Novo BMW Série 1 vai agradar e irritar os puristas ao mesmo tempo
Tração traseira estará de volta após quase uma década, mas somente no futuro i1 elétrico, previsto para chegar em 2028
A BMW não desistiu de seu principal hatch médio e já se prapara para lançar uma das maiores mudanças na história do Série 1. Depois de abandonar a tração traseira em 2019, o alemão se prepara para recuperar a configuração que marcou suas primeiras gerações, mas de uma forma bem diferente: agora em uma plataforma desenvolvida exclusivamente para carros elétricos.
É daí que deverá nascer o BMW i1, futuro elétrico de entrada da marca e integrante da família Neue Klasse. Previsto para 2028, ele não deverá significar o fim imediato das versões a combustão do Série 1. A expectativa, tal como ocorrerá com o Série 3 e o I3, é que os dois convivam na gama, com aparência semelhante, mas arquiteturas e propostas bastante diferentes.
BMW Série 1 (2028), a renderização da Motor1.com
Visual seguirá novo Série 3
Ainda não existem imagens oficiais do novo i1, mas, com base nas informações conhecidas até agora e na linguagem visual adotada pela Neue Klasse, Motor1.com preparou uma projeção de como poderá ser o futuro compacto.
Como já acontece há algumas gerações, a nova linhagem do hatch será exclusivamente de cinco portas, mas abandonará parte das linhas mais carregadas do Série 1 atual. A dianteira deverá ser mais limpa, com superfícies simples e uma releitura mais compacta da tradicional grade de duplo rim, seguindo o caminho adotado pelos novos elétricos da BMW.
As proporções, por outro lado, continuam tipicamente esportivas. Capô relativamente longo, balanços curtos e teto levemente inclinado ajudam a diferenciar o modelo de elétricos com desenho mais próximo ao de monovolumes ou SUVs.
Desde a terceira geração, Série 1 passou a ter tração nas rodas dianteiras
Tração traseira está de volta
A maior novidade, porém, estará escondida sob a carroceria. Segundo informações de bastidores, o futuro i1 utilizará uma arquitetura exclusivamente elétrica preparada para receber o motor no eixo traseiro, trazendo assim a clássica configuração que marcou a história do hatch alemão.
As duas primeiras gerações ficaram conhecidas justamente por manter uma configuração incomum entre hatches, com motor longitudinal e tração traseira. Isso mudou em 2019, quando a terceira geração passou a utilizar uma plataforma de tração dianteira compartilhada com outros modelos do grupo.
Desta vez, porém, a volta às origens acontecerá sem um motor a combustão sob o capô. A arquitetura elétrica permitirá posicionar o propulsor diretamente no eixo traseiro e deverá ajudar a BMW a buscar uma distribuição de peso mais equilibrada, mantendo parte das boas características dinâmicas pelas quais sempre foi conhecida.
Série 1 a combustão continuará vivo
Isso não quer dizer que a BMW esteja preparando uma aposentadoria imediata dos motores a combustão em seu menor hatch. Pelo contrário: a expectativa é que as versões a gasolina e híbridas leves continuem sendo oferecidas paralelamente ao i1.
A estratégia deverá ser semelhante à adotada pela fabricante em outras partes da gama. Enquanto o elétrico utilizará uma plataforma própria da Neue Klasse, o Série 1 convencional deverá continuar baseado em uma arquitetura voltada aos motores a combustão e com tração dianteira.
Com isso, a BMW poderá ter dois hatchs visualmente bastante próximos, mas tecnicamente distintos. O i1 ocupará o posto de elétrico de entrada da fabricante, enquanto o Série 1 continuará atendendo aos mercados e consumidores nos quais os motores a combustão ainda possuem demanda.
Quando chega e quanto vai custar?
A apresentação do novo BMW i1 é esperada para 2028. Caso o cronograma se confirme, o hatch também ocupará indiretamente o espaço deixado pelo primeiro i3, produzido entre 2013 e 2022 e que durante quase uma década funcionou como porta de entrada para quem queria um BMW movido a baterias.
Ainda é cedo para falar em versões, potência, bateria ou autonomia. O preço também não foi definido, mas as primeiras estimativas apontam para algo entre 35 mil e 40 mil euros na Europa. A ideia seria posicioná-lo próximo de outros elétricos premium de entrada, como o Mercedes-Benz CLA e o futuro Audi A2.
De todo modo, muita água ainda pode rolar até 2028. Até agora, a BMW não confirmou oficialmente o i1 nem revelou detalhes técnicos do modelo, fazendo com que boa parte das informações disponíveis ainda venha de bastidores.
E no Brasil?
O Série 1, vale lembrar, voltou ao Brasil recentemente após um período fora do nosso mercado, mas em uma estratégia bastante diferente da adotada no passado. Em vez das versões convencionais, a BMW trouxe apenas o esportivo M135, posicionando o hatch em uma faixa mais alta de preço e desempenho.
Por aqui, a tendência é que a estratégia atual seja mantida e que um eventual novo Série 1 continue restrito à configuração esportiva, disputando espaço com Honda Civic Type R, Toyota GR Corolla e Volkswagen Golf GTI. E nada impede que ele siga um caminho parecido com o do M3, que continuará tendo versão a combustão e ganhará também uma inédita derivação elétrica em breve.
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