Flagra: VW Tiguan 2026 continua testes no Brasil e pode ser híbrido
São grandes as chances da nova geração do SUV já chegar com motor eTSI; veja detalhes
Se a Volkswagen teve um 2025 cheio de renovações, uma em especial ficou de fora: o novo Tiguan. Logo em maio, VW lançou o Tera, seu projeto mais ambicioso desde o Gol. Desde então, algumas renovações também deram as caras, como o Jetta GLI e o Taos.
Com a nova geração já rodando lá fora, o modelo vive um momento de fim de ciclo no país, sobrevivendo de estoques remanescentes do México, de onde é importado, sempre na versão Allspace R-Line. Isto, entretanto, não deve demorar muito para mudar.
Galeria: Flagra: nova geração do Tiguan chega em 2026 e pode ser híbrido
O flagra que você vê nas fotos, cedido gentilmente pelo leitor Alisson Silveira, mostra um protótipo do Tiguan de terceira geração rodando pelo Rodoanel, nas proximidades de Mogi das Cruzes (SP), sendo escoltado por um T-Cross branco também com placa verde. O local fica a cerca de 30 km da fábrica da marca em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.
O SUV ainda exibe uma quantidade considerável de camuflagem pela carroceria, mas já é possível identificar, pela linha de cintura, que o visual não deve se diferenciar muito do modelo vendido na América do Norte, Europa e em alguns vizinhos do Brasil, como a Argentina.
Construído sobre a plataforma MQB Evo, a mesma utilizada no Golf de oitava geração, o Tiguan deixará de lado a diferenciação por mercados e passará a ser um produto global. A má notícia é que, com isso, deixará de ser oferecida a versão de entre-eixos alongado e sete lugares, única disponível no Brasil e na América do Sul desde o lançamento da segunda geração.
Tiguan pode estrear linha de carros híbridos
E sendo um lançamento previsto para 2026, são grandes as chances de que o novo Tiguan vendido no país já conte com algum tipo de sistema eletrificado em conjunto com o motor TSI. Na Europa, ele é oferecido tanto com híbrido leve (MHEV) quanto do tipo plug-in (PHEV), sempre utilizando o propulsor 1.5 turbo de 150 cv, uma evolução do atual 1.4 usado na linha nacional.
Nas versões MHEV, a Volkswagen optou por baterias de 48 Volts que, embora não possam tracionar as rodas, atuam mais do que os sistemas de 12 Volts utilizados pela Stellantis em Fiat e Peugeot equipados com o propulsor 1.0 T200, por exemplo. Com maior capacidade, o carro consegue rodar no modo “velejar”, com o motor a combustão desligado, enquanto o sistema elétrico mantém as funções do veículo (direção, freios, ar-condicionado), ajudando na redução de poluentes e do consumo.
Já na versão PHEV, o sistema mantém o propulsor eTSI 1.5 em duas configurações distintas: uma com 204 cv e outra, mais potente, com 272 cv. A bateria tem 19,7 kWh de capacidade e garante cerca de 120 km de autonomia no ciclo WLTP. Nos mercados onde é vendido, o modelo utiliza câmbio automatizado de dupla embreagem de seis marchas (na opção menos potente) ou de sete (na mais forte). A tração pode ser integral 4Motion.
A proposta de um SUV com essas tecnologias dialoga diretamente com o anúncio feito pela marca em 31 de outubro, quando a Volkswagen decretou que todos os seus futuros lançamentos a partir do próximo ano por aqui terão algum nível de eletrificação. Também daria mais argumentos ao Tiguan frente à onda de modelos híbridos e elétricos na faixa dos R$ 300 mil. É esperar para ver.
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