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Toyota fecha fábrica do Corolla e investirá em planta de Sorocaba (SP) para ter picape híbrida

Altos custos para atualização do complexo levaram marca a transferir produção do sedã para fábrica do Corolla e Yaris Cross

Toyota lança Corolla GLI Hybrid 2026
Foto de: Toyota

Investindo cada vez mais em suas operações na cidade de Sorocaba (SP), a Toyota anunciou que desativará a fábrica de Indaiatuba (SP), onde produzia o Corolla sedã desde 1998. A versão mais tradicional do modelo será feita por lá até 30 de junho, quando enfim mudará de casa para fazer companhia aos Corolla e Yaris Cross.

Para isso, a marca inaugurará em novembro uma segunda unidade que faz parte do investimento de R$ 11 bilhões que a montadora planeja investir por aqui até 2030. Como o complexo onde era feito o sedã já contava com três décadas, julgou-se que era mais prático - e talvez mais barato - produzir o modelo junto do restante da família do que em uma fábrica só dele.

Fábrica Toyota - Indaiatuba (SP)

Fábrica Toyota - Indaiatuba (SP)

Ainda que parte desse montante tenha ido para o Yaris Cross e agora para o anexo que fabricará o Corolla sedã, esse valor ainda dará origem a novos modelos e tecnologias, o que abre espaço para a nova picape rival da Fiat Toro que a marca planeja. Na época do comunicado original, em março de 2024, a marca citou a "produção de outro modelo com a mesma tecnologia, desenvolvido especialmente para o Brasil".

Corrobora com isso também os vários ensaios para o lançamento de uma picape de passeio menor que a Hilux também no exterior, com a mostra do conceito EPU, em 2023 e 2024, bem como informações divulgadas pelo portal Autos Segredos, que afirma ter apurado que já há protótipos com carroceria final rodando pelo interior de São Paulo.

Toyota do Brasil celebra 3 milhões de unidades produzidas no país
Foto de: Toyota

Planta fez 1º carro de passeio da marca

Inaugurada em meados de 1998, a planta de Indaiatuba (SP) foi a primeira da japonesa no país focada em automóveis de passeio. Antes, a Toyota fez apenas o Bandeirante, uma versão local do Land Cruiser FJ-251, produzido de 1958 a 2001 na região do ABC Paulista.

Quase quarenta anos depois do utilitário, a Toyota via a boa aceitação dos produtos importados que chegavam ao país após a reabertura do mercado no início da década de 1990. Inicialmente, seus carros eram trazidos de maneira independente e, após 1992, de maneira oficial. Com a reabertura, chegavam os sedãs Corolla, Corona e Camry, que logo ganharam as ruas do país.

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Antes dos carros, Toyota focava no Bandeirante

Foto de: Toyota

Parte de um investimento de US$ 150 milhões, o escolhido para ser nacionalizado foi o Corolla, o mais vendido entre os produtos oferecidos por aqui. Inicialmente, seria produzido o modelo europeu da época, importado para o país apenas no ano de 1997. Seu visual polêmico, entretanto, logo fez a japonesa mudar de rota e produzir a versão asiática do modelo, mais conservadora.

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Foto de: Toyota

Geração Brad Pitt fez Corolla virar best-seller

Quem realmente alçou o Corolla ao sucesso foi a geração seguinte, conhecida informalmente como Brad Pitt. Lançado no fim de 2002, o modelo ficou maior, levemente mais esportivo e bem mais refinado, ganhando até a companhia de uma versão perua exclusiva do mercado nacional, a Fielder.

Chegando em 2003, trazia uma mistura única para o mercado brasileiro: possuía a frente do Corolla americano, como o sedã, e a carroceria de station wagon só produzida em outros mercados com o visual do modelo europeu.

No fim de 2008, chegava a décima geração global e terceira fabricada no país, agora com design mais evolutivo e inspirado no irmão maior, o Camry. Pela primeira vez, o Corolla passava a ter faróis de xenônio com lavadores, airbags laterais e de cortina, retrovisores rebatíveis e banco elétrico, ganhando maior refinamento nas versões mais equipadas para tentar bater o fenômeno New Civic, que chegou em 2006 e já ameaçava o sedã da Toyota em vendas.

Em 2011, chegaria pela primeira vez o motor 2.0 flex de 153/142 cv com câmbio automático sequencial com borboletas no volante (ainda de 4 marchas), que passava a fazer parte do catálogo das versões XEI e Altis - que entrou no lugar da SE-G -, enquanto em 2012 chegaria com um discreto facelift, focado em novos para-choques, grades e lanterna traseira.

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Foto de: Toyota

Etios, o Gol da Toyota

Falando em 2012, a marca decidiu apostar em um mercado de maior volume do que a linha Corolla e trouxe ao país o Etios, um projeto focado em mercados emergentes como Índia, África do Sul e Brasil. Com o hatch e o sedã, foi inaugurada ainda a fábrica de Porto Feliz (SP), onde eram feitos os motores 1.3 e 1.5.

Bem franciscano, o modelo nasceu bem simplificado quando comparado ao restante da linha Toyota oferecida no país. Com o tempo, no entanto, foi ficando mais adequado ao gosto local, ganhando câmbio automático, painel digital e melhorias na segurança e na motorização.

Em 2015, a planta ganharia mais uma geração do Corolla, novamente inspirado nos modelos mais refinados vendidos na Ásia - tal como faz até hoje - e aposentando de vez o antigo câmbio automático de apenas quatro marchas, dando lugar a um CVT que logo seria figura onipresente no restante da linha.

Primeiro híbrido flex


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Na virada da década, a atual geração do Corolla chegou ao mercado trazendo pela primeira vez um sistema híbrido pleno em um modelo feito aqui, herdado do Prius, mas com sistema flex. O modelo recebeu poucas mudanças desde então, tendo tido apenas um leve facelift em meados de 2024 para 2025, quando passou a contar com mais tecnologia a bordo.

Desde então, a Toyota tem focado suas atenções em Sorocaba (SP), que ficou responsável pela produção da família Yaris hatch e sedã, em seus primeiros anos, e depois dos Corolla e Yaris Cross. Segundo a marca, o novo ciclo de investimentos garantiu a criação de aproximadamente 2.000 novos postos de trabalho, o que, ao menos em tese, cobriria o número de colaboradores de Indaiatuba.

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