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Volkswagen Tera muda de nome e será fabricado fora do Brasil

SUV será chamado de Tengo na África do Sul, onde entrará em produção em 2027

Apresentação do VW Tengo na África do Sul, com o presidente Cyril Ramaphosa (1)
Foto de: Reprodução

A VW da África do Sul comemorou seus 75 anos neste 31 de agosto mostrando o próximo modelo que fará no país: o Tengo. É esse o nome local do Tera, que por enquanto é fabricado exclusivamente no Brasil.

Com lançamento marcado para 2027, em Kariega, na província do Cabo Oriental, o SUV compacto terá a missão de ocupar uma faixa mais acessível do mercado, abaixo do T-Cross. A festa de apresentação contou com a presença do presidente do país, Cyril Ramaphosa, que foi convidado a autografar o capô do carro. No mercado sul-africano, a Volkswagen pretende que o Tengo recupere espaço diante do avanço de marcas asiáticas, especialmente aquelas que importam carros mais baratos da Índia e da China.

Durante anos, a Volkswagen ocupou a segunda colocação entre as marcas mais vendidas do mercado sul-africano, atrás apenas da Toyota. Esse cenário mudou com o crescimento de fabricantes que oferecem carros de menor preço, especialmente a Suzuki/Maruti, que passou a ocupar a vice-liderança do ranking em 2025. Chery, GWM Haval e Mahindra são outras novas forças.

O projeto não é simplesmente montar o Tera brasileiro na histórica fábrica de Kariega, inaugurada com uma linha de CKDs do Fusca em 1951. A própria Volkswagen já havia confirmado que o desenvolvimento do SUV seria liderado pelo Brasil, em colaboração com a engenharia sul-africana. A versão local terá adaptações específicas, entre elas a direção do lado direito.

Apresentação do VW Tengo na África do Sul, com o presidente Cyril Ramaphosa (2)

Apresentação do VW Tengo na África do Sul, com o presidente Cyril Ramaphosa 

Foto de: Reprodução

De Tera para Tengo

O nome foi escolhido pelos próprios sul-africanos em uma votação promovida pela Volkswagen. As quatro opções apresentadas foram Tengo, Tavi, Tiva e Tion, todas seguindo a tradição da marca de batizar seus SUVs com nomes iniciados pela letra T.

De acordo com a VW, a palavra “Tengo” tem “um rico significado cultural em línguas africanas” e descreve qualidades “como força, resiliência e propósito”. A companhia alemã só não diz em qual língua africana, especificamente, a palavra teria esse sentido. A formulação é bastante vaga…

Nissan Terra - conflito de nomes

Nissan Terra - conflito de nomes

Foto de: Reprodução

A história verdadeira é bem mais trivial: em setembro de 2024, a VW chegou a solicitar o registro de Tera na África do Sul, mas o pedido teria sido provisoriamente recusado por possível conflito com Terra, nome usado pela Nissan. Isso ajuda a explicar por que o carro precisava de outro batismo naquele mercado. 

Por baixo da identidade diferente, porém, estará o SUV desenvolvido no Brasil sobre a plataforma MQB A0, arquitetura também utilizada por modelos como Polo, Virtus, Nivus e T-Cross. A Volkswagen ainda não divulgou as especificações mecânicas definitivas do Tengo, mas o mais provável é que receba o motor 1.0 TSI, já disponível nos Polo sul-africanos.

Polo Vivo - o VW mais vendido na África do Sul

Polo Vivo - o VW mais vendido na África do Sul

Foto de: Reprodução

A fábrica de Kariega atualmente produz o Polo (Mk6, com plataforma MQB A0, igual ao que é feito no Brasil), bem como o Polo Vivo (Mk5, com plataforma PQ25). Já há muita especulação na imprensa sul-africana de que a unidade produzirá também a Tukan.

Hoje, o Polo Vivo ainda exerce o papel de Volkswagen de entrada naquele mercado, enquanto o T-Cross é o SUV mais barato da marca. O problema é o espaço existente entre os dois. O Tengo pretende preenchê-lo, complementando as vendas do Polo Mk6.

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Fábrica recebeu investimento pesado

Para receber o Tengo/Tera, a Volkswagen anunciou investimento de 4 bilhões de rands, o equivalente a cerca de R$ 1,3 bilhão em conversão direta, na modernização de Kariega.

O dinheiro está sendo aplicado na adaptação das linhas, em equipamentos de produção, ferramental para componentes locais e controle de qualidade. Boa parte das modificações já foi concluída. A fábrica chegou a interromper a produção durante quatro semanas para finalizar alterações nas áreas de carroceria, pintura e montagem final. Depois disso, o projeto entrou na fase de comissionamento dos novos equipamentos.

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