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IPVA SP 2026: isenção atinge 76,3% da frota de motos

Segundo o próprio governo estadual, mais de 4 milhões de motos deixarão de pagar o imposto

Honda Pop 110i ES 2025
Thiago Moreno Thiago Moreno

No apagar das luzes de 2025, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) aprovou em tempo recorde um projeto do executivo estadual prevendo a isenção de IPVA para motocicletas de 180 cilindradas. Na prática, um grande alívio para quem depende das motos pequenas para se locomover ou para quem usa a moto como ferramenta de trabalho.

E o impacto é grande: três em cada quatro motocicletas registradas no estado foram isentas do pagamento do IPVA em São Paulo em 2026. Segundo dados do próprio governo divulgados pela Agência SP, cerca de 4,3 milhões de motocicletas deixam de pagar o imposto agora, ou 76,3% da frota registrada no estado. No total, o estado de São Paulo tem cerca de 5,7 motocicletas registradas.

Galeria: Nova Honda CG160 2026

Na época da aprovação, o governo estadual não deixou claro o que fez para compensar a perda de arrecadação, afirmando apenas que a medida respeita as diretrizes da Lei de Responsabilidade fiscal. Segundo o governador Tarcísio de Freitas (REPUBLICANOS), a renúncia de arrecadação foi calculada com base em projeções fiscais e na atualização da Tabela Fipe para 2026, sem comprometer o equilíbrio das contas públicas do estado. Mas a perda do governo pode ser o ganho de milhões de proprietários de motocicletas em São Paulo.

O que você pensa sobre isso?

No estado, a alíquota de IPVA para as motocicletas registradas era de 2% do valor venal do bem de acordo com a tabela Fipe. No caso de alguém que possui uma Honda CG 160 - moto mais vendida do Brasil - na versão Titan e com ano modelo 2024, seu valor de tabela é de R$ 19.784. Não pagar o IPVA neste caso significa que o dono dessa CG deixará de pagar R$ 395,68.

Quase esqueceram da Honda CG

O projeto original da isenção de IPVA para motos pequenas no estado de São Paulo enviada pelo governador previa que motos de até 150 cilindradas deixaria de pagar o imposto. A ideia ainda era boa, mas deixou de lado simplesmente a moto mais vendida do Brasil na última década: a Honda CG 160. Outros modelos populares, como a Honda Bros 160, também ficariam de fora. O projeto retificado na ALESP ampliou a faixa de isenção para motos de até 180 cilindradas.

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