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Parceria sim, fusão não: Honda e Nissan terão colaboração no futuro

Japonesas compartilharão novo sistema operacional desenvolvido inicialmente pela Nissan

Honda Nissan
Foto de: ChatGPT

Veículos definidos por software. Esse é o grande passo para a indústria automotiva. Modelos definidos por software, nos quais linhas e mais linhas de código compõem seu DNA. Isso exige conhecimento e investimentos e, provavelmente por isso, segundo alguns rumores, Honda e Nissan teriam decidido deixar de lado qualquer discussão sobre uma fusão, concentrando-se mais no desenvolvimento conjunto de um sistema operacional para os modelos do futuro.

A base já existe

Segundo informações vindas do Japão, a base seria o sistema operacional desenvolvido pela Nissan, que seria aprimorado para se tornar, de fato, o cérebro dos veículos de próxima geração. Uma decisão importante para Honda e Nissan, que levaria à padronização do software e também aceleraria o desenvolvimento de veículos definidos por software, para competir melhor com montadoras norte-americanas e chinesas.

As duas montadoras também deverão compartilhar unidades de controle eletrônico, responsáveis por controlar os sistemas dos veículos com base nas instruções do sistema operacional. Segundo os rumores, o acordo, antecipado no início de julho, deverá ser formalizado já em agosto. A Mitsubishi também poderá fazer parte da iniciativa, já que colabora com a Nissan há anos, enquanto a Renault (que possui participação na Nissan) ficará de fora.

Honda e Nissan também teriam discutido a possibilidade de produzir modelos da Nissan nas fábricas da Honda nos Estados Unidos, mas, segundo as fontes, a prioridade neste momento seria o desenvolvimento de software, deixando as questões industriais para um futuro próximo.

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Acordo pode virar tendência

Se um dia a união de várias marcas vendendo produtos desenvolvidos em conjunto não era lá tão bem-vista, esses tempos ficaram para trás. Para o médio e longo prazo, cada vez mais montadoras tradicionais devem acabar unindo forças.

Com a China "na cola", fabricantes consolidados estão sob pressão para apertar os cintos, diminuir custos e se manter competitivos. O desenvolvimento conjunto não só reduz custos como também acelera a chegada de novos veículos ao mercado.

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