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Novo Sandero híbrido tem eletrificação mais poderosa que a do Jeep Reengade

Com potência do antigo Sandero RS, nova versão híbrida tem motor 1.8 e chega aos 30 km/l; funcionaria por aqui?

Dacia Sandero Stepway (2026) em teste
Foto de: Dacia

Longe do Brasil desde o fim do Stepway, em 2025, a vida do Sandero tem sido bem diferente na Europa. Por lá, onde ganhou nova geração há alguns anos, o compacto foi reestilizado no início deste ano e ganhou até versão híbrida. As especificações dela, no entanto, não tinham sido reveladas até agora, mas são de fazer inveja no Kardian brasileiro.

O hatch vendido no Velho Continente pela Dacia em versão aventureira estreia o conjunto Hybrid 155, do tipo pleno - como nos Toyota Yaris ou Corolla - e combina um propulsor a gasolina de 1.789 cm³ (1.8 aspirado de quatro cilindros) de 109 cv com um motor elétrico de 49 cv, vindos da atual geração do Renault Clio.

Galeria: Dacia Sandero Stepway (2026)

Potência de Sandero RS

Juntos, entregam uma potência combinada de 158 cv, mais que os 150 cv com etanol do antigo Sandero RS nacional. A força é transmitida por meio de um câmbio automático Multi-Mode específico, o que garante aceleração de 0 a 100 km/h em 8,3 segundos - ou apenas 0,3 a mais do que um Sandero RS fazia por aqui.

Com peso de 1.341 kg em ordem de marcha e emitindo apenas 100 g/km de CO2, o compacto aventureiro se destaca pelo consumo. Pelo ciclo europeu WLTP, a média combinada é de excelentes 22,7 km/l. Mas em trechos de subúrbio, acessos rápidos e avenidas de bairros, o elétrico assume o comando e a média chega a incríveis 30,3 km/l.

Dacia Sandero Stepway (2026) em teste
Foto de: Dacia

Diferente do Renault Clio, a Dacia explorará as versões híbridas só nas configurações mais sofisticadas - e caras - do Sandero. Assim, o novo propulsor fica disponível a partir da versão intermediária Expression por 20.790 euros (cerca de R$ 125 mil). Entre seus destaques de equipamentos, há painel digital de 7'', freio de estacionamento eletrônico, modo E-SAVE para preservar a bateria, assoalho modular para o porta-malas de 372 litros e a central multimídia de 10,1'' com espelhamento sem fio para Android Auto e Apple Carplay.

Para quem busca o pacote mais completo, a versão topo de linha Extreme sai por 21.990 euros (cerca de R$ 132 mil). Além do acabamento aventureiro com detalhes em cobre e grafismos alusivos nas portas, ela adiciona ar-condicionado automático, sensor de ponto cego, chave presencial e as exclusivas rodas de aro 16'' com acabamento em preto.

Dacia Sandero Stepway (2026) em teste
Foto de: Dacia

A Dacia oferece garantia de três anos ou 100.000 km para o hatch aventureiro, enquanto a bateria do sistema híbrido tem cobertura de oito anos ou 160.000 km. Na Europa, o modelo brigará diretamente com o Toyota Yaris Hybrid de 115 cv (22.215 euros) e com o primo Renault Clio Hybrid (24.200 euros).

Dacia Sandero Stepway (2026) em teste
Foto de: Dacia

Inspiração no Kardian

Já no quesito estilo, tanto o Sandero quanto o Stepway mantém o visual já conhecido das gerações anteriores, caracterizado pelo porte mais avantajado e pelas colunas C largas. O facelift fez o trabalho de aproximá-lo do atual Duster e também do Bigster, dando aos hatchs elementos mais retilíneos na dianteira, bem como lanternas em pixel.

O Stepway também recebeu molduras de caixas de roda mais proeminentes, em linha com o que se vê no nosso Renault Kardian, reforçando seu apelo aventureiro. Ainda entre as diferenças, há uma faixa preta fosca liga as luzes traseiras e reforça o visual robusto, em solução inspirada no Spring (o primo romeno do Kwid), porém mais discreta e bem integrada. O para-choque traseiro ganhou desenho mais encorpado, com volumes melhor definidos e área inferior que sugere proteção extra para uso urbano e em vias de terra.

Dacia Sandero Stepway (2026) em teste
Foto de: Dacia

Já no interior, toda a família traz elementos de design no estilo do Duster e alguns emprestados do primo Kardian. As saídas de ar seguem o desenho em “T” invertido da assinatura externa, enquanto painel e portas recebem revestimentos em tecido azul ou tipo jeans, conforme a versão. Materiais mais duráveis elevam a percepção de qualidade e deixam o acabamento com aspecto mais caprichado.

Flagra: Renault já testa Boreal com motor híbrido

Flagra: Renault já testa Boreal com motor híbrido

Foto de: Carona com Adriel

No Brasil, Renault híbridos serão diferentes

Já por aqui, a marca francesa buscará uma opção diferente para eletrificar seus modelos menores. A marca, vale lembrar, vem tentando se distanciar dos produtos da romena Dacia, tendo eliminado Sandero, Stepway e Logan e os trocando pelo Kardian.

Ele traz base e vários detalhes em comum com o Sandero Stepway de terceira geração, mas tem projeto próprio feito para a América do Sul, indo bem além de uma simples troca do emblema da romena pelo losango da Renault. Com isso, o sistema híbrido que será oferecido aqui também será diferente, e, nas palavras do CEO da Renault Geely do Brasil, trará soluções ''inovadoras''.

Não será um híbrido pleno nem um plug-in, mas sim um leve mais complexo, de 48 volts. Esse sistema inédito de 48V deve estrear em meados de 2027 associado à plataforma modular RGMP, equipando tanto o SUV médio Boreal quanto a futura picape intermediária Niagara.

Inspirado no conjunto já oferecido na Turquia, o sistema nacional contará com o motor 1.3 TCe turbo flex acoplado a um motor elétrico traseiro de 31 cv e 8,9 kgfm de torque. Esse arranjo inovador funcionará como um 4x4 sob demanda e terá uma embreagem própria com duas marchas.

A bateria de 48V de 0,84 kWh será carregada nas desacelerações e pelo próprio motor a combustão. Como o propulsor traseiro elétrico pode se desacoplar totalmente, o carro terá o modo "velejar" 4x2 traseiro, além do 4x2 dianteiro comum e da tração integral inteligente.

O que você pensa sobre isso?

O Boreal, SUV médio presente no mercado desde outubro de 2025, será o pioneiro da tecnologia em meados de 2027. Já a picape Niagara, com revelação em setembro na Argentina e chegada ao Brasil no início de 2027, nascerá primeiro apenas com o motor 1.3 TCe de 163 cv e 27,5 kgfm sem eletrificação, adotando o sistema híbrido apenas em um segundo momento.

Fica a dúvida sobre o Kardian, que utiliza só o propulsor 1.0 TCe, mas não teve anúncios ou flagras rodando com tecnologias do tipo. Nele, caso chegue, é mais provável o uso de um conjunto MHEV mais simples, como a Fiat usa no Pulse.

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