Chevrolet Captiva híbrido plug-in será montado no Brasil ainda em 2026
Primeiro PHEV da GM no país junta-se ao Spark EUV e ao Captiva EV na fábrica do Ceará
Agora é oficial. Depois de ser flagrado pelo Motor1 Brasil em testes pelas ruas de São Paulo, em janeiro deste ano, o Chevrolet Captiva PHEV teve sua montagem no Brasil confirmada pela General Motors. O SUV híbrido plug-in será montado ainda em 2026 na Planta Automotiva do Ceará (PACE), a partir de kits importados da China.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (26) por Thomas Owsianski, presidente e diretor-geral da General Motors América do Sul. Segundo o executivo, o Captiva PHEV será o primeiro híbrido plug-in da Chevrolet feito em território nacional e o terceiro modelo a entrar na linha da PACE em menos de um ano.
“Direto da China, uma notícia importante para a General Motors no Brasil: o Chevrolet Captiva PHEV será produzido no país ainda este ano”, anunciou Owsianski em sua página no LinkedIn.
O novo Captiva se juntará ao Spark EUV e ao Captiva EV, hoje montados em regime SKD (Semi Knocked-Down) no Ceará, também a partir de conjuntos trazidos da China. A GM ainda não informou exatamente em que mês iniciará a produção do Captiva PHEV.
Wuling Starlight X
Wuling com gravatinha Chevrolet
Assim como ocorre com o Captiva EV, a versão híbrida é basicamente um Wuling Starlight S com frente modificada e a gravatinha da Chevrolet.
A Wuling integra a SAIC-GM-Wuling (SGMW), associação entre a General Motors e as fabricantes chinesas SAIC Motor e Wuling Motors. É dessa parceria que vêm os projetos que deram origem aos novos eletrificados da Chevrolet destinados ao Brasil e a outros mercados da região.
No caso do Captiva PHEV, o parentesco com o Starlight S vai muito além da aparência. Plataforma, carroceria, dimensões, interior, conjunto mecânico e até rodas, faróis e DRLs vêm do modelo da Wuling. As principais diferenças visuais estão no para-choque dianteiro, redesenhado para receber a identidade da Chevrolet, e nos logotipos da marca.
No flagrante feito pelo Motor1 Brasil em janeiro, a versão híbrida plug-in pôde ser identificada pela presença de duas portinholas na carroceria: uma para a recarga da bateria e outra para o abastecimento do tanque de combustível.
Híbrido de 204 cv e autonomia de 1.000 km
O modelo já é vendido na Argentina, e as especificações divulgadas naquele mercado dão uma boa ideia do que podemos esperar da configuração brasileira.
O conjunto híbrido plug-in combina um motor 1.5 aspirado a gasolina com um motor elétrico alimentado por uma bateria de 20,5 kWh. A potência máxima é de 204 cv e o torque chega a 31,6 kgfm. A tração é dianteira.
Segundo os dados divulgados para o Captiva PHEV argentino, o SUV pode rodar cerca de 80 km apenas com eletricidade. Combinando a carga da bateria com o tanque de combustível, a autonomia total chega a aproximadamente 1.000 km.
O Captiva PHEV mede 4,74 metros de comprimento, 1,89 m de largura e 1,68 m de altura, com 2,80 m de distância entre eixos. O SUV tem configuração para cinco passageiros.
Na Argentina, a lista de equipamentos inclui rodas de liga leve de 18 polegadas, controle de cruzeiro adaptativo, bancos com ajustes elétricos, teto solar panorâmico, câmera de 360 graus e pacote de assistências à condução. O painel de instrumentos digital tem 8,8 polegadas, enquanto a central multimídia tem 15,6 polegadas.
A Chevrolet ainda não revelou se o Captiva PHEV montado nas antigas instalações da Troller, em Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza, terá exatamente as mesmas especificações e equipamentos do que é vendido na Argentina.
Por aqui, o modelo terá uma parada duríssima pela frente: brigar com BYD Song Pro e Song Plus, Jaecoo 7, GWM Haval H6 PHEV, Geely EX5 EM-i, CAOA Chery Tiggo 7 PHEV e Omoda 7, rivais que hoje custam entre R$ 180 mil e R$ 290 mil. Se a General Motors conseguir encaixar o Captiva PHEV na faixa dos R$ 200 mil a R$ 220 mil, entrará muito bem nessa disputa.
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