Efeito China? Fiat diminui preço do Fastback Hybrid em R$ 38 mil
Com corte de 22,19% durante o mês de julho, SUV cupê agora sai por menos que um Chevrolet Sonic
A chegada de novos concorrentes chineses perto do ticket médio brasileiro, na casa dos R$ 150 mil, parece estar balançando o segmento de SUVs compactos. E mesmo quem não estiver buscando pelo SUV eletrificado vindo de lá, terá argumentos maiores para negociar na concorrência.
Um dos rivais com oferta interessante atualmente é o Fiat Fastback, que em sua versão Impetus - a mais completa com propulsor 1.0 T200 e o sistema híbrido leve de 12 volts - sai dos R$ 173.490 oficiais sugeridos pela tabela para R$ 134.990, ou um desconto de nada menos do que R$ 38.500 (22,19% a menos). A oferta é válida durante todo o mês de julho e vai até 4 de agosto, ou enquanto durarem os estoques.
O que traz o Fastback Hybrid
Derivado do Pulse, o SUV cupê traz as mesmas qualidades e defeitos de seu irmão menor. Ele foi atualizado pela primeira vez para sua linha 2026, adotando leves inspirações visuais nos Fiat vendidos na Europa, caso dos novos faróis com elementos em pixel, bem como novo para-choque dianteiro com aberturas laterais nas extremidades e tomada de ar inferior com filetes verticais.
Em porte, o Fastback conta com 4.440 mm de comprimento, 1.774 mm de largura, 1.549 mm de altura e distância entre os eixos de 2.533 mm - herança da plataforma MLA, de projeto mais antigo e hoje um dos menores do segmento.
No porta-malas, a Fiat declara 600 litros de capacidade de bagageiro, mas no padrão VDA utilizado pelos rivais, é o equivalente a 516 litros, ainda bons. O conjunto mecânico segue com o motor 1.0 turbo T200 da família GSE da Stellantis, utilizado desde um singelo Citroën C3 até um Peugeot 2008.
Conta com sistema híbrido leve, que pouco ajuda na prática e não tem força para tracionar as rodas, como em um Toyota Yaris Cross ou num Omoda 5 HEV. Na verdade, faz as vezes do motor de arranque, aliviando o carro em paradas e saídas de farol, além, é claro, de ajudar o carro a ficar dentro das regras de emissões mais rígidas do Proconve P8 sem que se façam necessárias calibrações mais complexas.
Ele rende 125 cv (G) e 130 cv (E) e 20,4 kgfm, sempre com transmissão CVT com simulação de sete marchas e, na prática, pouco muda o consumo no dia a dia. Segundo o Inmetro, faz 8,9 km/l e 12,6 km/l na cidade, enquanto na estrada vai aos 9,8 km/l e 13,9 km/l, números singelos para um carro eletrificado. Seu principal rival, o VW Nivus 1.0 TSI Highline, faz 8,6 km/l (G) / 12,4 km/l (E) na cidade e 10,3 km/l (G) / 14,8 km/l (E) na estrada, sem o auxílio de qualquer sistema híbrido.
Em compensação, é relativamente bem equipado na oferta de itens de série, vindo com freio de estacionamento eletrônico com função auto hold, cluster de instrumentos com tela de 7'', rebatimento elétrico dos espelhos, multimídia de 10'' com câmera de ré, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, ar-condicionado digital automático (1 zona), sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, chave presencial, carregador por indução, couro para os bancos e painéis de porta e rodas de aro 18'' escurecidas.
Gostou das molduras na cor da carroceria pintadas na cor do carro? Novidade da reestilização do ano passado, ela é um opcional de R$ 4.990, o Pack Sunroof, que como o nome sugere também adiciona o teto solar - com vidro fixo e vindo da linha Peugeot - bem como iluminação nos para-sóis e faróis de neblina em LED.
Além desse opcional, quem quiser levar para casa o sensor de ponto cego, um item de segurança, terá que pagar R$ 3.990 e adicionar o pacote Connect Me, de serviços conectados via aplicativo. Por fim, há ainda bancos em couro com detalhes em branco, que adicionam mais R$ 1.340. São heranças da velha política da marca com itens adicionais e que, num carro deste valor, não pegam bem.
Também não se destacam os itens de segurança. Novamente herança da plataforma MLA, o Fastback só conta com quatro airbags de série independente da versão. Freios a disco traseiros? Nem na esportiva Abarth, bem como o piloto automático adaptativo (ACC), presente na maioria dos seus rivais nessa faixa.
Vale a pena?
Pelo bônus, o Fastback fica com preço interessante na prática. É o que se paga hoje em modelos menores e mais simples, caso de VW Tera e Chevrolet Sonic, mas é preciso saber que levará para casa um carro de concepção mais antiga e que, na vida real, o sistema híbrido pouco muda no consumo ou desempenho comparado a versão 100% a combustão.
Ele também não conta com descontos de IPVA em todos os estados, caso de São Paulo - que só dá isenção para carros feitos no estado - e, na relação de custos anuais, a porcentagem que vale é a do preço de tabela, mesmo que a marca dê descontos generosos nas lojas ou em seu site oficial.
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