia da primeira geração, o Panda continua em produção e até recebeu versões híbridas, como já detalhou o InsideEVs Brasil. Nenhuma delas, porém, chega perto das proporções deste exemplar único.

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